Gabeira assume que é pré-candidato ao Governo do Rio

fevereiro 5th, 2010

(Correio do Brasil) – O deputado federal Fernando Gabeira (PV) assumiu ontem, pela primeira vez, que é pré-candidato ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro. A revelação foi feita na gravação da entrevista concedida ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) para o programa De Olho no Rio, que vai ao ar no próximo domingo, às 12h15, pela CNT.

- A alternância no poder é fundamental para a democracia e o Rio precisa de uma nova forma de fazer política, afastando as oligarquias que o dominam há décadas. Por isso, eu sou pré-candidato ao governo do estado, tendo o Márcio Fortes como pré-candidato ao cargo de vice-governador na frente partidária, liderada pelo PSDB, que decidiu lançar meu nome para as eleições deste ano – revelou Fernando Gabeira.

Fernando Gabeira e Marcelo Itagiba

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Martelo no ar

fevereiro 5th, 2010

(Coluna da Anna Ramalho / JB) – O tucano Márcio Fortes é, até o momento, o nome escolhido para pré-candidato a vice-governador de Fernando Gabeira (PV), pré-candidato pela Frente Carioca. A declaração foi dada, ontem, pelo próprio deputado federal para o De Olho no Rio, apresentado por Marcelo Itagiba. A entrevista vai ao ar, domingo, pela CNT.

Todos têm que ser iguais perante a lei

fevereiro 5th, 2010

O Brasil nunca será um país justo enquanto as autoridades – como nos casos do juiz que matou com um tiro na cabeça o desarmado vigilante de um supermercado no Ceará e do promotor que assassinou à bala a esposa grávida de sete meses em São Paulo – continuarem gozando do privilégio de possuir foro especial para responder pelos crimes dos quais são acusadas.

No Brasil, todos são iguais perante a lei. Menos os deputados, senadores, governadores, promotores, procuradores, juízes, desembargadores, ministros, presidentes e vice-presidentes da República.

A minha proposta de emenda constitucional (PEC nº 130) destinada a acabar com o foro privilegiado foi redigida e protocolada no dia 7 agosto de 2007, após participar do seminário Juízes contra a Corrupção, realizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em Brasília.

No evento, a voz corrente entre os magistrados era a de que a obtenção de resultados consistentes no combate à corrupção e à impunidade dependia, indispensavelmente, do fim do foro por prerrogativa de função dos parlamentares.

Naquele momento, me posicionei favoravelmente à mudança constitucional, mas ressaltei que o efeito esperado (a redução da corrupção e da impunidade) jamais seria alcançado se a extinção do privilégio não fosse estendida a todas as autoridades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Com a concordância manifestada por todos, elaborei a PEC para abolir o foro especial. Após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, ela foi modificada pelo texto-substitutivo do relator, que recebeu parecer favorável da comissão especial responsável pela última análise antes da votação. Contudo, com a reprovação do substitutivo pelo plenário, agora será votada a proposta original (a PEC nº 130, de minha autoria).

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Gabeirar para mudar

fevereiro 4th, 2010

No ano passado, vim a esta tribuna fazer algumas denúncias, prestar algumas informações à população do meu Estado e tentar alertá-los para os problemas que vivemos no Rio de Janeiro. Demonstrei que existe um conluio na terceirização de mão-de-obra que presta serviços ao Governo do Estado. Demonstrei também que havia um escritório de advocacia, que pertencera ao ex-marido da atual primeira-dama e ao qual ela está associada, que assume causas contra o Governo do Estado.

Demonstrei que a prorrogação da concessão do metrô foi criminosa, tanto que hoje os passageiros não conseguem andar de metrô porque está um verdadeiro caos o transporte em nossa cidade, o Rio de Janeiro. Demonstrei que essa questão de combate ao tráfico não se faz com pirotecnia nem com maquiagem. Na noite de ontem, o Jornal da Globo mostrou imagens de traficantes armados nas favelas da Tijuca.

Por isso, está na hora de o Rio mudar. E com certeza, este ano, ele há de mudar com as novas possibilidades que se apresentarão na disputa pela sucessão do Governo estadual. Não tenho a menor dúvida de que o povo do meu Estado há de escolher alguém que não represente essas oligarquias, que não represente esse tipo de desmando no poder.

Tenho certeza de que a população do meu Estado irá buscar uma nova opção, uma opção de modernidade, uma opção de integridade, uma opção de honestidade. E nada melhor se apresenta no momento que não seja um representante desta Casa, desta Câmara dos Deputados, como, por exemplo, o Deputado Fernando Gabeira, que poderá vir a ser candidato a Governador do Estado do Rio de Janeiro.

Por isso, digo a todos do meu Estado: vamos mudar, vamos gabeirar, para fazer a diferença no nosso Estado! O verbo deve ser gabeirar para mudar, para não se manterem no poder as oligarquias que apenas mamam na teta do povo do Estado do Rio de Janeiro!

Discurso feito hoje na tribuna do plenário da Câmara Federal

Francis Bogossian defende mudanças nos cursos de engenharia

fevereiro 1st, 2010

(Correio do Brasil) – Novo presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian foi o entrevistado do deputado Marcelo Itagiba no programa De Olho no Rio levado ao ar neste domingo pela CNT. Francis, que ocupa o cargo exercido no início do século passado pelos engenheiros Pereira Passos e Paulo de Frontin, que foram prefeitos do Rio de Janeiro e responsáveis pelas primeiras grandes obras de estruturação urbana da cidade, falou da participação histórica da entidade na vida do país.
 
– O Clube de Engenharia sempre se interessou pelos problemas do Brasil, defendendo o nacionalismo e participando de projetos importantes, como a construção da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, e de grandes eventos cívicos, como o movimento Diretas Já – contou o engenheiro, ressaltando que o fato de a sede ter sido sempre no Rio nunca atingiu a dimensão nacional das atividades da entidade.
 
Francis disse que, em sua gestão, lutará pela melhoria dos cursos de engenharia no país.
 
– Queremos uma audiência com o ministro da Educação para discutirmos a reformulação dos cursos, pois, hoje, nos dois primeiros anos de estudos, os alunos são obrigados a se dedicar a muitas disciplinas fora do âmbito da engenharia, condição que os desestimula a concluir o curso – defendeu o presidente do Clube.

Francis Bogossian e Marcelo Itagiba

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Segurança pública no asfalto e nas comunidades

janeiro 29th, 2010

Todos os cidadãos têm direito à segurança pública. Sejam os moradores das comunidades mais pobres do Estado do Rio de Janeiro ou os integrantes das classes média e alta, que são a minoria da população.

Todos têm direito à segurança pública a ser prestada pelo Estado, por meio da Polícia Militar e da Polícia Civil e, em menor escala, pela Polícia Federal, porque a Constituição Federal lhes garante o direito à vida, o direito de ir e vir e o direito ao patrimônio honestamente adquirido, independentemente do seu valor no mercado.

Com base nesse princípio – o de que todos têm direito à segurança a ser garantida, por dever constitucional, pelo estado –, deve ser priorizada, como tem sido feito pelos últimos governos, a ocupação policial das comunidades mais pobres, onde traficantes de drogas e milicianos se entrincheiram com as suas armas de guerra e lutam entre si, ferozmente, pelo controle do território.

A presença estatal nas comunidades dominadas pelos criminosos – que não deve se limitar às ocupações policiais, mas englobar a prestação de todos os serviços públicos indispensáveis, como saneamento e fornecimento de água e energia elétrica, como também a instalação de postos de saúde e escolas – deve ter caráter permanente.

A prioridade a ser dada às comunidades mais pobres do nosso estado se deve ao notório fato de que os moradores que nelas residem – 99% deles trabalhadores honestos que rejeitam a dominação dos criminosos, sejam eles traficantes ou milicianos (bandidos travestidos de policiais) – são os que mais sofrem com a indesejável presença de facínoras circulando fortemente armados e lhes impondo as suas “leis”, à revelia da ordem constituída.

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Hilde fala sobre a morte do irmão e a luta de sua mãe

janeiro 25th, 2010

(Correio do Brasil) – O meu irmão morreu lutando por um Brasil melhor, afirmou a jornalista Hildegard Angel, colunista do Jornal do Brasil, em entrevista ao deputado federal Marcelo Itagiba para o programa De Olho no Rio, que foi ao ar neste domingo pela CNT.

Hildegard disse que Stuart Angel, assassinado na Base Aérea do Rio de Janeiro, durante a ditadura militar, fez parte de uma geração da qual a atual está muito distante.
 
–  Os jovens daquela época tinham a fibra de Stuart, na tentativa de transformar o Brasil num país justo. Mas os gestos heroicos viraram literatura, e a realidade de hoje é a de jovens imediatistas em busca, exclusivamente, de suas realizações individuais – afirmou Hilde, como é conhecida a jornalista.

Hildegard Angel e Marcelo Itagiba

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A importância da alternância no poder para a democracia

janeiro 22nd, 2010

Desde a realização das eleições diretas para presidente da República em 1989, após um interregno de quase 30 anos sem que o cidadão brasileiro pudesse participar diretamente da escolha do Chefe do Poder Executivo da União, o país vive hoje a consolidação da democracia que vem sendo exercida livremente há duas décadas.

São 20 anos de exercício pleno da cidadania, com os eleitores podendo decidir, não somente os vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais e senadores que irão representá-los, mas também a quem deve ser destinada a missão presidencialista de governar o país. 

Com base na tradição política brasileira e nas leis vigentes, cabe mais ao presidente da República do que a qualquer outro membro de poder dar os rumos políticos e econômicos, editar e sancionar as medidas que visam ao desenvolvimento do Brasil.

O Congresso Nacional, conforme a divisão tripartite de poder estabelecida pela Constituição Federal, tem o dever de supervisionar as ações do Poder Executivo Federal – o que, aliás, vem sendo feito precariamente.

O Poder Judiciário tem a missão constitucional de garantir o cumprimento das leis e punir os desmandos advindos do Poder Executivo. Mas a precariedade no cumprimento do seu dever deixam a desejar tanto quanto a verificada no Legislativo.  

É de vital importância para a democracia no país o pleno funcionamento dos Poderes Legislativo e Judiciário, o que, inclusive, exige uma urgente revisão de posicionamento dos seus representantes, para que a fragilidade de suas ações fiscalizadoras e punitivas, sobretudo no que diz respeito às irregularidades e abusos provenientes do Executivo, não comprometa o indispensável equilíbrio que precisa haver entre os Três Poderes.

Porém, é inegável que, com a histórica concentração de poder no cargo de presidente da República do Brasil, as eleições para a escolha do respectivo ocupante ganha maior importância, atenção midiática e interesse público do que os sufrágios para os demais cargos políticos eletivos.

Por isso, por conta do grande poder atribuído ao presidente do Brasil, o princípio da alternância na ocupação do cargo é extremamente saudável para a manutenção da nossa conquistada democracia, ao evitar a perpetuação de grupos e partidos no poder e garantir, por meio da renovação permanente, que novos ares e ideias transformem e depurem as más práticas políticas que ainda se fazem presentes em nosso país.

Após 30 anos sem exercer o direito de escolher diretamente o presidente da República, o povo brasileiro elegeu, democraticamente, em 1989, Fernando Collor de Mello, cujo curto governo foi marcado pela abertura do mercado às incorporações tecnológicas internacionais – medida considerada, quase unanimemente, uma retirada do país da condição de atraso em seu desenvolvimento.

Posteriormente, o povo, com base nas denúncias contra o Chefe do Poder Executivo Federal apuradas pelo Congresso Nacional, exigiu nas ruas, democraticamente, a retirada de Collor do cargo – o que viria a ocorrer em 1992 com o processo de impeachment – e acolheu serenamente a sua substituição pelo vice-presidente Itamar Franco.

Em 1994, mais uma vez democraticamente, a população elegeu o presidente Fernando Henrique Cardoso, e o reelegeu em 1998, em reconhecimento aos avanços proporcionados pelo seu governo ao país, com destaque para o controle da inflação e a consolidação de uma moeda forte para o Brasil.

Em 2002, outra vez democraticamente, o povo decidiu que o país deveria ser governado pelo ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e fundador do Partido Trabalhista (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, que perdera, democraticamente, as três eleições anteriores.

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A natureza morta contemporânea de Bettina Guimarães

janeiro 18th, 2010

(Correio do Brasil) – A artista plástica Bettina Vaz Guimarães, que retrata em tinta acrílica sobre tela os objetos de uso cotidiano, como bules, cinzeiros e garrafas, num estilo que classificado como natureza morta contemporânea, foi  entrevistada no programa De Olho no Rio, pelo deputado Marcelo Itagiba, neste domingo pela CNT.

– Trabalho sempre com objetos do dia-a-dia, a partir de um pensamento em colagens que transponho para a tela em vários planos – explicou Bettina Guimarães, que revelou traçar as ideias iniciais desenhando no papel, antes de levá-las ao quadro.

Bettina Vaz Guimarães e Marcelo Itagiba

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Um novo sistema repressivo-penal

janeiro 15th, 2010

Partindo do princípio de que, no Brasil, os índices de criminalidade variam regionalmente e a ordem é enxergada sob ângulos diferenciados em decorrência da cultura multifacetada que caracteriza o nosso país de dimensões continentais, nada mais justo e pertinente do que dar a cada Estado o direito de zelar pela sua própria segurança.

Em consonância com o nosso pacto federativo, na busca do aperfeiçoamento do regime jurídico e respeitando as diferenças regionais, redigi o projeto de emenda à Constituição Federal nº 187, apresentado à Câmara Federal em setembro de 2007, para promover a reestruturação do sistema repressivo-penal no país.

É claro que a ideia não dispensa, de forma alguma, a União da sua responsabilidade de cuidar da segurança pública nacional. De dar suporte financeiro às ações estaduais e municipais nesta área. De criar uma política de segurança pública nacional até hoje inexistente e de investir seriamente no aparelhamento das Forças Armadas e na dignificação salarial dos militares, que também são decisivamente responsáveis pela garantia da ordem em nosso território.

O que a proposta de reestruturação do sistema repressivo-penal visa a estabelecer é uma forma de reconhecer as competências legislativas estaduais e municipais (somente para as cidades com mais de 200 mil habitantes).

Considerando as peculiaridades locais, Assembleias Legislativas e Câmaras dos Vereadores passariam a tipificar as condutas e estipular as penas respectivas para as chamadas infrações contravencionais, os atos antissociais e o descumprimento do código de postura municipal. Ou seja, penas para todos os pequenos delitos.

Seriam três estágios de coerção às infrações, contravenções e crimes. No primeiro estágio, o município exerceria o seu papel de polícia com a guarda municipal. Esta teria atribuição para reprimir as pequenas infrações, como aquelas cometidas por pessoas que urinam na rua ou causam danos ao patrimônio, por meio de pichações.

Para isso, seria elaborada uma postura municipal, por meio da qual o juiz pudesse receber imediatamente a ocorrência e, sem burocracia, na mesma hora aplicar uma pena alternativa, como serviços à comunidade, multa pecuniária ou a detenção por um período curto, em caso de reincidência.

O segundo estágio seria a estadualização da lei de contravenções penais, cuja repressão e encaminhamento dos casos que dispensam instauração de inquérito policial ficariam a cargo da Polícia Militar, deixando para o desvendamento dos crimes a Polícia Federal e a Polícia Civil.

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Ministro Fux fala sobre o novo Código de Processo Civil

janeiro 11th, 2010

(Correio do Brasil) – Membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas e professor titular de Processo Civil da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Fux, falou em entrevista ao deputado federal Marcelo Itagiba, no programa De Olho no Rio, no último domingo, sobre a comissão de juristas por ele presidida para elaborar o anteprojeto do novo Código de Processo Civil.

 - Durante muito tempo se acalentou a ideia de reformular o Código de Processo Civil. No entanto, decidiu-se pela criação de um novo código, para cujo trabalho de elaboração o presidente do Senado, Jose Sarney, me designou presidente – informou o ministro Luiz Fux, atribuindo a escolha de seu nome à sua formação acadêmica e à sua experiência profissional na área de processo civil.

O ministro Luiz Fux e Marcelo Itagiba

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Contra os privilégios

janeiro 8th, 2010

Todos deveriam ser iguais perante a lei. Mas, no Brasil, os deputados, senadores, governadores, promotores, procuradores, juízes, desembargadores, ministros, presidentes e vice-presidentes da República não se submetem a mesma Justiça que o cidadão comum.

Por isso, apresentei a proposta de emenda constitucional (PEC nº 130) para acabar com o foro privilegiado e levar todas as autoridades a serem julgadas pela primeira instância da Justiça, para onde vão os cidadãos comuns. Ela está pronta para ser votada no plenário da Câmara Federal.

Para acabar com a sensação de impunidade é preciso não só acabar com o foro privilegiado, mas alterar a legislação penal. Tenho vários projetos com esse propósito.

Um deles se destina ao fim da prisão especial. É injusto que alguém que tem diploma receba tratamento prisional diferente do de uma pessoa que cometeu o mesmo crime. Todos devem ser iguais perante a lei.

Outro projeto visa o cumprimento provisório da pena a partir da confirmação da sentença em segunda instância. Hoje vemos réus que, mesmo condenados e com as sentenças confirmadas, conseguem obter o benefício de recorrer em liberdade, o que gera uma sensação de impunidade.

Defendo também que aquele que tem maior escolaridade deva ter uma pena maior do que aquele que não teve a oportunidade de estudar. Pois, quanto maior o nível de instrução, maior a capacidade de entender o crime praticado.

Propus, ainda, que todos que forem presos sejam algemados, para que os que lesam milhares de pessoas em fraudes financeiras sofram as mesmas consequências que o criminoso comum.

O Brasil nunca será um país justo enquanto as autoridades e os poderosos tiverem privilégios quando forem acusadas de crimes.

Artigo de minha autoria publicada hoje no O Dia

2009, mais um ano do governo que não começou

janeiro 8th, 2010

Parece inacreditável, mas é a mais pura verdade. O atual Governo do Estado do Rio de Janeiro está finalizando o terceiro e penúltimo ano de sua gestão, iniciada em 2007, sem ter executado políticas públicas que inovassem a administração do estado e sem ter dado sequer continuidade às ações implantadas com sucesso pelas gestões anteriores.

Hoje, o Estado do Rio de Janeiro está desprovido, no âmbito do governo, de ideias inovadoras que transformem a dura realidade enfrentada pelos cidadãos fluminenses, carece de medidas eficazes que melhorem as condições de vida da população e age irresponsavelmente ao renegar e revogar tudo o que fora feito com êxito pelas administrações antecessoras.

Ao dar as costas ao que foi bem realizado – “eu não tenho retrovisor”, afirmou o governador, em seus primeiros dias no cargo –, ele dá uma demonstração inconteste do seu desrespeito ao sentimento público. As pessoas esperam apenas o melhor para o Rio de Janeiro, independentemente de quem estiver à frente do governo.

Mas o governador, além de ignorar os interesses da população, revela também uma inadmissível falta de zelo com o dinheiro público que foi investido em projetos e programas executados pelos governos que antecederam, fazendo questão de pôr por terra tudo o que não foi iniciado na sua gestão.

Ele tenta reinventar roda, mesmo que isso, irresponsavelmente, implique desperdício das verbas públicas que foram destinadas a projetos de melhoria nas áreas de educação, saúde, habitação e, principalmente, de segurança pública. Ele não enxerga (o que, aliás, é esperável de quem dispensa o retrovisor e, por isso, dirige a administração pública de forma desgovernada) que a população deseja somente que o governo, seja ele qual for, tenha a responsabilidade de preservar o que foi construído com o dinheiro do povo (tesouro estadual) e se sinta no dever de manter e aprimorar o que estava pronto.

São muitos os fatores que levam o atual governo a agir de forma distante dos anseios dos cidadãos. Destaca-se, porém, o fato de não termos um governador que trabalhe para todo o estado. Ele governa apenas para a capital, como se fosse prefeito do Rio e como se o interior do estado, com os seus 91 municípios, inexistisse.

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João Alberto Barreto: discípulo de Helio Gracie que nunca perdeu um vale-tudo

janeiro 4th, 2010

(Correio do Brasil) – Mestre em jiu-jítsu e em Psicologia, discípulo de Hélio Gracie e autor de vários livros, o professor João Alberto Barreto, que ficou famoso por nunca ter perdido uma competição de vale-tudo, falou em entrevista ao deputado federal Marcelo Itagiba, domingo, no programa De Olho no Rio, na CNT, sobre a relação entre a luta e o estudo científico na sua vida.

– A relação entre o campo esportivo e a psicologia veio com tempo, durante os estudos sobre mudanças de comportamentos – afirmou João Alberto Barreto, que disse ter se apaixonado pelo jiu-jítsu aos 15 anos, ao assistir uma exibição do mestre Hélio Gracie no ginásio do colégio de propriedade do seu pai, no Rio de Janeiro.

O professor João Alberto Barreto e Marcelo Itagiba

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Salários dignos aos militares

janeiro 1st, 2010

Ao constatar a inadmissível situação de penúria a que estão submetidos os nossos militares das Três Forças Armadas, decidi estudar a fundo o assunto e elaborei a proposta de emenda constitucional (nº 245) que tem por único objetivo resgatar a dignidade salarial de toda a categoria.

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Ela tem recebido imenso apoio de militares de todas as patentes e aguarda a formação de uma comissão especial – decisão que cabe exclusivamente ao presidente da Câmara, Michel Temer – que analisará o texto antes de ser posto em votação no plenário da Casa.

Cinco requerimentos de parlamentares já foram encaminhados à Presidência da Câmara, pedindo que a PEC 245 seja posta em votação, o mais rápido possível.

A minha proposta inscreve na Constituição Federal, em caráter definitivo, os novos patamares salariais dos militares. Com a concretização da iniciativa, os militares não se verão mais forçados à humilhante passagem de pires que, a cada governo, a dura realidade lhes impõe, na busca por reajustes.

A PEC 245 estabelece que os ocupantes dos mais altos cargos das Forças Armadas passarão a receber 95% (R$ 21 mil) do que ganham os ministros militares do Superior Tribunal Militar, que permanecem na ativa até os 70 anos – razão pela qual os considero o verdadeiro paradigma da carreira. Com o vínculo, quando houver aumento para o Judiciário, os militares serão beneficiados.

A proposta não deixa nenhum militar de fora. A partir da nova referência (R$ 21 mil), haverá um escalonamento vertical até as mais baixas patentes. Sugeri que a diferença salarial entre cada graduação seja de, no mínimo, 5% e, no máximo, 30%.

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Itagiba e Mercadante analisam projeto contra o crime organizado

dezembro 30th, 2009

(Espaço Aberto / Globo News) – Clique aqui para assistir.

Mais investigação

dezembro 29th, 2009

(Justiça e Cidadania / O Dia) – O deputado federal Marcelo Itagiba, do PSDB, quer mais investigações sobre o Propinoduto. O escândalo envolvendo fiscais da receita estadual e federal mandou mais de R$ 20 milhões dos cofres públicos para contas na Suíça.

Atrás dos tubarões

Itagiba enviou representação ao procurador geral da República, Roberto Gurgel. Para o parlamentar, apenas as sardinhas, como o fiscal Rodrigo Silveirinha, caíram na rede. O Propinoduto estourou em 2002.

Arnaldo Niskier defende valorização do professor

dezembro 28th, 2009

(Correio do Brasil) – Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) há 25 anos, o professor, jornalista e escritor Arnaldo Niskier, terceiro mais antigo dos imortais que hoje ocupam as cadeiras da casa da literatura fundada pelo escritor Machado de Assis, foi entrevistado pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) no programa De Olho no Rio, levado ao ar no último domingo pela CNT.

Nascido em Pilares, subúrbio do Rio, Arnaldo Niskier contou que, para superar a pobreza, sempre estudou muito para ser o primeiro da turma.

- Estudei quase que a vida inteira em escola pública, fui professor particular de matemática aos 15 anos e a condição de aluno nº 1 das turmas pelas quais passei me propiciou desconto nas mensalidades quando estudei em instituições de ensino privado – relatou o imortal.

O imortal Arnaldo Niskier e Marcelo Itagiba

Ex-secretário de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro nos governos de Chagas Freitas, Negrão de Lima e Rosinha Garotinho, Niskier defendeu a valorização do professor como principal medida para melhorar o ensino brasileiro.

- No meu primeiro mandato como secretário de Estado, inaugurei 88 escolas e conheci todos os municípios do Rio de Janeiro. A educação brasileira precisa de uma política de recursos humanos, pois a chave da qualidade do ensino está no professor, que tem que ser bem remunerado – afirmou ele.

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O crime de terrorismo no Brasil

dezembro 28th, 2009

O crime de terrorismo ainda não está tipificado na legislação brasileira, mas já poderia ter se tornado realidade. Há mais de um ano apresentei à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal o meu relatório favorável ao projeto de lei (PL) 6.764, de 2002, que revoga a desatualizada Lei de Segurança Nacional (LSN) e inclui o crime de terrorismo em nossa legislação penal.

Contudo, o Poder Executivo, que tem ampla maioria no Congresso Nacional, não esboçou até hoje nenhuma movimentação política – muito comum quando quer aprovar os projetos que são realmente de seu interesse – para dar celeridade à tramitação do PL elaborado, em 2002, por um grupo de renomados juristas nomeados pelo então ministro da Justiça, Miguel Reale Jr.

O desinteresse do governo pela aprovação do projeto que trata de um tema de extrema importância para o mundo contemporâneo distancia o Brasil do posicionamento assumido pelas grandes potências. É uma atitude que, indubitavelmente, nos enfraquece no cenário geopolítico internacional.

Após os ataques de 11 de setembro de 2001, os países mais desenvolvidos se viram forçados a rever, em caráter de urgência, as suas legislações e estratégias de combate ao avanço do terror no mundo.

O governo brasileiro, porém, tem priorizado a busca desmedida por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, mesmo ao custo da manutenção de relações amistosas com representantes de Estado lenientes com o terrorismo, como o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

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Tentativa de mudar o fim da história

dezembro 20th, 2009

(Jornal do Brasil) – A primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) completou um ano no Morro Dona Marta, onde a população comemora a nova rotina livre de tiroteios e do estado paralelo do tráfico. Menina dos olhos da gestão atual da Secretaria Estadual de Segurança Pública, as UPPs, no entanto, são o aperfeiçoamento de um modelo já tentado, os Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais (Gpaes), que inicialmente despertaram nos cariocas a esperança de ver as favelas pacificadas, mas acabaram esvaziados.

O deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB), secretário de Segurança Pública do Rio no governo Rosinha Garotinho, conta que um de seus principais obstáculos com os Gpaes foi o desgaste do contingente das unidades.

– A polícia começa tomando conta, mas, depois de um tempo de convivência entre os oficiais e a comunidade, ela também se relaciona com elementos do mal e pode haver encontro de interesses (corrupção da polícia). Por isso, é preciso manter um efetivo eficiente, com permanente fiscalização e rotatividade de policiais. Não tem nada de novo. Não importa do que eles querem chamar, mas que se dê continuidade.

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