Ataques do PCC e a crise de segurança nacional

É preciso endurecer o enfrentamento às quadrilhas organizadas de traficantes que, não só em São Paulo onde houve uma onda gravíssima de atos violentos, mas em todo o território nacional, têm levado insegurança à população, sobretudo nas grandes metrópoles, numa escalada de violência jamais vista. Até quando a sociedade brasileira, aviltada por uma onda de assaltos, seqüestros e assassinatos, terá que ouvir das pessoas responsáveis pela reformulação da legislação penal e pela aplicação das forças de repressão que é preciso investir menos em ações de confronto e mais na recuperação dos presos? É preciso ter coragem e dizer que, na verdade, embora realmente uma boa parte da populaçào carcerária precisa de educação e trabalho nas unidades prisionais onde estão encarceradas, existem, sim, criminosos irrecuperáveis. Chega de hipocrisia. Alguém em sã consciência acha mesmo que bandidos como Fernandinho Beira-Mar e Marcola, por exemplo, que mandam assassinar pessoas, muitas vezes com requintes de crueldade, por meio de torturas e mutilações, são recuperáveis?

Alguém acha que um bandido capaz de manter até mesmo uma criança num cativeiro para atingir os seus escusos objetivos financeiros é passível de ressocialização para reingressar na sociedade e viver, como a maioria dos brasileiros, do suor do trabalho honesto? Claro que não! São facínoras que não têm o menor respeito pela vida humana. Por isso, precisam passar o resto dos seus dias atrás das grades. Quero prisão perpétua para esses marginais que são, comprovadamente, irrecuperáveis. Tenho mais de 23 anos de experiência profissional como delegado de Polícia Federal e falo com conhecimento de causa. Minha experiência, ao mesmo tempo, também revela que é preciso combater as causas da violência, lutando contra a miséria, a falta de empregos, saúde, educação, para que todos possam ter uma vida digna. Contudo, para os irrecuperáveis criminosos, defendo e vou brigar pela adoção da prisão perpétua.

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