Os grandes criminosos deste país não são somente aqueles que estão nas ruas das nossas cidades assaltando os trabalhadores. É claro que esses facínoras, que demonstram total desrespeito pela vida humana, têm que ser levados à cadeia e permanecer nela o maior tempo possível, conforme tenho defendido nas discussões sobre a reforma da legislação penal que tramita na Câmara Federal. Os grandes criminosos deste país são também os corruptos das classes dominantes, que agem nos subterrâneos. Através da corrupção – um crime de mão dupla – corruptores e corrompidos sangram os cofres públicos e desviam as verbas destinadas à saúde, à educação e á segurança pública, matando com suas fraudes milhares de brasileiros.
Para combater esses corruptos das classes dominantes, estou elaborando um projeto de lei estabelecendo o agravamento das penas para os criminosos que têm formação em nível superior. Por possuírem mais estudo e terem tido mais oportunidades, esses corruptos – muitos dos quais, ocupantes de altos cargos da administração pública dos três poderes – têm, teoricamente, maior discernimento, o que torna mais graves os crimes por eles cometidos.
A sociedade brasileira tem que cobrar o endurecimento das penas para todos os tipos de criminosos, principalmente para os de colarinho branco, cujos crimes são tão ou mais hediondos dos que os praticados por assaltantes violentos.
Vou lutar contra a proposta que visa a restringir o uso de algemas. Para mim, todos os presos devem ser algemados, do pequeno assaltante aos grandes tubarões diplomados que lesam o sistema financeiro ou o patrimônio público. Publicado no jornal O Dia, em 23 de junho de 2007