Beltrame precisa explicar o pacto de não-agressão feito com a criminalidade

Considero grave a declaração feita pelo secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Disse que o pacto foi rompido. Precisa explicar que pacto a gestão dele fez com a criminalidade, para que possamos entender que pacto que foi rompido.Na nossa gestão, fizemos o maior número de apreensões de armas, mais de 40 mil; fizemos mais de 60 mil prisões; efetuamos a prisão das 80 lideranças do tráfico de drogas naquela cidade. Ou seja, combatemos frontalmente a criminalidade.

Precisamos entender que pacto ele fez com a criminalidade e que foi rompido. Teria sido o pacto com a criminalidade no dia em que mataram covardemente dois PMs no Complexo do Alemão? A não ser que as palavras do Sr. Secretário de Segurança Pública tenham sido equivocadas ou mal dirigidas ou mal interpretadas.

Todos nós precisamos saber qual foi o pacto feito pelo secretário com a criminalidade.

Na nossa gestão, o viés tomado foi o de enfrentamento direto da criminalidade. Espero que, agora, eles coloquem em prática o Plano nº 001, de 2005, de minha autoria, que na época não foi apoiado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, embora aprovado por ela em reunião no Gabinete de Gestão Integrada.

Cobramos do secretário o pacto feito com a criminalidade.

Pronunciamento feito no plenário da Câmara no dia 28 de junho de 2007 a respeito da afirmação feita, na véspera, pelo secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, de que com a operação no complexo de favelas do Alemão, zona norte da cidade, “desta vez a secretaria quebrou o pacto de não-agressão contra os bandidos”

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