Que legado do PAN, afinal, ficará para a segurança do Rio?

O ministro do Esporte, Orlando Silva, em artigo publicado no dia 18 de junho deste ano, no jornal O Globo, sob o título “Herança do Pan”, a respeito dos investimentos do governo federal no aparato de segurança para os Jogos no Rio de Janeiro, afirmou o seguinte: “Nada disso sairá do Rio depois dos jogos”. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu programa semanal de rádio, “Café da manhã com o presidente”, recuou da promessa, afirmando que “75% disso tudo vão ficar no Rio”. Precisamos, todos nós – população, parlamentares, o governador Sérgio Cabral e o prefeito César Maia – acompanhar de perto o que ficará de legado para a cidade e exigir o cumprimento das promessas feitas pelo governo federal.

Em seu artigo, o ministro Orlando Silva disse: “De nada adiantaria todo esse esforço se não pudéssemos garantir a segurança, tanto dos visitantes quanto dos moradores do Rio. E, assim como os equipamentos e as instalações, esse é outro legado que os jogos deixarão para a cidade e para o Brasil. O governo federal fez o maior investimento de todos os tempos no setor em um só Estado. Entre outras coisas, foram adquiridas 25 aeronaves e um Centro de Operações Tecnológicas com 5 mil computadores e 400 câmeras. Isso vai permitir o monitoramento dos 17 lugares onde vão acontecer os jogos. Nada disso sairá do Rio depois dos jogos” (o grifo é do blog).

Se ficarem, conforme prometido pelo ministro do Esporte, todos os homens da Força Nacional de Segurança (FNS) que fizeram a segurança junto com as polícias do Rio, teremos em caráter permanente 6 mil policiais da FNS (efetivo divulgado no jornal O Dia, no dia 30 de junho). Ou então, dentro dos reduzidos 75% acenados por Lula, somente 4,5 mil policiais da FNS.

Dentro da dimensão total prevista pelo ministro, os 5 mil computadores comprados para a segurança do evento, conforme consta do seu artigo e da notícia divulgada no dia 29 de julho no site G1 (http://g1.globo.com/Noticias/Pan2007/0,,MUL79333-8610,00.html), reforçarão o aparato tecnológico das polícias do Rio. Se forem os 75% do presidente da República, serão, ao menos, mais 3.750 computadores contra o crime.

Das 25 aeronaves que sobrevoaram os céus do Rio durante o evento, ao contrário do que afirmou Orlando Silva, Lula garante que 18 (75%) deverão se somar aos cinco helicópteros das Polícias Civil e Militar do Rio.

Das 400 câmeras compradas pelo governo federal, conforme consta do artigo do ministro do Esporte no O Globo, apenas 300, dentro dos 75% presidenciais, deverão ficar para se somar às 220 em funcionamento no Rio desde 2006 e compradas com verbas do Tesouro estadual.

Dos 1.768 veículos adquiridos para o Pan, como também consta do noticiário do site G1 (http://g1.globo.com/Noticias/Pan2007/0,,MUL79333-8610,00.html), deveremos contar com, no mínimo, 1.326 viaturas (75%).

Vamos acompanhar de perto e cobrar o cumprimento do prometido na sua integralidade.

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