As declarações do demissível presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, ainda mantido inexplicavelmente no cargo, de que o Terminal 1 do nosso Aeroporto Internacional Tom Jobim é “decadente, feio, mal-cheiroso, um horror”, chegam a ser desrespeitosas conosco, moradores do Rio de Janeiro, e com todos aqueles, de outros estados e países, que vêm visitar a nossa cidade. Se há problemas no Tom Jobim, eles são decorrentes da incompetência do brigadeiro e seus asseclas, responsáveis pela maior crise aérea da história do país, marcada pelos dois trágicos acidentes que levaram à morte mais de 350 brasileiros, num prazo de dez meses. O nosso Tom Jobim, com sua pista principal de 4 mil metros – o dobro de Congonhas – e a sua capacidade – hoje de 9,5 milhões de passageiros/ano, mas que pode chegar a 15 milhões de passageiros/ano – reúne todas as condições de absorver grande parte dos vôos que deixarão de partir do maior aeroporto de São Paulo. O Rio de Janeiro, que tem como marca a sua afável hospitalidade, não pode ser tratado com desrespeito.
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