Venho a esta tribuna, mais uma vez, manifestar minha indignação contra àqueles que insistem em pregar a violência, a segregação racial e religiosa entre os povos.
Senhores parlamentares, apesar de o governo brasileiro condenar as ações e incoerências do Chefe de Estado Iraniano – MAHMOUD AHMADINEJAD, que defende posições contra a existência do holocausto e do sofrimento imposto ao povo judeu, o Presidente Luís Inácio Lula da Silva anuncia que receberá, daqui a duas semanas, mais precisamente no dia 06 de maio, o presidente iraniano em missão oficial.
Apesar de a delegação brasileira nas Nações Unidas firmar posicionamento contrário as idéias de AHMADINEJAD na 2ª Conferência Contra o Racismo e a Intolerância, em Genebra, na Suíça, que iniciou-se na segunda- feira última, o governo brasileiro tem que tomar medidas mais enérgicas e imediatas de repúdio à presença de tal líder em nosso território.
O Brasil não pode compactuar com os esforços do Presidente do Irã em negar a morte de mais de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial , nem com o extermínio de milhares de opositores ao regime iraniano, como o caso dos BAHÁ’I, que tiveram 20 mil vidas ceifadas covardemente.
Senhoras e senhores deputados, se a Câmara dos Deputados já houvesse aprovado o meu Projeto que penaliza aqueles que não reconhecem o Holocausto e os Crimes Contra a Humanidade teríamos elementos, ainda mais fortes, para barrar a vinda de representantes Diplomáticos e Chefes de Estado Estrangeiros, com esse pensamento, ao nosso país.
O senhor AHMADINEJAD representa a preservação de um pensamento arcaico, movido pela ostentação de valores que não cabem mais em nossos dias, como a truculência contra os opositores de seu sistema de governo, bem como o extermínio daqueles que não comunguem de suas idéias.
Em nome do povo judeu, em nome da harmonia entre os povos, pelo fim da perseguição dos BAHÁ’I e por um Oriente Médio mais pacífico e humano, que a Organização das Nações Unidas e o Governo Brasileiro façam severas sanções ao Irã.
Discurso feito na tribuna do plenário da Câmara Federal no dia 22 de abril de 2009