Em reparo a inverdades contidas na reportagem assinada por Palmério Dória e publicada na edição nº 143, esclareço aos leitores da Caros Amigos, em primeiro lugar, que estive à frente da Gerência Geral de Segurança e Investigações da Anvisa e não do “Serviço de Inteligência do Ministério da Saúde na gestão José Serra”. Em segundo lugar, o repórter ressuscitou velhas mentiras, todas devidamente rebatidas à época, quando comprovei serem descabidas as informações que atribuíam a mim a elaboração de dossiês contra políticos. Na verdade, o meu trabalho na Anvisa se restringiu ao desmantelamento das quadrilhas de fraudadores de remédios. Em relação à CPI dos Grampos, por mim presidida na Câmara Federal com total independência, esclareço que investigamos fatos, e não pessoas. Contudo, por terem mentido à CPI, defendo o indiciamento por falso testemunho do delegado Protógenes Queiroz, do ex-diretor da Abin, Paulo Lacerda, e do ex-diretor-adjunto da Abin, Milton Campana. Proponho, ainda, o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas pelo crime de interceptação ilegal.
Carta de minha autoria publicada na revista Caros Amigos, na sua edição nº 146, de maio de 2009