(Coluna Vida Pública – Gazeta do Povo (PR) – 18/10/09) – O deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) é o autor da PEC que isenta do Imposto de Renda militares inativos e pensionistas.
Por que criar mais esse benefício aos militares?
Os militares vivem uma situação salarial dramática que se arrasta há décadas e que atinge uma categoria responsável pela segurança nacional e pela soberania do nosso país. Quando vão para a reserva, os militares perdem várias vantagens da ativa que poderão ser compensadas com a isenção do Imposto de Renda.
A proposta não cria uma diferenciação entre os militares e a população comum?
Não se pode desconsiderar que, de acordo com a Constituição Federal, os militares formam uma categoria à parte de todo o funcionalismo público. Primeiro, porque estão impedidos de se sindicalizar e se filiar a partidos políticos. Em segundo lugar, porque a escolha pela vida militar é uma opção profissional para a toda a vida em um único emprego, o que, por implicar mudanças periódicas de domicílio, também dificulta aos cônjuges dos militares o investimento em carreiras com vínculos trabalhistas.
Não é incoerente se falar em isenção quando o governo está segurando a restituição o IR?
Não há incoerência alguma. O que há é o desrespeito por parte do governo, pois, além de praticar uma voraz política tributária, ainda pretende reter a restituição de milhares de pessoas, incluídos os militares.

Com relação a isenção do Imposto de Renda para militares, saliento que as pensões por anistia política já tem esse benefício, há muito tempo.
Nada mais justo para quem se esforça além da normalidade de uma profissão.
Não existe tempo livre para quem integra as FFAA, estar junto à carreira afeta tanto o lado profissional como social.
Sem mais,
R.G.
Caro Exm Sr Deputado Marcelo Itagiba. Sou militar da Reserva Remunerada da Força Aerea onde tirei todo meu tempo de serviço com muito ORGULHO. Tenho muito orgulho mas não o total, pois venho ouvindo a muito tempo que os Sargento do Quadro QESA teriam reajuste nos seus vencimento passando a recebe-los na graduaçao de Suboficial. Caro Deputado, por favor, olhe aqui na terra por nós e ajude a nossa classe de cinquentões com esta parca alegria.
Sem mais,
Guilherme Cerqueira
Bravo. Continuemos…
Caro Deputado
Apesar de nunca haver me preocupado em comparar os vencimentos dos militares das Forças Armadas com outras categorias, e sim em determinar quanto valeria para o Estado um Graduado, ou um Oficial das Forças Armadas, nos dias de hoje, a defasagem salarial é tamanha que a comparação que o senhor utilizou em seus pronunciamentos é muito válida.
Corroboro a sua opinião sobre a inação, fruto de frouxidão, dos chefes militares, responsáveis por manter seus subordinados em condições de cumprir suas missões.
Talvez se esqueçam que juramos defender a pátria com o sacrifício das nossas vidas, e não com o sacrifício do bem estar de nossas famílias.
Att
Marcelo Hecksher Cel-Av (Ref)
Caro Cel Marcelo Hecksher,
É inadmissível a situação de penúria a que foram submetidos os militares brasileiros. Tenho esperança de que iremos conseguir aprovar a PEC 245.
Atenciosamente,
Marcelo Itagiba