A ética na política

É devastador para a bastante reduzida credibilidade da classe política brasileira o sentimento de desesperança – aliás, absolutamente justificável – que toma conta da opinião pública ao assistir na TV imagens estarrecedoras como as que mostram o governador, secretários, assessores e deputados do DF embolsando maços de dinheiro.

De acordo com as investigações desencadeadas pela Polícia Federal, as situações flagradas por meio de filmagens e interceptações telefônicas autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) mostram pagamentos de propina provenientes de empresários que prestam serviços à administração pública da capital do país.

A corrupção praticada, segundo a PF, está diretamente ligada à manutenção de contratos entre órgãos públicos e entidades privadas. Ou seja, a acusação é a de que agentes públicos e empresários recorrem a trocas espúrias para garantir os seus mútuos interesses nem um pouco republicanos. Há crime nas duas pontas.

O que torna o quadro mais dramático para as instituições políticas brasileiras é o fato de que as imagens levadas ao ar não tratam de situações isoladas. Pelo contrário, elas se juntam a muitas outras acumuladas na memória recente dos brasileiros, como os registros de flagrantes de recolhimento de dinheiro em malas, cuecas e meias, e também de desvio e envio de verbas públicas para contas secretas em paraísos fiscais.

É natural que se intensifique a descrença da população diante dos sucessivos escândalos de corrupção que ocupam, quase que invariavelmente, as páginas do noticiário político. Principalmente porque o Brasil, em seus mais de 500 anos de existência e pouco mais de um século de República, tem um histórico perverso de políticas sociais que deveriam ser direcionadas à grande maioria da população, à qual não têm sido proporcionadas condições dignas de vida.

Contudo, a não mobilização da opinião pública, assim como uma possível debandada da sociedade civil do processo de participação política e transformação da realidade, é tudo que desejam os corruptos que assacam o tesouro público.

Na verdade, o caminho político, consciente, participativo, pacífico e dentro da lei é o único por meio do qual será possível banir da vida pública todos aqueles que, por não merecerem o mandato da representação popular e agirem com propósitos patrimonialistas, deveriam estar na cadeia, levando consigo os corruptores que, mesmo não pertencendo à máquina administrativa, dela também se locupletam.

É preciso impedir, por meio do voto, o ingresso na vida política daqueles que desprezam a ética. É necessário não reeleger os que se revelaram inconfiáveis para a renovação de seus mandatos. É indispensável exigir transparência total nos gastos e processar administrativa e criminalmente os que demonstrarem, para dizer o mínimo, falta de zelo com as verbas públicas.

Não se pode acreditar que, no contexto atual, que inclui mazelas em todos os poderes em seus três níveis (municípios, estados e União), será viável a realização de uma reforma política que acabe com a ocorrência de tantos males. Há o interesse real de parte da classe política em promovê-la. Mas nós ainda não somos a maioria para aprová-la.

Assim, da parte do eleitorado, o caminho é o do voto consciente e da exigência da transparência total das ações e dos gastos públicos.
Dos segmentos da classe política voltados para a transformação do país a sociedade tem que cobrar a aprovação de leis que combatam a impunidade.

Nesse sentido, propus e tramitam na Câmara Federal projetos que se destinam a acabar com o foro privilegiado e com a prisão especial; a determinar a execução da pena a partir de sua confirmação pela segunda instância e a considerar o grau de escolaridade do réu na fixação da pena-base, sempre para fins de aumentá-la.

           Propinoduto: quem está por trás do Silveirinha?
Já que o assunto é combate à corrupção, lembro que quando ocupei o cargo de Superintendente da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, nos anos de 2002 e 2003, desenvolvemos uma série de investigações contra a corrupção, exatamente nos mesmos moldes do que está sendo desencadeado agora pela PF no Distrito Federal.

Desarticulamos uma quadrilha na operação que ficou conhecida como Propinoduto. Indivíduos vinculados à arrecadação estadual faziam um trabalho de retirada desses recursos para fins pessoais e políticos. Naquela época, não se conseguiu chegar aos que estavam por trás daqueles que eram os chefes operacionais, dentre os quais Rodrigo Silveirinha, preso e processado sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e envio ilegal de dinheiro para a Suíça.

Reportagem publicada esta semana pela Folha de S. Paulo insinua a respeito de quem estaria por trás dos chefes operacionais. A PF precisa dar continuidade àquela operação e verificar se as denúncias são ou não procedentes. Repatriar o dinheiro público transferido criminosamente para a Suíça é tão importante quanto identificar e prender os grandes tubarões que estão por trás do Propinoduto.

Artigo de minha autoria publicado hoje na Gazeta de Notícias

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21 Responses to A ética na política

  1. NILSON says:

    vc fala em aumentar pena pra corrupto, pra quê se não se consegue condenar. condenar, coloca-lo na cadeia nem que fosse por um mes, perda do cargo, direito politicos, e devolução do dinheiro. estaria otimo . e já existe lei pra isso. é só aplicá-la. Outra coisa, fala-se em voto consciente. em quem pelo amor de deus?
    o homem nasce honesto, se filia, ganha eleição. aí ele descobre que tem que fazer o que o partido manda, partido comprometido com as empresas que bancou a campanha. pra acaber a corrupçãon então, só acabando com as empresas, o partido, com a politica, com o homem.

  2. Tenho visto suas ações, e estas me fazem desejar que você possa manter-se firme nesse ascendente moral, que o eleva da imundície em que está nossa política, para vergonha dos que ainda a sentem. É dura a vida do homem reto, porque em imensa minoria, mas indizível a alegria e o brilho da missão cumprida vitoriosamente -todo o universo se curva em sua chegada.

  3. Edvaldo Frazão says:

    Um simples cidadão para exercer um cargo público tem que estudar muito para adquirir uma vaga, depois terá que prova sua idoneidade, não pode estar respondendo nenhum processo na justiça e nem mesmo ter seu nome no serasa caso contrário ele é eliminado, já teve caso de uma pessoa “comum” passa em um concurso e não poder assumir o cargo porque não tinha dinheiro para quitar sua divida em uma loja ( seu nome estava no serasa ). No entato para os “incomuns” nãda disso é necessário, basta se filiar a partido, procurar um empresa para finaciar sua campanha e pronto, esta lá ele cheio de poderes nas mão fazendo todo tipo de falcatrua.

    Agora me diz, como é possível uma pessoa respondendo a 37 processos na justiça poder ocupar um cargo em repatição pública. Isto é uma coisa fora da realidade. É necessário criar uma lei para evitar que pessoas desse naipe não entre na Administração pública.

    Mas uma coisa:

    Para que serve a nossa Câmara Distrital? Vamos fazer uma capanha para fechar de vez esta CÂMARA DISTRITAL.Esta câmara esta repleta de “INCOMUNS” que não tem, nunca tiveram e nunca vão ter nenhum compromisso com a sociedade brasiliense.

    Em 2010 vamos todos votar nulo para DEPUTADO DISTRITAL.
    Vamos extrair este “CÂNCER” DO DISTRITO FEDERAL.
    EXTINÇÃO DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL JÁ!!!!!!!

    Edvaldo Frazão

  4. Lìgia Corrêa says:

    Prezado Marcelo.

    Exelente artigo, bem escrito, e além do mais o real com todas as letras. Espero como não só eu, mas toda a sociedade uma representação maior no meio judicial, para que possamos direcionar mesmo pelo voto popular, regras que deixaram de ser regras, e ética, por desconhecimento político. Aguardamos resultados, mais sabemos que não vão existir.

    Um grande abraço, e força para uma construção melhor dessa sociedade tão desigual.

    Lìgia Corrêa

  5. Silvio J B Maia says:

    Nesse eu to fazendo fé.

  6. Eng. Adriano Siqueira says:

    Pior que a roubalheira de Brasilia, e’ vislumbrar uma ditadura branca,
    policiais que espancam manifestantes pacificos em Brasilia.
    Um ABSURDO!!! O que voce esta fazendo a este respeito Sr Itagiba…???
    Quanto ao governador larapio, ele nao deveria ser afastado
    temporariamente ate desenrolar-se o processo?? Ele esta manipulando ,
    usando a maquina a seu favor, inclusive dispensando funcionarios
    publicos mais cedo para brigarem contra os manifestantes… Isso ja
    nao seria motivo pra um afastamento?? E as imagens?? Creio que
    preventivamenete ele deveria ser afastado…
    Aguardo retorno.
    Adriano

    • Itagiba says:

      Caro Adriano,
      O que estou fazendo a esse respeito é tentar aprovar leis que impeçam o ingresso na vida pública de pessoas desonestas que não reúnem condições éticas de exercer mandatos. Conforme disse em meu artigo, dentre as medidas sugeridas por mim está a que estabelece o cumprimento imediato da pena de prisão logo após a confirmação em segunda instância, o que poria muitos políticos corruptos na cadeia e, consequentemente, os impediria de tentar novos mandatos.

      Atenciosamente,

      Marcelo Itagiba

  7. ROBERTO JOSÉ DIAS says:

    Brasília – DF, 14 de dezembro de 2009

    Prezado:

    Dep. ITAGIBA

    Escreverei com letra maiúscula o que merece ser escrito com ela, e com letra minúscula da mesma forma.

    Veja o caso do presidente do senado federal (sen. josé sarney), permaneceu no cargo com a intervenção do presidente lula naquela casa, o que não aconteceu nem na época da ditadura.

    O caso recente envolvendo o gov. arruda é a constatação da indução do Eleitor ao erro, pois os partidos políticos impingem candidatos aos Eleitores negociando espuriamente apoio partidário e cargos públicos denominando como “coligação partidária”, vinculando partidos desvinculando da ética e dos bons costumes. Tudo isso agravado pela permissibilidade à candidatura a cargo público de pessoas que estão sendo processadas e sob suspeitas.

    Nas eleições para Governador os Eleitores do Distrito Federal resolveram dar um voto de confiança para o gov. arruda após os acontecimentos do congresso nacional, no que concerne ao pinel eletrônico, mas ele desonrou totalmente o voto dado, e ao que parece não irá renunciar, prefere continuar afrontando a vontade popular que o quer fora do governo.

    Vejo o Brasil e me pergunto, que diferença da Itália, apesar de não conhecer aquele país?!…A Itália não se livrou totalmente da máfia, mas continua tentando, morre um juiz assinado e logo é substituído por outro. E o Brasil, o que tem feito para acabar com máfia da corrupção e da marginalidade?…Nos meus 49 anos de idade nunca vi uma situação como a que se apresenta, desejamos tanto ao longo dos 40 anos de ditadura a conquista de um Governo Civil, mas o que conquistamos foi corrupção e vergonha, porque nossos políticos são vaidosos, caprichosos, egocêntricos e sem valores morais e princípios éticos, etc., competência que deveriam ter para ocuparem os cargos é questionável.

    ÉTICA é só uma palavra filosófica saída da boca de político sem ideologia, mas com muita ganância.

    Mais uma vez foi um prazer receber seu e-mail e em contra-partida respondo-lhe sem generalizar, pois temos ainda muitos bons políticos, é só procurar que encontra. Particularmente, admiro muito o Sen. Pedro Simon, Sen. Suplicy, Sen. Aluísio Mercandante, Pres.PPS Roberto Freire, etc…

    Atenciosamente e com as felicitações de “Feliz Natal”,

    ROBERTO JOSÉ DIAS

  8. villas_boas@hotmail.com says:

    Excelente iniciativa. O fim do privilégio de foro, ao menos para crimes comuns cometidos fora do exercício do mandato, é reinvindicação antida da sociedade. Se me permite, encaminho algumas sugestões para tornar o projeto ainda mais popular:

    1) Todos os crimes praticados por políticos quando do mandato sejam julgados por juri popular – que dará mais publicidade ao processo;

    2) Tornar explícito o que deveria ser o entendimento normal: se houver, por qualquer motivo, mudança no foro, os atos já praticados são válidos, devendo o novo foro prosseguir o processo no estágio em que o recebe sem invalidar os atos processuais já praticados pelo foro anterior.

    NOTA: Não existe lei estabelecendo o contrário, mas os tribunais entendem assim – que quando há mudança de foro, os atos praticados pelo foro anterior são anulados e o processo se inicia novamente.

    Sds

    Mário Villas Boas

  9. RODRIGO MEZZOMO says:

    Caro Deputado Itagiba,

    Parabéns pelo artigo, tenho acompanhado (gostando!) de seu trabalho.

    Todavia, dentre suas propostas, acredito que tenhamos que ter mais cuidado com a “flexibilização da coisa julgada” e suas variantes/consequencias.

    Sou pragmático, entretanto, não podemos instituir mudanças legislativas que propiciem a instituição de uma “ditadura judicial”!

    Cabe lembrar que o ativismo judicial é uma praga cada vez maior no Brasil e os não eleitos (juízes e promotores) tem cada vez mais domínio sobre o campo político – é verdadeiro um paradoxo! Justamente aqueles que padecem cronicamente de legitimidade, pois não passam pelo refrigério das urnas, decidem cada vez mais aspectos da vida dos cidadãos.

    Acredito que as reformas devam seguir um outro caminho. Caso lhe interesse uma reunião para tratarmos de assuntos ligados a morosidade do judiciário, impunidade, reforma política e, principalmente, do novo Código de Processo Civil que a Comissão de notáveis está redigindo (presidida pelo Min. Fux), estou a disposição.

    Forte abraço e mais uma vez parabéns Deputado.

    Aguardo resposta.

    RODRIGO MEZZOMO, MSc

  10. GESUALDI HONORATO SILVA says:

    NÓS ELEITORES CARIOCAS, ANTES DE OLHAR-MOS LÁ PARA BRASÍLIA, TEMOS QUE OLHAR PARA O RIO. POIS O PRIMEIRO DEVER É O DE CASA. O QUE MAIS NOS ALEGRARIA NESTE MOMENTO É TER/ SER DIVULGADA LISTA DOS VEREADORES/DEPUTADOS ESTADUAIS QUE CRIARAM A “LEI” ,E OS QUE APOIARAM: A COBRANÇA DE ESTACIONAMENTO DOS SHOPPING’S NO RIO E AGORA A FAMIGERADA “TAXA DE LUZ PUBLICA” SE TAIS POLITICOS DEFENDEM INTERESSES CONTRA A POPULAÇÃO ONDE VIVE SUA FAMÍLIA. QUE DIRÁ CONTRA AS OUTRAS PRAÇAS.

    O PÉSSIMO POLÍTICO INICIA SUA VIDA PÚBLICA DENTRO DE CASA. TODAVIA, OS OUTROS TAMBÉM SE OMITEM AO NÃO REVELAR/DENUNCIAR AQUELES QUE LEGISLAM CONTRA O POVO. É MEDO OU CONCUBINATO?

    EIS O VERDADEIRO SENTIMENTO DE REPRESENTAÇÃO “POPULAR” A CORAGEM DE DENUNCIAR AS AGRESSÕES POLÍTICAS PRATICADAS CONTRA A SOCIEDADE O POVO BRASILEIRO. O CRIME INDIVIDUAL SERVE PARA DEMONSTRAR O CARÁTER DO POLÍTICO, DEVENDO SER PRESO E PUNIDO EXEMPLARMENTE. MAS SOBRETUDO QUANDO UM POLÍTICO APRESENTA UMA “LEI” ANTI-POPULAR COMO AS ACIMA APRESENTADAS E OS POLÍTICOS “HONESTOS” NÃO AS COMENTAM EM PÚBLICO OU DENUCIAM, OS “COLEGAS” ACABAM SENDO CONVIVENTE COM ESSES. PRECISAMOS DE POLÍTICOS COMPROMETIDOS COM A POPULAÇÃO E O BEM COMUM. POR ISSO É NECESSÁRIO QUE TRAGA A TONA AO JULGO POPULAR AQUELES QUE CRIAM LEIS EM DETRIMENTO AOS INTERESSES DE GRUPOS/EMPRESAS COM INTUITO CLARAMENTE FINANCEIRO.

    SUPLICAMS CONHECER AQUELES QUE CRIAM ESSAS LEIS E OS QUE AS APOIAM. ASSIM SABEREMOS QUEM ESTÁ CUMPRINDO O VERDADEIRO MANDATO POPULAR.

  11. Luciano says:

    Caro Deputado Itagiba:
    Não seria prudente que os Partidos Políticos fizessem uma “peneirada” nos candidatos a candidatos. Tenho certeza que muita porcaria será evitada, ou seria evitada!

  12. Sr. Antônio says:

    Meu caro deputado, esse vigarista José Eduardo Arruda, quando violou o painel do Senado Federal, juntamente com o ACM, chorou, renunciou ao mandato para não ser cassado, disse que não voltaria mais a vida pública, como está novamente fazendo agora . Esse indivíduo, juntamente com os comparças, perdeu totalmente a vergonha na cara(dá para se perceber que ele não consegue mais encarar ninguém nos olhos) não pode ter mais chance alguma, deve ser caçado do cargo de governador, processado, ter os seus bens verificados e comparados com as respectivas declarações de imposto de renda(certamente vão encontrar enriquecimento ilícito, através da lavem de dinheiro) e tudo ser confiscado aos cofres públicos para serem aplicados no ensino da ÉTICA nas Escolas.
    Acredito que os Senadores e Deputados que combarem, sem trégua, esses vigarista(ainda que do mesmo partido) serão sempre lembrados pela população esclarecida na hora da votação.
    Abração
    Sr. Antônio (eleitor)

  13. Órion Brasil da Costa says:

    Prezado Itagiba.
    É lamentável que tenhamos que perder tanto tempo discutindo os problemas de corrupção em nosso país quando temos tantos assuntos de maior prioridade como educação, infraestrutura e reformas políticas, tributárias, etc., mas ainda é pouca a nossa participação diante de tanta podridão. Parabenizo o amigo e lamento o meu desanimo, mas não posso deixar de acreditar que, no regime democrático, não conseguiremos mudar o disparate entre o poder político de um cidadão nordestino e o de um cidadão de estados mais populosos, nem mudar leis que beneficiam este políticos que não conseguem ver além do seu próprio umbigo e se locupletam com o dinheiro público. Desejando sucesso, meu forte abraço.
    Órion Brasil da Costa

  14. RobertoTeixeira says:

    Deputado,

    Parabéns, pela reportagem, ela espelha o sentimento de nós pobres eleitores, abismados com estes acontecimentos.
    Parabéns.
    RobertoTeixeira

  15. Sergio Niskier says:

    Querido Deputado (com D maiúsculo mesmo) Itagiba

    O Rio de Janeiro é um estrado privilegiado em alguns aspectos, e entre eles, está o de poder contar com um parlamentar de sua envergadura. Basta olhar sua atuação parlamentar, as ações contundentes nas comissões das quais faz parte, seus pronunciamentos, e vamos encontrar uma linha clara, de defesa da alta política, de defesa da ética, de defesa dos interesses nacionais. Este seu pronunciamento distribuído pela Internet, faz justiça à sua história, e nos permite ver que temos homens públicos que podem ajudar nosso pais a ser conduzido para o pleno desenvolvimento, com a seriedade que esperamos. Desejo que seu mandato seja coroado de êxito ate seu final, e que possamos vê-lo por muito tempo, reeleito, em nosso Congresso Nacional.

    Saudações fraternas

    Sergio Niskier

  16. Itamir Gaião da Costa says:

    Dr. Marcelo Itagiba mas uma vez Parabéns pela matéria excelente.

  17. Geremias Lopes says:

    Caro Deputado Marcelo Itagiba!
    Quero agradecer o grandioso apoio que tens dado perante situações lamentáveis como esta.
    Estou de volta ao Brasil, e podes ter certeza que este tipo de comportamento mancha os bons costumes e a ética em nossa sociedade.
    Quero Parabenizá-lo pelo grandioso trabalho e para que prossiga adiante com vossa destreza e inteligência no combate a corrupção nos órgãos públicos de todas as instâncias de nosso grandioso país.

    Forte abraço, e mais uma vez o meu muito obrigado!

    Att
    Geremias Lopes -

  18. Luiz Fernando Saraiva da Silva says:

    Prezado Deputado,
    É tão somente pela sua postura, desde quando acompanhava seu trabalho e respectivo discurso durante o período em que esteve no serviço de segurança no Rio de Janeiro, que estou respondendo seu e-mail.

    O problema da ética no setor político e o envolvimento deste com o capital é transversal à crise no judiciário e em muitos outros setores da vida. Aliás, mercado e judiciário estão agora de namoro. Corre nos bastidores que a recente contra-ordem nos tribunais é a de desestimular que consumidores recorram à justiça para resolver questões com bancos, telefonias, amplas da vida e tantos outros pretadores de serviço. O discurso é de que a defesa do consumidor virou negócio (cata dinheiro). De fato, o que poderíamos esperar de uma democracia que veio pautada na abertura para o mercado?

    Infelizmente, tive que recorrer à justiça duas vezes para recuperar minha idoneidade perante a sociedade. Primeiro, contra o HSBC, pois este banco transformou uma antiga conta-salário em conta-comum, sem minha autorização. Nesse caso, processo que já tem dois anos em andamento, consegui tutela antecipada.

    No outro caso mais recente, contra o Banco do Brasil, pelo mesmo motivo do HSBC, já não fui tão feliz e meu descontentamento vem, principalmente, porque já senti os efeitos do novo discurso do judiciário. Na audiência de 29 de outubro último, foi desconhecido o meu direito de tutela antecipada. Diferente do HSBC, o Banco do Brasil sequer apresentou alguma proposta, parecendo muito certo da nova linha de decisão do judiciário. Incrível, pois a documentãção que apresentei não dava a margem mínima p/ defesa do banco.

    Assim, fica o registro de nossa indignação. O Brasil atraveça um momento turbulento e a maior ameaça é a queda do Estado de Direito. Essa situação está em curso, inclusive em vário outros contextos.
    Caso o renomado Deputado tenha interesse, envio, na íntegra, os documentos do processo em que o Banco do Brasil é o réu.

    Cordialmente

    Luiz Fernando Saraiva da Silva

    Gestor Público Municipal em Meio Ambiente, Pedagogo, Cientista Ambiental, residente no Município de Guapimirim-RJ, 49 anos.

  19. O apagão é na cabeça do Lula
    (*) Paulo Francis. Jr
    A esperteza, a desonestidade e o amor aos próprios interesses: “Alguns dizem assim: o programa Bolsa-família é uma esmola! O Bolsa-família é um assistencialismo! O Bolsa-família é demagogia! E vai por aí afora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante que ainda fala que o bolsa-família é prá deixar as pessoas preguiçosas, porque quem recebe o bolsa-família não quer mais trabalhar…”
    A sabedoria, a honestidade e o amor ao próximo: “Lamentavelmente no Brasil o voto não é ideológico. Lamentavelmente as pessoas não votam partidariamente. E lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que pelo alto grau de empobrecimento ela é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica. É por isso que se distribuem tantos tíquetes de leite porque isso na verdade é uma peça de troca em época de eleição. E assim, você despolitiza o processo eleitoral. Você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou ao Brasil, tentando distribuir bijuterias e espelhos para tentar ganhar os índios…”
    O que pensa hoje é diferente do que se pensava antes… Ao longo das décadas, desde quando me conheço por gente, tenho testemunhado a presença de vários governantes com os maiores defeitos e com raras qualidades no Brasil. Sinceramente, embora poucos tenham realmente prestado, devo admitir sinceramente que nunca vi um administrador da extirpe do imbecil presidente Luís Inácio Lula da Silva. Circulam na internet, da boca do próprio presidente, as palavras que você leu no início desta mensagem. São tremendamente antagônicas! Quero até corrigir uma injustiça. Não se referem apenas às “duas caras” de Lula. Há uma cara para cada “festa”.
    Ninguém é contrário a que todo o brasileiro consiga um bom padrão de vida. Todavia, a cada dia surgem os sinais que sempre comento neste espaço: o pessoal petista que está no poder demonstra que não pretende “largar o osso” apenas e tão simplesmente pelos resultados das urnas. Vai usar de todas as artimanhas para continuar governando, com ou sem o consentimento da Constituição. A partir de janeiro de 2010, se a candidatura da ministra Dilma Rousseff não decolar, não estranhem se formos tomados por uma nova “manipulação de massa” pedindo pela força a continuidade de Lula no poder. Sejamos francos: se esse governo quiser, leva para Brasília um milhão de simpatizantes – ou mais! – no momento em que achar oportuno. Aí vai ser um deus-nos-acuda! Quase que sutilmente, as dicas de que isso pode ocorrer vêm de um inocente celular. Basta um pouquinho só de inteligência para raciocinar que atrás desta inofensiva melhoria há algo obscuro. É um quebra-cabeça fácil de resolver! Por onde o presidente Lula conseguiria se comunicar com cada cidadão de maneira simples e tão pessoal? Não vou me aprofundar aqui nem na questão do lobby das empresas de telefonia. Pense em tudo que está acontecendo e em tudo que está sendo proposto!
    O portal Terra noticiou há poucos dias: “O ministro das Comunicações, Hélio Costa, propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a criação de um programa chamado Bolsa Celular. O projeto prevê a distribuição gratuita de celulares para as pessoas que já são beneficiadas pelo programa Bolsa-Família. A direção da TIM já teria aderido à proposta. Segundo o ministro, 11 milhões de celulares pré-pagos seriam distribuídos com um bônus mensal de R$ 7.”
    Tudo é espantoso neste último parágrafo, porém, o que mais me chama atenção também é a postura do nobre ministro das Comunicações, Hélio Costa. Rapaz… Esse cidadão mudou espantosamente de posição! Quem se lembra das grandes reportagens do Fantástico direto de Nova York e o vê hoje metido nestas coisas, dá um aperto no coração. Nossa! Hélio Costa perdeu parte da lucidez quando resolveu entrar na política. Parecia ser um jornalista ético…
    A esculhambação não termina nunca! O apagão é outro sintoma da incompetência dos atuais governantes do Brasil. No passado, houve racionamento pela falta de chuvas. Hoje, os blecautes são ocasionados pela ausência de uma palavra no dicionário dos governantes: planejamento. Isso envolve manutenção, previsão de demanda, criação de novas fontes alternativas de energia e modernização do sistema. O grupo que aí está é tão ruim que chega a cobrar a mais do consumidor e não tem interesse nenhum em devolver o dinheiro. Assim, o país caminha para uma encruzilhada!
    O Brasil está participando de um equívoco clássico. O jornalista Alfredo Marcolin Peringer escreveu outro dia sobre a “Lei dos Pobres de Elizabeth”, criada por Elizabeth I da Inglaterra, no início do séc. XVI. A rainha, inconformada com o alto número de pobres, velhos e desvalidos no seu reino, quis resolver o problema por decreto, doando-lhes dinheiro. Mas, como o autointeresse prevalece nas ações humanas e a Lei premiava o ócio, os indivíduos começaram a largar os empregos, alguns até a se mutilar, para se enquadrar nos benefícios, formando um exército de aleijados e de desempregados que demandavam cada vez mais verbas públicas para assisti-los.
    Na verdade, o grande apagão do momento no Brasil é de honestidade. De caráter!
    (*) O autor escreve aos sábados no Jornal Integração de P. Venceslau, SP.

  20. JOSE RAMOS says:

    Caro Deputado, boa noite.

    Quero aqui registrar uma opinião pessoal, parabenizando pelo brilhante trabalho que vem desenvolvendo homem público.

    É lametável, é triste, ver tanta sujeira, tanto descaso, essa farra absoluta com o dinheiro público. Enquanto presenciamos essa ratazana enfiando dinheiro público na cueca, nas sacolas, nas meias e sei lá mais aonde, somos obrigados a assistir pessoas morrendo nas filas dos hospitais por falta de atendimento médicos, falta segurança, falta educação, falta infraestrutura e etc. Os serviços públicos estão muito aquém do que merecemos, o Brasil é o país que mais cobra impostos, e eu pergunto: para onde vai tanto dinheiro???

    O atual modelo de política brasileiro deve ser modificado urgentemente, a reforma política deve ser prioridade. Não ha como ficarmos a mercê de políticos que tem a prazer de pensar e agir como se a coisa pública fosse objeto para farrear, gastar a vontade, desbanjar, e tudo mais.´

    Na condição de um pai de família, chegamos ficar tristes, desesperançosos com tanta malandragem, por que o tempo todo estamos falando aos nossos filhos a importância de sermos honestos, sérios, compridores dos nossos deveres, por outro lado, assistimos os nossos representantes políticos fazendo tudo contrário, total falta de compromisso, de responsabilidade de compromisso com a ética.

    Vejam bem, um candidato no decorrer de sua campanhia, chega a gastar até 50 (cinquenta) vezes mais o que ele ganharia quando eleito, por que isso? Assim fica claro, que o retorno será feito através de desvios, obras superfaturadas, proteção a empresas fantasmas, e outros.

    A função política não pode ser vista ou usada por pessoas que querem se livras do rigor das leis, se transformando o cargo público (político) como um escudo de proteção, com julgamentos privilegiados, um protegendo o outro e por aí vai.

    Nem por isso podemos generalizar as coisas, como se todos fossem ladrões, corruptos e bandidos, infelizmente, que são muitos, temos certeza.

    Um cidadão comum que pratica um crime é punido aos rigores da lei, enquanto políticos roubam milhões e nada acontece, aí perguntamos: vale apenas ser honestos? Eu acredito que vale sim, ainda tenho a esperança de ver o nosso país em outra situação, visto lá fora com outros olhos e não como está agora, visto como um dos países mais corruptos.

    O cometário do leitor ADVALDO FRAZÃO, feito em 14/12/09, ás 09:09hs, foi muito oportuno: “para ingressar como funcionário público o candidato é submetido numa sabatida danada, enquanto para se transformar em político, é mais fácil que tomar pirulito de criança.

    Fico por aqui.

    Um abraço.

    Até a próxima.

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