Cabral quis saber se a PF o investiga

Trago dados publicados no jornal O Estado de S. Paulo sobre segurança pública no Rio de Janeiro. Foi comparado o período em que fui secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro com o atual. Ficou demonstrado que apreendemos mais drogas e mais armas. Prendemos mais criminosos e desarticulamos as 80 chamadas lideranças do tráfico de drogas, que foram presas ou morreram em confronto, o que possibilitou uma desarticulação e o início de uma atividade da Polícia Pacificadora.

Mas meu discurso nada tem a ver com a Polícia Pacificadora, mas com a falta de policiais militares, principalmente no interior do Estado do Rio de Janeiro. É só olhar os batalhões, verificar qual o efetivo ideal de cada batalhão e constatar que os contingentes não estão sendo repostos. Perde-se no Rio de Janeiro mil policiais por ano e sua reposição também é de mil, ou seja, não há aumento do efetivo.

Quando se retira 300 ou 400 policiais para colocar numa determinada localidade, sem a correspondente recolocação nos batalhões, principalmente na Baixada e no interior, está se fazendo com que exploda a criminalidade fora das áreas reforçadas.

Os assaltos a transeuntes aumentaram 183% em 3 anos, se comparados com o período em que estive à frente da Secretaria. Quero demonstrar que não há equívoco na reportagem porque segurança pública eu conheço, porque sou profissional de segurança pública, sou Delegado de Polícia Federal, fui Superintendente da Polícia Federal, Secretário de Segurança Pública em meu Estado e Diretor de Inteligência para toda a Polícia Federal no Brasil.

Por isso, posso falar com firmeza sobre segurança. E, com certeza, o que está havendo no Rio de Janeiro é um conluio entre o Governo do Estado e a contravenção. Isso foi dito inclusive nas operações feitas no Rio pela própria Polícia Federal, que é quem hoje combate os bingos, os caça-níqueis, a contravenção.

Em recente reunião havida entre o senhor governador, o secretário de Segurança e autoridades da Polícia Federal, o governador perguntou se estava sendo investigado pela Polícia Federal e recebeu a seguinte resposta: Se o senhor estiver, não será informado.

A partir daí foi dito que não está havendo combate contra a convenção por parte do atual Governo do Estado, enquanto na administração anterior houve recordes de apreensões das máquinas como de prisões daqueles que protegiam esse tipo de atividade criminosa.

O que queremos no Rio é que o Governo combata e continue a combater todos os crimes, inclusive o de milícia, o de contravenção.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara

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One Response to Cabral quis saber se a PF o investiga

  1. Marcelino Melo says:

    É bom o governador Cabral se preocupar mesmo, porque o que se houve a respeito deste governo é um escândalo.

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