Hoje é um dia lamentável para a história do Brasil, com o anúncio de que o Jornal do Brasil deixará de ter sua publicação impressa. O Jornal do Brasil faz parte da vida brasileira, porque está há mais de 100 anos presente no cotidiano dos fatos acontecidos no nosso país.
É um jornal que participou de toda a história do Brasil, que lutou pelo restabelecimento do regime democrático em nosso País e pelas causas do povo e que pelo qual passaram inúmeros jornalistas de grande competência.
O Jornal do Brasil é uma casa formadora de jornalistas e formadora de opinião pública. O JB é uma opinião publicada de forma séria e consistente.
O jornal recebeu, inclusive, uma sobrevida com a presidência exercida por Pedro Grossi, que conseguiu dar a ele o rosto que todos nós sempre desejamos.
Pedro Grossi agora se retira do Jornal do Brasil porque não concorda que o periódico deixe de ser publicado na sua forma impressa.
Quando começamos a ver o fechamento de jornais, preocupo-me com a democracia. A opinião pública, a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão e a liberdade de informação são valores que têm de ser cultuados pelo Brasil. E, para que possamos fazer isso, precisamos ter vários jornais, várias opiniões e pluralidade de informações.
Pedro Grossi agiu corretamente, de forma séria, não permitindo que o Jornal o Brasil venha a ser enterrado, se tornando apenas uma página eletrônica na Internet.
Jornal que é jornal é aquele que é impresso, colocado nas bancas todos os dias para ser vendido, possibilitando a todos o acesso.
Por isso, eu me solidarizo com Pedro Grossi. Assim como ele, não posso admitir que o Jornal do Brasil deixe de ser impresso.
Discurso feito hoje no plenário da Câmara
É uma pena e triste ver o fim do JB.