Com quase 30 anos de vida pública marcada pela ficha limpa e pelo combate a traficantes e corruptos, tanto no cargo de delegado de Polícia Federal de carreira quanto, agora, como deputado federal, repudio as insinuações implícitas na nota do Informe do Dia (1/9). Tenho percorrido em campanha o estado que, na minha gestão como secretário de Segurança Pública, se livrou de 64 mil bandidos presos e dos riscos que ofereciam as 45 mil armas apreendidas – recordes até hoje não superados. E tenho dito, em todos os lugares, inclusive na reunião com eleitores mencionada pela coluna, que “comunidade não tem dono”. Como secretário, impus o combate contra todos os bandidos, fossem eles traficantes ou milicianos, como são conhecidos os criminosos que se travestem de policiais. Por mim determinada, a operação Navalha na Carne prendeu 859 policiais e expulsou 307. Contudo, segundo reportagem publicada com base em relatório da área de inteligência da Secretaria de Segurança encaminhado à CPI das Milícias, o número de comunidades sob o jugo das milícias passou de 42, em 2006 (deixei o cargo em março daquele ano), para 171, em 2008. A votação que tive em Rio das Pedras se deveu à minha decisão, em atendimento à reivindicação dos moradores, de instalar na comunidade um Posto de Policiamento Comunitário (PPC) da PM – presença formal do Estado, tal qual as UPPs de hoje. Em reconhecimento ao que fiz pela segurança, recebi 70.057 votos em todo o estado, para a contrariedade de candidatos que nada apresentam de concreto para modificar o quadro de insegurança pública, talvez por desejarem mantê-lo, a todo o custo, por uma questão de sobrevivência profissional.
Carta da minha autoria publicada hoje no jornal O Dia