Arquivo da Categoria ‘Cartas’

Remuneração justa para os policiais

sábado, 30 de janeiro de 2010

Em sua carta (27/1), Dirceu Gomes Ferreira Filho omite que, na minha gestão como secretário de Segurança Pública, os policiais civis, militares e bombeiros, incluídos os inativos, receberam em 2005 um aumento de 17,5%, que até hoje não foi superado por qualquer outro reajuste. Como deputado federal, participei da comissão especial que aprovou com meu voto a PEC 300 (piso nacional para PMs e bombeiros) e apresentei propostas por salários dignos e benefícios para os que arriscam suas vidas em defesa da sociedade. Elas estão em discussão na CCJ da Câmara, que já reconheceu a constitucionalidade da minha PEC 245, que resgata a dignidade salarial de todos os militares do país.

Carta de minha autoria publicada home na seção Carta dos Leitores de O Dia

Gente má e incompetente

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Em relação às informações fornecidas por gente má e incompetente à coluna Extra, Extra! (28/11), esclareço que as minhas críticas à fracassada política de segurança pública atual se devem aos preocupantes aumentos de 183,1% dos roubos a transeuntes e 53,91% dos roubos a ônibus, ambos decorrentes da redução do número de prisões (-20,2%) e apreensões de armas (-33,56%). Quanto aos 3.462 votos (5% dos 70.057 registrados em todo o estado) que tive em Rio das Pedras – onde, aliás, o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes obtiveram vitórias eleitorais não criticadas –, foi um reconhecimento dos moradores à minha decisão de instalar um PPC da PM na comunidade. A insinuação à minha votação naquela região é desrespeitosa à minha trajetória de vida pessoal e profissional, notoriamente marcada pela honradez, pelo repúdio à ilegalidade e por ações concretas contra quaisquer tipos de crimes, inclusive os cometidos por bandidos travestidos de policiais e organizados em milícias, que cresceram neste governo, segundo estudos da socióloga Alba Zaluar.

Carta de minha autoria publicada hoje no jornal Extra

CPI dos equipamentos bélicos

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Na seção De olho no seu voto domingo, O DIA considerou um exagero minha decisão de zelar pelo dinheiro público, apurando suspeitas da imprensa sobre a compra de equipamentos bélicos. O anúncio, antes do término do processo de licitação, da preferência do governo pela proposta francesa justifica o recolhimento de assinaturas para instalação de uma CPI – instrumento com que o Legislativo fiscaliza o Executivo – que evite a consumação de uma fraude iminente e o desvio de bilhões de dólares do patrimônio público.

Carta de minha autoria publicada hoje no jornal O Dia

Dossiês

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Em reparo a inverdades contidas na reportagem assinada por Palmério Dória e publicada na edição nº 143, esclareço aos leitores da Caros Amigos, em primeiro lugar, que estive à frente da Gerência Geral de Segurança e Investigações da Anvisa e não do “Serviço de Inteligência do Ministério da Saúde na gestão José Serra”. Em segundo lugar, o repórter ressuscitou velhas mentiras, todas devidamente rebatidas à época, quando comprovei serem descabidas as informações que atribuíam a mim a elaboração de dossiês contra políticos. Na verdade, o meu trabalho na Anvisa se restringiu ao desmantelamento das quadrilhas de fraudadores de remédios. Em relação à CPI dos Grampos, por mim presidida na Câmara Federal com total independência, esclareço que investigamos fatos, e não pessoas. Contudo, por terem mentido à CPI, defendo o indiciamento por falso testemunho do delegado Protógenes Queiroz, do ex-diretor da Abin, Paulo Lacerda, e do ex-diretor-adjunto da Abin, Milton Campana. Proponho, ainda, o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas pelo crime de interceptação ilegal.

Carta de minha autoria publicada na revista Caros Amigos, na sua edição nº 146, de maio de 2009

Itagiba diz que milícias cresceram no atual governo

domingo, 16 de novembro de 2008

(Jornal do Brasil) – O deputado federal Marcelo Itagiba enviou ao JB carta em resposta à crítica do deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da CPI das Milícias, de que o ex-secretário de Segurança Pública não havia colaborado com as investigações da comissão. Diz a carta: “Ao contrário do que disse ao JB o deputado Marcelo Freixo, presidente da CPI das Milícias, cumpri o compromisso assumido, aliás, com duas semanas de antecedência, e fui à Alerj, no dia 24 de outubro, para a audiência, que acabou não ocorrendo, destinada a dar minha contribuição aos trabalhos daquela comissão. Na última sexta-feira, enviei ao deputado os esclarecimentos às perguntas por ele formuladas em substituição à audiência cancelada. Relatei as medidas de combate às organizações criminosas tomadas na minha gestão como secretário de Segurança Pública do RJ, encerrada no dia 31 de março de 2006. Mostrei, também, que, de acordo com diversas reportagens publicadas nos últimos dois anos, a expansão das milícias ocorreu no atual governo, conforme inclusive o relatório da Subsecretaria de Inteligência enviado à CPI, em julho deste ano, registrando que elas ampliaram de 42 para 171 comunidades sob seu domínio em dez municípios do estado.”

Milícia cresceu nos dois últimos anos

domingo, 16 de novembro de 2008

(O Dia – Seção Cartas) – “Ao contrário do que afirma o relatório final da CPI das Milícias da Alerj, conforme matéria de O Dia na sexta-feira, a expansão dessa atividade criminosa não ocorreu na minha gestão como secretário de Segurança Pública, que a combateu duramente e se encerrou em 31 de março de 2006. Várias reportagens publicadas nos dois últimos anos mostram o aumento das milícias nesse período.” Marcelo Itagiba, deputado federal (PMDB-RJ)

Ao presidente da CPI das Milícias

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ofício nº 104/2008                               Brasília, 14 de novembro de 2008

Ao Senhor Deputado Estadual
MARCELO FREIXO
Presidente da CPI das Milícias

Senhor Presidente,

Objetivando prestar a minha contribuição ao importante trabalho desenvolvido pela CPI das Milícias, sob a Presidência de Vossa Excelência, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, e em atendimento ao ofício nº 183/08, do dia 6 de novembro, por meio do qual Vossa Excelência solicitou-me responder por escrito às perguntas nele contidas, em função de não ter sido realizada a sessão oficialmente marcada para o dia 24 de outubro, data em que compareci à Alerj para dar a referida contribuição, conforme compromisso assumido com Vossa Excelência, com relevante antecedência (por meio de ofício enviado em 8 de outubro), após conseguir compatibilizar a minha agenda parlamentar acrescida das incumbências decorrentes da CPI das Escutas Telefônicas, por mim presidida na Câmara dos Deputados, envio-lhe o presente. Dele constam os esclarecimentos que demonstram o combate frontal às organizações criminosas, formadas por traficantes ou milicianos, travados durante a minha gestão como secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro – pois não diferencio uns dos outros, considerando ambos raízes do mesmo mal –, em defesa, sobretudo, das comunidades carentes submetidas por esses facínoras à exploração econômica por eles impostas com as suas armas de guerra.

O combate aos maus policiais, muitos dos quais envolvidos nas chamadas milícias, consistiu em identificá-los, investigar os crimes por eles cometidos (roubo, formação de quadrilha, tráfico, homicídio, contrabando…) e reunir provas robustas que permitissem a expulsão deles dos quadros das Polícias Civil e Militar e as suas condenações pela Justiça.

Em meados de 2005, a partir de uma carta anônima apontando vínculo criminoso entre policiais supostamente ligados ao então chefe de Polícia Civil e às referidas máfias, determinei que a Subsecretaria de Inteligência apurasse a procedência daquela denúncia. A investigação preliminar reuniu indícios do envolvimento dos policiais civis. Diante da necessidade de aprofundamento das apurações e, também, da possibilidade de surgirem indícios que levassem ao envolvimento do chefe da Polícia Civil, decidi que as informações preliminares fossem encaminhadas pela Subsecretaria de Inteligência à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

A medida teve o objetivo de fazer com que as investigações avançassem sem o risco de vazamento ou tentativas de obstrução da obtenção da verdade. Tomei esta decisão porque, além de deter a competência para abrir inquéritos destinados a desvendar crimes de âmbito federal, que, ao que tudo indicava, estariam embutidos naquela atividade criminosa (contrabando de peças, sonegação fiscal, crimes contra a ordem tributária), a PF investigaria com isenção as denúncias contra policiais civis, o que, por óbvio, dificilmente aconteceria se a incumbência fosse dada à Corregedoria de Polícia Civil, subordinada ao gabinete do chefe de Polícia Civil, ao qual, naquele momento, eram considerados supostamente ligados os policiais identificados.

Ao mesmo tempo, no âmbito da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, sob o meu comando, outras medidas continuaram a ser tomadas, inclusive com o objetivo de investigar, identificar e prender, também, policiais militares envolvidos com as máfias. Para isso, por determinação minha, foi aberto um inquérito na Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) – única delegacia policial subordinada diretamente ao gabinete do secretário de Segurança Pública –  que, após longo trabalho, conseguiu que a justiça expedisse mandados de prisão, todos eles cumpridos, contra 17 policiais militares e 12 civis indiciados por envolvimento com as máfias de caça-níqueis.

Ao tomar conhecimento da existência de uma fita de vídeo na qual policiais militares apareciam fazendo segurança de estabelecimentos comerciais explorados pela máfia do caça-níquel, mandei identificá-los e prendê-los, imediatamente. Foram presos um tenente-coronel e 14 praças, doze deles lotados no 14 BPM (Bangu), área onde se registrava a maioria dos confrontos entre os grupos rivais.

Determinei, também, que a Delegacia de Homicídios (DH) da zona oeste desvendasse a vida criminosa das duas quadrilhas rivais. No dia 9 de junho de 2005, policiais daquela unidade cumpriram nove mandados de busca e apreensão nas residências, nos escritórios e nos galpões das empresas de Fernando Ignáccio de Miranda – que viria a ser preso em outubro de 2006 por policiais civis – e Rogério Costa de Andrade e Silva, preso pela Polícia Federal, meses antes do rival.

 Ordenei ao então comandante-geral da PM que reforçasse o policiamento na zona oeste e que colocasse a corregedoria da instituição à disposição da DRACO, iniciativa que contribuiu, decisivamente, para as prisões de 17 PMs citadas anteriormente. Ao então chefe de Polícia Civil, determinei que todas as máquinas fossem apreendidas, o que foi devidamente cumprido até o momento em que liminares concedidas pela justiça impediram que as ações de apreensões continuassem. O impedimento foi acompanhado da ordem judicial para que todas as máquinas recolhidas fossem devolvidas aos seus proprietários.

Frente àquele obstáculo judicial, que dificultava o desenvolvimento das ações destinadas a combater os policiais acusados de desvios de conduta, decidi que as apreensões passassem a ser feitas com base no artigo 66 Código de Defesa do Consumidor, que obriga os fornecedores de bens ou serviços a disponibilizarem todas as informações relativas ao sistema de funcionamento dos produtos postos no mercado, o que obviamente não era cumprido. Contudo, me vi obrigado a responder a diversos mandados de segurança impetrados no Tribunal de Justiça do RJ, nos quais autoridades do Poder Judiciário exigiam explicações sobre a minha decisão de “descumprir” as suas liminares.

Para fortalecer o combate ao crime organizado, a Secretaria de Segurança e o Ministério Público estadual fecharam parceria no dia 13 de julho de 2005 para, por meio de ações conjuntas, enfraquecer as quadrilhas que exploravam o jogo eletrônico. Foi criado um grupo de trabalho, formado por dois promotores e dois delegados, para agilizar as ações repressivas.

Além das centenas de policiais civis e militares presos na minha administração como secretário de Segurança Pública do RJ por envolvimento em ações criminosas organizadas, seja no tráfico ou nas milícias, muitos daqueles que viriam a ser encarcerados em operações desencadeadas na gestão posterior à minha, o foram por força dos inquéritos instaurados, à época, por ordem minha e cujos resultados ocorreram somente mais tarde. A investigação da denúncia de crimes atribuídos a policiais ligados ao chefe de Polícia Civil, por exemplo, resultou, anos depois, conforme conhecimento de todos, em 43 denunciados pelo Ministério Público Federal.

Operação Navalha na Carne

 Criada por mim com o objetivo de reforçar as ações de banimento dos quadros das polícias dos maus servidores vinculados a traficantes e milicianos, a Operação Navalha na Carne, iniciada em fevereiro de 2005, levou para a cadeia durante a minha gestão nada menos que 859 policiais civis e militares, sendo 266 PMs e 24 civis à disposição da Justiça e 569 PMs presos administrativamente. Além disso, a Navalha na Carne, no mesmo período, expulsou 307 policiais, dos quais 281 PMS e 26 civis, restando à época 272 processos administrativos disciplinares instaurados e destinados à exclusão de 223 PMs e 49 civis.

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José Dirceu

sábado, 9 de agosto de 2008
Pobre do nosso país em que a chefia da Casa Civil foi ocupada por José Dirceu, um agente da inteligência cubana, que pretendia instalar aqui um regime marxista-leninista. Para sobreviver, foi capaz de submeter familiares à dor de sua falsa morte. Impôs sofrimento às mães dos ex-companheiros mortos em decorrência do fornecimento de informações do traidor ao serviço de inteligência da ilha. Posa de patriota, mas cresceu no fisiologismo político, unindo-se à contravenção do jogo do bicho e dos caça-níqueis. Que comunista é esse que se vende a empresários de direita e vira agente de lobbies para grandes conglomerados e seus interesses econômicos junto a órgãos públicos? Como delegado de Polícia Federal, por 25 anos, pautei a minha vida pelo interesse do Brasil, combatendo criminosos de colarinho branco. Fui impedido de exercer minhas funções na PF por pressão de Dirceu, que interveio na instituição porque não desejava o sucesso nas ações de combate à criminalidade que vinham sendo empreendidas no Rio de Janeiro. Criou todas as dificuldades para que não houvesse uma força-tarefa de combate ao crime. Dirceu traiu o presidente, seus companheiros da luta armada, de partido e os que nele acreditaram. Não merece respeito.

*Carta de minha autoria publicada na edição de hoje do Jornal do Brasil

 

Operação Cerol

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Em relação à matéria “Polícia bandida”, publicada na ISTOÉ 1919, a partir da menção de meu nome num papel subscrito por pessoa inexistente e encaminhado às autoridades, refuto veementemente toda e qualquer especulação que tente conspurcar o passado funcional que construí ao longo de minha vida. Nunca fui cientificado por qualquer autoridade da existência de alguma investigação acerca de minha atividade profissional e, portanto, não tive a oportunidade de prestar qualquer esclarecimento. Estranho que a tentativa de envolver meu nome num fato escandaloso coincida com a proximidade das eleições nas quais disputarei uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ao assumir a Superintendência da PF no RJ, em 2001, realizei a solenidade de posse no auditório do Jockey Club Brasileiro, do qual sou sócio há 28 anos. Jamais auferi vantagem de qualquer espécie no exercício dos espinhosos cargos que ocupei, e, ao contrário, procedi nos termos da lei contra todos que, no âmbito de minhas gestões, tentaram fazê-lo. Constituí advogados não só para o completo esclarecimento de minha posição nos acontecimentos, mas também para a responsabilização criminal dos levianos caluniadores. 

Carta de minha autoria publicada na revista IstoÉ, na sua edição nº 1921, de 16 de agosto de 2006

Responsabilização criminal dos caluniadores

sexta-feira, 28 de julho de 2006

“Em relação às matérias publicadas na Folha (25 e 26/7), a partir da menção de meu nome num papel subscrito por pessoa inexistente e encaminhado às autoridades, refuto veementemente toda e qualquer especulação que tente conspurcar o passado funcional que construí ao longo de minha vida. Nunca fui cientificado por qualquer autoridade da existência de alguma investigação acerca de minha atividade profissional e, portanto, não tive a oportunidade de prestar qualquer esclarecimento. Estranho que a tentativa de envolver meu nome num fato escandaloso coincida com a proximidade das eleições nas quais disputarei uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ao assumir a Superintendência da PF no RJ, em 2001, realizei a solenidade de posse no auditório do Jockey Club Brasileiro, do qual sou sócio há 28 anos. Jamais auferi vantagem de qualquer espécie no exercício dos espinhosos cargos que ocupei. Ao contrário, procedi nos termos da lei contra todos que, no âmbito de minhas gestões, tentaram fazê-lo. Constituí advogados não só para o completo esclarecimento de minha posição nos acontecimentos, mas também para a responsabilização criminal dos caluniadores.”

Carta de minha autoria publicada na Folha de S. Paulo no dia 28 de julho de 2006