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	<title>Marcelo Itagiba &#187; Combate à corrupção</title>
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		<title>Combate à corrupção</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 19:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
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		<title>Lavagem de dinheiro</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 00:33:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Combate à corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Itagiba na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[(Anna Ramalho / JB) – No que depender do deputado Marcelo Itagiba, as apostas em casas lotéricas só serão feitas com a apresentação da carteira de identidade do apostador. O objetivo do projeto de lei é o de tentar coibir &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/08/12/lavagem-de-dinheiro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(<strong>Anna Ramalho</strong> / <strong>JB</strong>) – No que depender do deputado Marcelo Itagiba, as apostas em casas lotéricas só serão feitas com a apresentação da carteira de identidade do apostador. O objetivo do projeto de lei é o de tentar coibir a lavagem de dinheiro.</p>
<p>Há casos, segundo o deputado, em que o prêmio é dado ao apostador e, na hora de registrar na Caixa Econômica Federal, consta outro nome. Eita!</p>
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		<title>Prestação de contas do meu mandato</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 02:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje é um dia em que o tempo nos permite falar um pouco mais. E nada melhor do que estarmos próximos do término desta legislatura, para fazermos um balanço e uma prestação de contas. Como Vossas Excelências sabem, eu cheguei &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/08/03/prestacao-de-contas-do-meu-mandato/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é um dia em que o tempo nos permite falar um pouco mais. E nada melhor do que estarmos próximos do término desta legislatura, para fazermos um balanço e uma prestação de contas.</p>
<p>Como Vossas Excelências sabem, eu cheguei aqui após uma carreira de quase 30 anos no Departamento de Polícia Federal, onde tive a oportunidade de trabalhar nas cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Brasília, sempre atuando contra o crime organizado e contra o tráfico de drogas. Também dirigi a Inteligência do Departamento de Polícia Federal durante quase três anos.</p>
<p>Posteriormente, exerci o cargo de Superintendente da Polícia Federal no meu Estado do Rio de Janeiro. Fui Subsecretário e Secretário de Segurança Pública. Então, fui eleito Deputado Federal, em função da confiança e do reconhecimento do povo do meu Estado ao trabalho desenvolvido à frente da Secretaria de Segurança Pública.</p>
<p>Encontramos a Secretaria de Segurança com muitas dificuldades, provenientes de um governo-tampão que não teve condições de controlar a atividade criminosa que se desenvolvia no Estado.<br />
Quando assumimos, fizemos uma série de ações e de operações para colocar o crime organizado, o tráfico de drogas e os crimes violentos no seu devido lugar, ou seja, respeitando a atividade policial, respeitando o Estado.</p>
<p>Realizamos as operações Asfixia, Pressão Máxima e Inteligência, Massa e Força, batendo todos os recordes referentes a apreensão de armas e prisão de criminosos.</p>
<p>Além disso, com a inteligência bem empregada, retiramos de circulação as chamadas 80 lideranças do tráfico de drogas. Modernizamos e trouxemos vários avanços, como a inauguração do Batalhão da Barra da Tijuca, do Batalhão de Belford Roxo e do Batalhão da Maré. Compramos vários blindados que salvaram as vidas dos policiais e permitiram aos policiais enfrentar o crime em condições de dar a devida resposta.</p>
<p>Investimos também na compra de helicópteros, armamentos e coletes de proteção para os nossos policiais. Demos, inclusive, um aumento de 17% para todos os policiais e bombeiros, durante a minha gestão.</p>
<p>Hoje, estamos assistindo a um quadro em que se instalam no Rio de Janeiro as Unidades de Polícia Pacificadora, que no passado já foram Postos de Policiamento Comunitário e Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais. Agora se tem um novo nome de policiamento específico nessas áreas. Mas é mais do mesmo. O que eu temo é que isso possa estar sendo utilizado, hoje, como um instrumento de ação política momentânea.</p>
<p>Nós sabemos que o efetivo da Polícia Militar do Rio de Janeiro está muito aquém do necessário. Cerca de mil policiais saem das fileiras da polícia a cada ano. E mil é a capacidade anual de reposição. Quando se tira 300 policiais para colocar numa UPP e mais 300 para outra, estamos deixando de repor o policiamento nos batalhões. E quando deixamos de repô-lo, o que acontece, principalmente, nos batalhões da Baixada Fluminense e do interior do Estado, são dois fenômenos: primeiro, a mancha criminal move-se para essas localidades; segundo, não temos policiamento ostensivo suficiente para inibir esse tipo de atividade criminosa.</p>
<p>Por isso, assistimos nos últimos tempos menos apreensão de armas, menos prisões e um aumento de 183% de roubo a transeuntes e de 52% de roubo no interior de coletivos. Na verdade, em vez de estarmos proporcionando um bem, podemos estar proporcionando um mal, a não ser que tenhamos condições de aumentar o efetivo da força policial no Estado, para que esse tipo de trabalho possa ser levado a todas e não apenas a algumas comunidades, o que permite ao crime organizado se instalar em outras áreas, fazendo daquilo o seu território privativo.</p>
<p><span id="more-2982"></span><br />
Quero registrar, também, que venho desenvolvendo nesta Casa um trabalho para que todos sejam verdadeiramente iguais perante a lei.</p>
<p>Por isso, propus uma PEC acabando com o foro privilegiado. Ou seja, todos têm de ser julgados pelo mesmo juiz ao qual todos os cidadãos são submetidos, sem exceção para qualquer autoridade deste País.</p>
<p>Em segundo lugar, propugnei — e tem uma lei nesse sentido — pelo fim da prisão especial. Nada justifica prisão especial para aqueles que são detentores de cargo ou diploma. Aliás, no dia em que todos forem para a mesma cadeia, passarão a se preocupar em melhorar o sistema penitenciário.</p>
<p>Venho propugnando, também, que aquele que tem mais conhecimento, aquele que tem mais discernimento receba uma pena superior à daquele que teve menos chance de estudar. Aquele que tem mais escolaridade tem mais juízo e sabe mais. Portanto, deve arcar com as consequências mais pesadas. Essa é uma forma também de se fazer a igualdade.</p>
<p>Estão tramitando nesta Casa outras iniciativas legislativas minhas que julgo importantes, como a da reestruturação do sistema repressivo penal brasileiro. Nessa PEC, proponho atribuição específica às guardas municipais, para que elas saibam qual é a sua atividade e tenham seu trabalho exercido em defesa da sociedade.</p>
<p>Os atos chamados antissociais serão de responsabilidade das guardas, que levarão os infratores imediatamente à presença de um juiz, que dará a esse indivíduo duas possibilidades de cumprimento da pena: serviços à comunidade ou até mesmo uma multa pecuniária.</p>
<p>Defendo também, no segundo estágio, a estadualização da Lei das Contravenções Penais. A realidade do Rio Grande do Norte não é igual à do Rio Grande do Sul; a do Paraná não é igual à de Pernambuco; a do Rio de Janeiro não é igual à do Amazonas.</p>
<p>Portanto, a legislação deve ser estadual, que pode absorver muitos dos tipos que não precisam estar na legislação penal, permitindo que os policiais militares façam o ciclo completo de polícia.</p>
<p>Além disso, defendo um Código Penal enxuto com somente o que é verdadeiramente violência: a violência praticada contra os cofres públicos, pelos corruptos do Estado; a violência praticada contra as pessoas; a violência do crime do colarinho branco, que muitas vezes não tira sangue, mas sangra toda uma população com esquemas de propinas, de corrupção e de manipulação dos mercados. Nessa reestruturação, a investigações dos crimes realmente graves ficará a cargo das Polícias Civis e da Polícia Federal, naquilo que for da sua competência.</p>
<p>Essas são propostas ousadas, que merecem e devem ser discutidas neste Parlamento.</p>
<p>Não posso deixar de citar a minha luta, que é a luta de vários Parlamentares, para que este Governo não retire aquilo que foi concedido ao Estado do Rio de Janeiro e aos Municípios produtores de petróleo. E digo isso com a maior tranquilidade, porque não há benesse alguma nos royalties. O que há, na verdade, é uma compensação para equilibrar o pacto federativo.</p>
<p>Como todos aqui bem sabem, os royalties foram criados pelo fato de o ICMS ter deixado de incidir na origem, ou seja, os estados produtores, sendo cobrado nos estados de destino, o que ocorre, única e exclusivamente, na energia e no petróleo.</p>
<p>Portanto, para que houvesse equilíbrio na arrecadação, no Pacto Federativo e nos investimentos é que se concedeu o royalty, e não apenas para a cobertura dos custos dos desastres socioambientais, como os que ocorreram recentemente no Golfo do México, nos Estados Unidos da América, e que podem ocorrer, sim, no Brasil.<br />
Por isso, impetrei de mão própria, perante o Supremo Tribunal Federal, um mandado de segurança em defesa dos Estados e dos Municípios produtores, porque esta lei não poderia ter tramitado nesta Casa, já que tinha como base de distribuição o Fundo de Participação dos Estados, considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Algo que tem como base o que o Supremo declara inconstitucional não pode sair deste Congresso Nacional como lei.  Por essa razão, impetrei mandado de segurança pedindo que este direito seja assegurado aos Estados produtores.</p>
<p>Tudo isso se dá, infelizmente, por causa de uma equivocada mudança de política, em que conquistamos o que conquistamos com o sistema de concessão, enquanto o Governo, que tem um outro entendimento, com o qual não concordo, manda para esta Casa um novo sistema de partilha prestes a quebrar a PETROBRAS, para modificar todo o sistema, prejudicando o direito adquirido dos Municípios do meu Estado e do Estado do Rio de Janeiro, coisa que não podemos nem vamos permitir. Vamos enfrentar esta situação em todos os lugares possíveis, seja na tribuna desta Casa, seja no Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Concedo um aparte ao Deputado Paes de Lira.</p>
<p>Deputado Paes de Lira – <em>Vossa Excelência fez um diagnóstico da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro e também apresentou propostas relacionadas a sua visão — larga visão — de 30 anos de serviços dedicados à população na defesa da segurança pública, na defesa das pessoas contra o crime, especialmente do crime organizado. É um panorama que dá uma boa medida da sua atividade legislativa. Atesto também que Vossa Excelência se engajou muito fortemente em outro combate extremamente importante, o do resgate da dignidade material dos policiais através da nossa PEC 300. Quem sabe vamos votá-la agora, porque há condições, o interstício foi cumprido e pode perfeitamente a Presidência da Casa convocar uma sessão extraordinária para essa finalidade. Estou certo de que Vossa Excelência apoiará também esse pleito. É interessante verificar, ao mesmo tempo em que lutamos tanto para melhorar um pouco materialmente a vida dos policiais, que enfrentamos sintomas de mais um levante do crime organizado no Estado de São Paulo. Se se configurar realmente, poderá afetar o Estado do Rio de Janeiro. Geralmente tem ocorrido assim. Tenho certeza de que as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo estão preparadas também. Curiosamente começamos a ouvir críticas. Os policiais militares mataram. Parece que algumas pessoas, Deputado Marcelo Itagiba, preferem que o policial morra.<br />
Parece que algumas pessoas preferem que o policial seja enterrado com honras de herói, com o féretro coberto pela bandeira brasileira, tudo em prol da suposta preservação de uma estrutura de direitos humanos, que não faz outra coisa, na cabeça de certas pessoas — e isso prejudica muito a tese dos direitos humanos —, do que defender criminosos. Espero que parem com isso, porque o policial tem que se defender. O policial — e Vossa Excelência sabe muito bem, pois tenho certeza de que comunga dessa posição — tem o direito de se defender com todas as armas, utilizando-as quando necessário, sempre com comedimento, em circunstâncias evidentemente críticas, e o Estado Democrático de Direito tem de utilizar e até mesmo empregar a força letal para sua própria defesa, para a defesa da sociedade, para a defesa das pessoas de bem. Meus cumprimentos pelo seu relato, meus cumprimentos por sua análise. Temos alguns pontos divergentes, sim, mas sua análise é profunda. Cumprimento Vossa Excelência ainda por trazer, neste Grande Expediente de hoje, tão importante tema. </em></p>
<p>Agradeço ao Deputado Paes de Lira o seu aparte e  incorporo-o ao meu pronunciamento. Aproveito também para falar exatamente sobre a PEC nº 300. Nesta Casa hoje, todos são pais da PEC nº 300, todos estão a favor dela. Mas, para isso, foi preciso um grande trabalho de convencimento por parte do Coronel Paes de Lira — Deputado Federal pelo Estado de São Paulo —, dos Deputados Major Fábio e Capitão Assumção, que juntamente comigo se ombrearam para que fosse aprovada a PEC do nosso Deputado Arnaldo Faria de Sá, também de São Paulo.</p>
<p>Portanto é importante dizer que o que nós aprovamos não é o ideal, não é aquilo pelo qual nós nos batemos.</p>
<p>Aprovamos aquilo que o Governo, com sua arrogância, com sua prepotência, com sua base permitiu que viesse a ser aprovado, mas não aquilo que nós idealizamos como necessário, a fim de dar dignidade aos policiais militares, aos bombeiros e também aos policiais civis, que foram por mim incluídos na Comissão Especial para que também tivessem seu piso reconhecido.</p>
<p>Ou seja, todos nós desejamos remunerar digna e corretamente todos os policiais brasileiros, porque, como Vossa Excelência bem o disse, os policiais são a verdadeira barreira da garantia dos direitos humanos em nosso País, para que o Brasil não seja tomado pelos facínoras e pelos criminosos. São eles que dão o seu sangue no dia a dia, a sua vida, o seu suor e as lágrimas de suas famílias em defesa de cada um de nós que vivemos neste País.</p>
<p>Então chegou a hora, sim, de ver esse direito reconhecido. E é por isso que eu estou engajado na campanha daquele que considero o melhor candidato à Presidência da República, em função de sua história, de sua vivência, de sua experiência e de sua competência, que é José Serra. Porque também José Serra disse ser necessário dar prioridade à segurança pública. E essa segurança será dada a partir do momento em que Sua Excelência propõe a criação do Ministério da Segurança Pública, com base, inclusive, em artigo escrito por mim na Folha de S.Paulo, em 2006, propugnando pela criação desse Ministério, que julgo tão necessário, porque, para mim, as três grandes prioridades deste País são: educação, saúde e segurança.</p>
<p>Para a saúde e educação existem verbas constitucionalmente destinadas e definidas, mas para a segurança pública, não. E é por isso que eu defendo também uma reforma nesta Casa, a fim de proporcionar à segurança pública não só a remuneração dos servidores, mas também os recursos destinados a investimentos que se fazem necessários.</p>
<p>Concedo um aparte à Deputada Rita Camata.</p>
<p>Rita Camata &#8211; <em>Cumprimento Vossa Excelência, querido Deputado e companheiro Marcelo Itagiba, que representa a população do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados com tanta seriedade e compromisso. Cumprimento-o não só pela intervenção que faz, com profunda propriedade e reconhecimento da importância da segurança pública e dos profissionais desta área para o País — e fazendo desse seu pronunciamento o reconhecimento da importância de votarmos o segundo turno da PEC 300 —, como também por Vossa Excelência mencionar o nosso candidato à Presidência da República, pelo seu comprometimento com a segurança, um dos principais e mais importantes temas do seu programa de Governo, também com a questão dos royalties de petróleo citados por Vossa Excelência.<br />
Eu e Luiz Paulo entramos com mandado de segurança questionando o fato de a Câmara estar votando não através de emenda constitucional. Porque royalties é uma indenização a Estados e Municípios produtores, não é um tributo, as participações especiais também. Para desigualdade deste País, temos o FPM, que sobra ao Sul e Sudeste apenas 15% do que é arrecado. E o próprio Serra disse que o grande erro deste Governo é a proposta de alteração da matéria do petróleo e da PETROBRAS em nosso País. São mais de 50 bilhões de dólares de prejuízo que a PETROBRAS está tendo, quase um BRADESCO. Pouco se fala sobre isso, com essa mexida, com essa mudança que está sendo feita, de forma açodada, irresponsável, o que compromete a capacidade de investimentos de municípios e contratos firmados, como é o caso dos leilões já realizados. Associo-me ao pronunciamento que faz no Grande Expediente desta tarde. Parabéns a V.Exa.</em></p>
<p>Obrigado, Deputada e futura Senadora Rita Camata. Incorporo a manifestação de V.Exa. ao meu pronunciamento de hoje.</p>
<p>Quero falar, ainda, sobre uma questão que me parece também fundamental: ficha limpa. No ano passado, propus um projeto de lei, em que, a partir da condenação de primeiro grau, o indivíduo não poderia voltar à vida pública.</p>
<p>Durante quase 30 anos exerci o cargo de delegado, mas, quando ingressei, por concurso público, nos quadros do Departamento de Polícia Federal, fui obrigado a apresentar todas as certidões negativas para poder exercer minha atividade.</p>
<p>Não entendo porque aqueles que pretendem representar o povo brasileiro não tenham a obrigatoriedade de ter a sua ficha limpa.<br />
É por isso que apresentei um projeto nesse sentido, mais duro do que esse que foi aprovado. É por isso que digo que quem vai fazer verdadeiramente a ficha limpa neste País é a população brasileira, através da análise dos seus candidatos, através do retrospecto dos seus candidatos e com o seu voto secreto, tirando dos Parlamentos aqueles que não souberam honrar a confiança do povo brasileiro.<br />
Entendo que ficha limpa é uma necessidade fundamental. Não há procurador, não há representante que possa representar quando não traz em si as condições para fazê-lo, e as primeiras condições devem ser aquelas de caráter ético e moral.</p>
<p>Senhoras e senhores deputados, fiquei muito feliz em fazer este pronunciamento na tarde de hoje, mas não poderia terminar sem dizer algumas palavras relativas à necessidade de se aprovar a PEC nº 308, fazendo com que os agentes penitenciários se tornem a polícia penitenciária. Está pronta para ser votada, não tem custo nenhum. Poderemos fazer isso de forma correta e transparente, dando esse direito aos nossos policiais penitenciários, para que possam efetivamente fazer a recuperação daqueles que estão no sistema carcerário.</p>
<p>Por fim, quero também pedir que seja reconhecido aos delegados da Polícia Federal e aos da Polícia Civil um direito que lhes foi assegurado pela Constituição de 1988 e até hoje não implementado. Tramita na Casa mais uma PEC no sentido de dar o direito e a garantia aos policiais.</p>
<p>Tenho aqui uma luta, que sempre será a favor do povo brasileiro, em primeiro lugar, dos policiais, em segundo lugar, e contra os bandidos e a criminalidade, onde quer que se encontrem.</p>
<p><strong>Discurso feito hoje na tribuna do plenário da Câmara</strong></p>
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		<title>Itagiba é testemunha de acusação do MP contra Lins</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 23:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Combate à corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Itagiba na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[(Correio do Brasil) – Primeira testemunha de acusação do Ministério Público Federal a depor no processo aberto contra o ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, o deputado federal Marcelo Itagiba, ex-secretário de Segurança Pública, relatou nesta terça-feira, na Quarta Vara &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2009/06/09/itagiba-e-testemunha-de-acusacao-do-mp-contra-lins/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(<strong><a href="http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=153650" target="_blank">Correio do Brasil</a></strong>) – Primeira testemunha de acusação do Ministério Público Federal a depor no processo aberto contra o ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, o deputado federal Marcelo Itagiba, ex-secretário de Segurança Pública, relatou nesta terça-feira, na Quarta Vara Criminal da Justiça Federal, todas as medidas por ele determinadas na apuração de crimes atribuídos a Lins. Marcelo Itagiba informou desde a apuração preliminar, seguida do encaminhamento dos resultados à Polícia Federal para aprofundamento das investigações, até o pedido de substituição do ex-chefe de Polícia à governadora Rosinha Garotinho.</p>
<p>Itagiba abriu mão de sua prerrrogativa parlamentar, que lhe permitia definir o local, o dia e a hora do seu depoimento, e compareceu à audiência de instrução e julgamento. Lins foi denunciado no processo que investigou o uso da estrutura da Polícia Civil para crimes de lavagem de dinheiro, contrabando e corrupção. O ex-secretário de Segurança afirmou que, em meados de 2005, a partir de denúncias anônimas apontando suposto vínculo criminoso entre policiais ligados ao chefe de Polícia Civil e às máfias de caça-níqueis, determinou que a Subsecretaria de Inteligência apurasse a procedência das informações.</p>
<p>– A investigação preliminar reuniu indícios do envolvimento, mas, diante da necessidade de aprofundamento das apurações, decidi que as informações preliminares fossem encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, já que fazê-lo por meio da instauração de um inquérito policial numa delegacia da Polícia Civil cujo chefe era investigado ofereceria um grande risco de vazamento – explicou Itagiba. Segundo ele, somente com o inquérito policial seria possível a adoção das medidas cautelares, como interceptação telefônica, que permitiriam o avanço nas investigações iniciais.</p>
<p>Em seu depoimento, Itagiba afirmou ainda que “o encaminhamento do caso à PF se deveu, também, ao fato de que havia indícios de crimes de competência federal, como contrabando de peças, sonegação fiscal e contra a ordem tributária, contidos na importação ilegal das máquinas de caça-níqueis”. O parlamentar informou que, naquele momento, deu conhecimento dos fatos à governadora Rosinha Garotinho, de maneira informal.</p>
<p>Itagiba mostrou, durante o depoimento, cópias dos ofícios a Álvaro Lins e ao então comandante-geral da PM, coronel Hudson de Aguiar, ordenando a apreensão das máquinas em todo o estado. O ex-secretário disse que liminares concedidas pela justiça impediram a continuidade das apreensões e determinaram a devolução das máquinas recolhidas.</p>
<p><em>Liminares</em></p>
<p>Numa tentativa de continuar reprimindo o jogo ilegal, Itagiba disse que acatou a argumentação jurídica estabelecida nas liminares mas orientou aos seus subordinados que passassem a fazer as apreensões com base no artigo 66 Código de Defesa do Consumidor. “Esse artigo obriga os fornecedores de bens ou serviços a disponibilizarem todas as informações relativas ao sistema de funcionamento dos produtos postos no mercado, o que obviamente não era cumprido”, contou ele.</p>
<p>– Foi uma forma de tentar não interromper as ações contra o crime organizado sem descumprir a liminar, mas diante de novos mandados de segurança da justiça que alertavam para a desobediência que o secretário de Segurança Pública estaria cometendo, os caça-níqueis, infelizmente, voltaram proliferar – afirmou Itagiba.</p>
<p>Posteriormente, relatou o ex-secretário, o Ministério Público de São Paulo lhe informou que um preso daquele estado, que estivera encarecarado na Polinter, no Rio, dera um depoimento denunciando um esquema de corrupção policial naquela unidade. Segundo o detento, Alvaro Lins e o então sub-chefe da Polícia Civil, José Renato Torres, estariam ligados ao esquema.</p>
<p>De acordo com Itagiba, um delegado lotado na Secretaria de Segurança Pública foi a SP, na companhia de um promotor designado pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, para colher o depoimento do preso. Com a confirmação da denúncia, o ex-secretário pediu, por meio de ofício, a substituição de Lins à governadora Rosinha Garotinho, mas não foi atendido.</p>
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		<title>187 assinaturas pelo fim do foro privilegiado</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2007/08/08/187-assinaturas-pelo-fim-do-foro-privilegiado/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Aug 2007 13:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Itagiba na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças estruturais]]></category>

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		<description><![CDATA[A coluna Informe do Dia publicou a seguinte nota sob o título &#8220;Todos iguais&#8221;: &#8220;O deputado Marcelo Itagiba conseguiu 187 assinaturas e entrou ontem na Câmara Federal com proposta para acabar com o foro privilegiado de parlamentares, juízes, ministros e &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2007/08/08/187-assinaturas-pelo-fim-do-foro-privilegiado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3">A coluna <strong>Informe do Dia</strong> publicou a seguinte nota sob o título &#8220;Todos iguais&#8221;: &#8220;O deputado Marcelo Itagiba conseguiu 187 assinaturas e entrou ontem na Câmara Federal com proposta para acabar com o foro privilegiado de parlamentares, juízes, ministros e secretários de Estado acusados de crimes comuns&#8221;.</p>
<p></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Beltrame precisa explicar o pacto de não-agressão feito com a criminalidade</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2007/06/28/beltrame-precisa-explicar-o-pacto-de-nao-agressao-feito-com-a-criminalidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 13:18:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Combate à corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Debate público]]></category>

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		<description><![CDATA[Considero grave a declaração feita pelo secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Disse que o pacto foi rompido. Precisa explicar que pacto a gestão dele fez com a criminalidade, para que possamos entender que pacto que foi rompido.Na &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2007/06/28/beltrame-precisa-explicar-o-pacto-de-nao-agressao-feito-com-a-criminalidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3" /><font size="3"></p>
<p align="justify">Considero grave a declaração feita pelo secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Disse que o pacto foi rompido. Precisa explicar que pacto a gestão dele fez com a criminalidade, para que possamos entender que pacto que foi rompido.Na nossa gestão, fizemos o maior número de apreensões de armas, mais de 40 mil; fizemos mais de 60 mil prisões; efetuamos a prisão das 80 lideranças do tráfico de drogas naquela cidade. Ou seja, combatemos frontalmente a criminalidade.</p>
<p align="justify"><span id="more-48"></span></p>
<p align="justify">Precisamos entender que pacto ele fez com a criminalidade e que foi rompido. Teria sido o pacto com a criminalidade no dia em que mataram covardemente dois PMs no Complexo do Alemão? A não ser que as palavras do Sr. Secretário de Segurança Pública tenham sido equivocadas ou mal dirigidas ou mal interpretadas.</p>
<p align="justify">Todos nós precisamos saber qual foi o pacto feito pelo secretário com a criminalidade.</p>
<p align="justify">Na nossa gestão, o viés tomado foi o de enfrentamento direto da criminalidade. Espero que, agora, eles coloquem em prática o Plano nº 001, de 2005, de minha autoria, que na época não foi apoiado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, embora aprovado por ela em reunião no Gabinete de Gestão Integrada.</p>
<p>Cobramos do secretário o pacto feito com a criminalidade.</p>
<p></font><em><font face="Times New Roman" size="3">Pronunciamento feito no plenário da Câmara no dia 28 de junho de 2007 a respeito da afirmação feita, na véspera, pelo secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, de que com a operação no complexo de favelas do Alemão, zona norte da cidade, &#8220;desta vez a secretaria quebrou o pacto de não-agressão contra os bandidos&#8221;</font></em><em><font face="Times New Roman" size="3"></p>
<p /></font></em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Diplomas e algemas</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2007/06/25/diplomas-e-algemas/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jun 2007 12:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[Combate à corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Reformulação Penal]]></category>

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		<description><![CDATA[Os grandes criminosos deste país não são somente aqueles que estão nas ruas das nossas cidades assaltando os trabalhadores. É claro que esses facínoras, que demonstram total desrespeito pela vida humana, têm que ser levados à cadeia e permanecer nela &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2007/06/25/diplomas-e-algemas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Os grandes criminosos deste país não são somente aqueles que estão nas ruas das nossas cidades assaltando os trabalhadores. É claro que esses facínoras, que demonstram total desrespeito pela vida humana, têm que ser levados à cadeia e permanecer nela o maior tempo possível, conforme tenho defendido nas discussões sobre a reforma da legislação penal que tramita na Câmara Federal. </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"> </span><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial">Os grandes criminosos deste país são também os corruptos das classes dominantes, que agem nos subterrâneos. Através da corrupção – um crime de mão dupla – corruptores e corrompidos sangram os cofres públicos e desviam as verbas destinadas à saúde, à educação e á segurança pública, matando com suas fraudes milhares de brasileiros. </font></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 0cm" class="MsoBodyTextIndent"><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial"> <span id="more-47"></span></font></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial">Para combater esses corruptos das classes dominantes, estou elaborando um projeto de lei estabelecendo o agravamento das penas para os criminosos que têm formação em nível superior. Por possuírem mais estudo e terem tido mais oportunidades, esses corruptos – muitos dos quais, ocupantes de altos cargos da administração pública dos três poderes – têm, teoricamente, maior discernimento, o que torna mais graves os crimes por eles cometidos. </font></span><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial"><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial">  </font></span></p>
<p></font></span><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial">A sociedade brasileira tem que cobrar o endurecimento das penas para todos os tipos de criminosos, principalmente para os de colarinho branco, cujos crimes são tão ou mais hediondos dos que os praticados por assaltantes violentos. </font></span><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial"><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial">  </font></span></p>
<p></font></span><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial">Vou lutar contra a proposta que visa a restringir o uso de algemas. Para mim, todos os presos devem ser algemados, do pequeno assaltante aos grandes tubarões diplomados que lesam o sistema financeiro ou o patrimônio público. </font></span><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial"> </font></span><span style="font-size: 11pt"></span><span style="font-size: 11pt"><font face="Arial"><em><span style="font-size: 11pt; font-family: 'Times New Roman'">Publicado no jornal O Dia, em 23 de junho de 2007</span></em></p>
<p></font></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A maior mazela do nosso país é essa corrupção avassaladora</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jun 2007 20:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[Combate à corrupção]]></category>

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		<description><![CDATA[Temos hoje em nosso país um quadro tenebroso e desumano de violência que, nos últimos quase 30 anos, resultou no assassinato de mais de 800 mil brasileiros. Pasmem: mais de 800 mil vidas extirpadas pela violência em nosso país. Isto &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2007/06/11/a-maior-mazela-do-nosso-pais-e-essa-corrupcao-avassaladora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3"></p>
<p align="justify">Temos hoje em nosso país um quadro tenebroso e desumano de violência que, nos últimos quase 30 anos, resultou no assassinato de mais de 800 mil brasileiros. Pasmem: mais de 800 mil vidas extirpadas pela violência em nosso país. Isto é inaceitável. Uma matança abominável. Um cenário que nos remete aos horrores de uma guerra. Uma guerra contra a vida. A vida que é o bem maior; sagrada; inatacável; única.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O parlamento brasileiro não pode ficar assistindo, passivamente, à expansão avassaladora da violência em todo o território nacional. Esta legislatura, de modo exemplar, tem que se dedicar incansavelmente à discussão aprofundada dos temas e aprovar, com segurança jurídica e agilidade legislativa, as mudanças urgentes sem as quais, nós, parlamentares, não conseguiremos cumprir com o nosso dever público de produzir leis que, efetivamente, atendam a aquele que hoje é o maior clamor público da sociedade brasileira: a pacificação da vida em cada estado do Brasil, em cada cidade do nosso país, em cada esquina dos nossos bairros.</p>
<p align="justify"><span id="more-43"></span></p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Quero, ainda neste prólogo, registrar que, após 25 anos de serviços prestados à população, como delegado de carreira do Departamento de Polícia Federal, função que exerci, sempre, com imenso orgulho e com espírito de servidor público – pois cada funcionário público deste país deve se conscientizar de que o seu nobre dever profissional é o de servir ao público e não ao poder –, decidi ingressar na carreira política. O fiz movido pela meta política de lutar para tornar, definitivamente, a área de segurança pública uma prioridade nacional.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A redução dos estratosféricos índices nacionais de criminalidade é uma emergência. Para todos os brasileiros, dos que moram nas favelas e periferias aos que residem nos luxuosos condomínios fechados com sofisticadas estruturas de segurança, o verdadeiro risco Brasil não é o medido pelos economistas como referência para os investimentos estrangeiros. O verdadeiro risco Brasil, que realmente aflige a população e está ao alcance imediato da percepção popular, é o da violência.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O medo crescente provocado pelos assaltos, seqüestros e assassinatos não atinge mais somente os que vivem nas grandes metrópoles. A sensação de insegurança já faz parte também da vida das populações das cidades de médio porte do país, às quais, até pouco tempo, muitos dos assustados moradores das capitais recorriam, como abrigo, na esperança de escapar dos efeitos perversos da criminalidade.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O rico teme o seqüestro dos seus parentes, o roubo da sua residência ou do seu carro importado. O pobre anda nas ruas e nos transportes coletivos com medo de perder o pouco que possui. Mas, no fundo, o temor maior, para o rico e para o pobre, é o de ser assassinado ou de perder um ente querido pelas mãos assassinas de criminosos impiedosos que enclausuram pessoas em cativeiro para extorquir grandes quantias em dinheiro ou tiram a vida de um assalariado que carrega, na sua humilde e surrada carteira, apenas algumas notas de R$ 1.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Ao se considerar que a criminalidade atual é decorrente de diversas iniqüidades sociais e históricas, como a consagrada desvalorização do trabalho em nosso país – que até hoje não conseguiu sequer abolir a repugnante existência do trabalho escravo – e também os deploráveis investimentos em educação, pode-se afirmar que o monstro da violência começou a ser gerado, no Brasil, há mais de 500 anos, lentamente, silenciosamente. É preciso, urgentemente, recuperar o tempo perdido pela inação de contínuos governos que nada fizeram para tornar a segurança pública uma prioridade nacional.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">É inegável que há uma trágica correlação entre a baixa qualidade de vida imposta à imensa maioria dos brasileiros e os elevados níveis de violência que avançam como uma epidemia incontrolável em nosso país. Uma epidemia de violência num país, onde, aliás, terrivelmente, milhares de pessoas ainda morrem em decorrência de doenças já erradicadas nas nações mais desenvolvidas.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">É óbvio que somente com ações policiais, que sem dúvida alguma são imprescindíveis, e com leis mais rigorosas, que por sua vez também são fundamentais, não conseguiremos conter essa explosão de violência. O Brasil precisa, também em caráter emergencial, diminuir as suas estratosféricas taxas de juros e promover um crescimento econômico que atenue os gravíssimos fatores sociais que fomentam o aumento da criminalidade.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Temos sim que combatê-la com polícia e com leis rigorosas e efetivas. Mas precisamos enfrentá-la também com geração de empregos, educação, saúde, habitação e salários capazes de garantir uma vida digna a cada cidadão brasileiro. Nenhuma ação, isoladamente, proporcionará o efeito esperado. A violência tem que ser combatida com armas, algemas, leis, lápis, caderno, uniforme e hospitais públicos decentes. A redução da violência exige ações simultâneas que combinem forte repressão policial qualificada e políticas públicas dignificantes.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Para que a segurança pública se torne realmente uma prioridade nacional, duas grandes decisões políticas precisam ser tomadas. Uma delas é a criação do Ministério da Segurança Pública. Hoje temos uma Secretaria Nacional de Segurança Pública ineficiente e ineficaz, fragilizada por sua subordinação ao Ministério da Justiça, que é político e politizado. Somente com a elevação da pasta ao patamar de ministério, será possível implementar uma política nacional de segurança pública que reúna a sinergia política, os recursos e a agilidade administrativa necessários para torná-la efetivamente eficaz.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A segunda grande decisão política é a aprovação de uma emenda constitucional que determine a aplicação compulsória na área de segurança pública de um percentual mínimo dos recursos arrecadados pela União, estados e municípios. Essa inclusão constitucional impedirá que, por eventuais influências da pasta econômica ou em decorrência de divergências político-partidárias, as verbas previstas para a segurança pública sejam retidas e aplicadas em outras áreas.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Saúde, educação e segurança são direitos sociais consagrados na Constituição Federal e, na minha opinião, a razão de ser do Estado. Por isso, segurança pública requer a mesma prioridade conferida às áreas de saúde e educação, às quais são garantidos patamares irredutíveis de recursos, por determinação constitucional.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Em 2005, o Governo Federal, numa clara demonstração de que a segurança pública não figurava entre as suas prioridades, contingenciou 58,8% dos apenas R$ 412 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública a ser dividido entre os 26 estados e mais o Distrito Federal. Ao mesmo tempo, por terem verbas corretamente carimbadas na Constituição Federal, o Ministério da Saúde, em 2005, teve um orçamento de R$ 40 bilhões e meio. O Ministério da Educação, de R$ R$ 20 bilhões e 700 milhões.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Promulgada em 1988, a nossa Constituição estabeleceu o vínculo de 18% das verbas da União e 25% dos recursos dos estados e municípios para a educação. No ano de 2000, a emenda constitucional nº 29 fixou em 12% e 15%, respectivamente, os investimentos dos estados e municípios na área da saúde. Ainda em relação à saúde, a emenda estabeleceu que caberia à União, pelos cinco anos seguintes, o emprego do montante investido no ano anterior, acrescido de 5% e corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Precisamos fazer o mesmo pela segurança pública, que, mais uma vez repito, é tão importante quanto a saúde e a educação.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Defendo também que, após terem sido tomadas as duas grandes decisões políticas que considero primordiais para tornar a segurança pública uma prioridade nacional – ou seja, a criação do Ministério da Segurança Pública e aprovação de uma emenda constitucional que garanta um percentual mínimo dos recursos públicos para a área de segurança –, é preciso que elas sejam acompanhadas de uma terceira grande decisão, que também é política: a maior parte dos recursos deve ser destinada a aquele que arrisca a sua vida em defesa da sociedade: o policial. Temos que investir o máximo na formação, no treinamento e no aperfeiçoamento do profissional de polícia.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">No Rio de Janeiro, estimulados pela lei de iniciativa do Governo do Estado que os recompensava com premiações de R$ 100 a R$ 1 mil por apreensão de armas – o valor variava dependendo do calibre do armamento apreendido –, os policiais do Rio, na minha gestão como secretário de Segurança Pública do Estado, bateram todos os recordes de prisões e de apreensões de armas. Foram mais de 45 mil armas retiradas das mãos dos criminosos. A política de segurança pública adotada, que consistia no enfrentamento duro aos traficantes de drogas para libertar as comunidades oprimidas pelas quadrilhas, resultou também em 64 mil prisões e na retirada de circulação dos 80 chefões do tráfico. As apreensões de drogas foram 37 mil 118, também um recorde.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Com menos armas e menos criminosos nas ruas, conseguimos diminuir drasticamente o número de homicídios no Estado do Rio de Janeiro. Comparando-se o ano de 1995 – quando foi registrado o maior índice de homicídios da história do estado, com 8.438 assassinatos – com o ano de 2005, constata-se, estatisticamente, que num intervalo de dez anos, houve uma redução de 21,5% nos casos de homicídio. Ao mesmo tempo, no mesmo intervalo de uma década, aumentamos em 191% o total de armas apreendidas nas mãos dos bandidos.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Foram investidos mais de R$ 40 milhões em 10 mil coletes à prova de bala, 1.300 viaturas policiais, três helicópteros, 10 veículos blindados, 100 motocicletas, lanchas e botes. Foi criado um laboratório de DNA na Academia de Polícia Civil que permite a realização de 20 exames de caráter forense por semana. Foram construídos três novos batalhões para a Polícia Militar, um deles, num feito inédito, dentro do Complexo de favelas da Maré.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Não posso deixar de registrar, também, o investimento de R$ 52 milhões no Centro de Comando e Controle, um complexo sistema de monitoramento por câmeras e radiocomunicação que fortaleceu a segurança na cidade do Rio de Janeiro e será de fundamental importância para a realização dos Jogos Pan-Americanos. Aliás, dos R$ 52 milhões investidos no sistema, semelhante ao empregado nos Jogos Olímpicos de Atenas, R$ 40 milhões vieram da iniciativa privada, por meio do Programa Estadual de Parcerias no Combate à Violência, uma lei de autoria do Poder Executivo.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Com esta lei, pioneira no país, os empresários fluminenses podem destinar até 10% do que pagam mensalmente de ICMS a projetos para a área de segurança pública do Rio de Janeiro. Pela lei, todos os bens adquiridos por meio do programa são incorporados ao patrimônio público estadual. É, sem dúvida alguma, uma iniciativa fantástica que promove a integração entre o Estado e a sociedade pelo resgate da paz e da cidadania.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Contudo, mesmo diante desses enormes investimentos estruturais no sistema de segurança pública do Rio e dos excelentes resultados alcançados, não resta a menor dúvida de que o ideal é criarmos condições para que necessitemos, cada vez menos, do emprego das forças policiais para que a ordem pública do país esteja garantida. Mas isso exige investimento social, em combate à miséria e à conseqüente favelização das grandes cidades do país.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">No Rio de Janeiro, por exemplo, onde as condições topográficas estabelecem um cenário de ação policial diferente dos existentes nos demais estados, uma pesquisa do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, o IETS, revela que a capital do estado é a mais favelizada do país, com mais 1 milhão e 500 mil pessoas morando nas comunidades carentes. A pesquisa informa que, em 2010, a permanecer a omissão da Prefeitura da capital em relação à ocupação desordenada do solo urbano, 21,1% da população da cidade estarão concentrados em favelas. Obviamente, o grave prognóstico traz consigo a iminência de um maior entrincheiramento dos traficantes, com suas armas de guerra, na cidade cada vez mais favelizada.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Como já disse, o ideal é criarmos condições para que necessitemos, cada vez menos, do emprego das forças policiais para que a ordem pública do país esteja garantida. Na verdade, quando a polícia é chamada para entrar em ação, já foram transpostos todos os obstáculos existentes no longo caminho que se percorre até se chegar à violação da lei. Cabe à polícia, por dever constitucional, conter o avanço daqueles que numa escalada gradual e progressiva não tiveram os seus ímpetos freados pela família, pela escola, pela igreja e demais instituições tradicionalmente inseridas nos projetos de construção das chamadas civilizações.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A violência sempre esteve presente na história das civilizações, antes mesmo da invenção da pólvora. A criminalidade, contudo, é um fenômeno social marcado principalmente pela enorme potencialidade de produção de violência proporcionada pelos avanços tecnológicos das fábricas de armas e munição. Enquanto na Idade Média um assassino precisava cravar a sua espada em cada uma de suas vítimas para eliminá-las, hoje, o criminoso dos tempos modernos, empunhando uma arma automática, pode, à distância, e em segundos, eliminar parte de uma multidão.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Por isso, nessa luta nacional contra o crime, é imprescindível a proteção das nossas fronteiras pelas quais entram as armas de guerra utilizadas pelos traficantes e as drogas que dizimam a nossa juventude. Todas as forças que têm co-responsabilidade pela garantia da ordem pública, dentre as quais as Forças Armadas, devem ser investidas no processo de pacificação do país.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O Exército, a Marinha e a Aeronáutica são instituições nacionais permanentes que, conforme a Constituição Federal, destinam-se a garantir a defesa da Pátria, dos poderes constitucionais, da lei e da ordem. Por constituírem com as forças policiais federais e estaduais o chamado &#8220;braço armado do Estado&#8221;, elas podem e devem participar do enfrentamento de determinadas ações criminosas que ameaçam o Estado Democrático de Direito.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A gravidade do crescimento da violência – como demonstram as barbáries e os assassinatos de agentes públicos, inclusive magistrados, que investigam o crime organizado – atenta contra a lei, a ordem e os poderes constituídos. Por isso, as ações do crime organizado devem ser reprimidas com o emprego de todas as forças legais existentes.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Sempre defendi que tal ação de combate ao crime deve se dar por meio de força-tarefa permanente, integrada por todas as instituições co-responsáveis pela segurança pública nacional, como, aliás, já é feito nas nossas amazônicas fronteiras pelo Exército, a Marinha e a Aeronáutica, em conjunto com a Polícia Federal. No Estado do Rio de Janeiro, já foram realizadas ações que reuniram forças policiais, federais e estaduais, e militares.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Sem qualquer viés intervencionista e empecilhos jurídicos, realizamos com sucesso no Rio operações conjuntas entre as polícias e o Exército. Em alguns momentos, a parceria serviu para reforçar a presença da força ostensiva nas ruas em circunstâncias de picos de violência. Em outros, recuperamos armamentos militares extraviados dos quartéis.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O êxito registrado nessas operações, que deveriam deixar de ser episódicas para se tornar regulares, como também o alcançado pelas forças brasileiras no Haiti, derrubam a tese segundo a qual os militares não possuem formação adequada para ações que não sejam de guerra.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">É preciso integrar, em caráter permanente, os órgãos de inteligência e o poderio bélico das Forças Armadas com os das áreas policiais. Não há obstruções constitucionais, logísticas e operacionais que impeçam a presença das Forças Armadas em ações independentes ou conjuntas com as polícias.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Contudo, o debate sobre a formatação constitucional necessária ao uso dessas tropas merece análise cuidadosa. A decisão de juntar todas as forças de segurança num movimento único de enfrentamento ao crime não deve ser interpretada como abdicação de poder, tampouco como renúncia de responsabilidade por parte dos governos estaduais.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A rigor, há um instrumento jurídico que concilia a ação das forças militares com os limites da ordem constitucional, sem prejuízo da autoridade estadual. O inquérito policial militar é esse instrumento conciliatório entre o desejo da sociedade por mais segurança e a efetiva participação das forças federais. Não há necessidade de o Governo do Estado abrir mão do comando da segurança pública em troca da presença das tropas federais.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Com o IPM, as Forças Armadas podem realizar tarefas de cunho policial destinadas à apuração de crimes militares, sobretudo os mais graves deles: furtos e roubos de armas de suas unidades. A ocorrência desses crimes tem sido freqüente e fortalecido as quadrilhas, como comprovam as apreensões de granadas, fuzis e minas terrestres de uso exclusivo das Forças Armadas feitas pelas polícias de diversos estados.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Com a instauração do IPM, os militares, assim como as polícias judiciárias estaduais em relação aos crimes comuns, podem investigar, tomar depoimentos, promover acareações e realizar interceptações telefônicas mediante autorização concedida pela Justiça Militar. E podem, também, solicitar mandados de prisão e de busca e apreensão, e realizar incursões nos locais relacionados à elucidação do crime, com o emprego da força policial-militar adequada à operação.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A circulação de quadrilhas pelas ruas do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Minas Gerais e outras metrópoles, cometendo homicídios, seqüestros, roubos de carros, de cargas e a bancos, com armas e munição extraviadas de unidades militares ou submetidas ao controle do Exército, justifica a saída legítima das Forças Armadas dos quartéis por três razões: em repressão aos crimes militares, em apoio ao combate à criminalidade e em defesa da garantia da ordem pública e do Estado Democrático de Direito.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Como a degradação do respeito à ordem se dá de forma paulatina e progressiva – inicialmente com a violação das normas mais simples até chegar a patamares graves de violência –, defendo uma reforma da legislação penal. Proponho o estabelecimento de três níveis de garantia da manutenção da ordem, com punição rápida, proporcional e efetiva para os que cometem pequenos delitos e duras penas para os autores de crimes hediondos.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O primeiro estágio consistiria na criação de cortes para julgamento de pequenos delitos. Pichador de muro, por exemplo, seria levado na hora à presença de um juiz e poderia ser condenado a pagar multa, a prestar serviços comunitários ou ficar detido.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O segundo estágio seria o da estadualização das leis de contravenções penais, que são federais e estão praticamente em desuso. A estadualização seria acompanhada da absorção de vários artigos que hoje estão no Código Penal, que é a lei máxima contra os crimes e só deve ser usada para os casos mais graves. Nesse segundo estágio, um motorista flagrado dirigindo embriagado, por exemplo, seria levado na mesma hora à presença do juiz, que decidiria pela punição, que poderia ser multa, prestação de serviços comunitários ou detenção de 24 horas.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O terceiro estágio da reforma da legislação penal seria fazer com que passássemos a ter um Código Penal enxuto, com apenas poucos artigos e penas altíssimas e efetivas, com poucas chances de progressão do regime, para os criminosos perigosos que cometem crimes verdadeiramente hediondos. O Código Penal não pode continuar servindo para a coerção das pequenas infrações. O Código Penal dever ser o instrumento mais forte do país, empregado nas questões mais graves.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">O Parlamento brasileiro precisa cumprir, com o máximo de firmeza, seriedade e agilidade, a sua incumbência política de promover as mudanças legislativas necessárias para a transformação do país, em cujo processo também está inserida a indispensável reformulação do sistema penal brasileiro.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Incumbido de importantes tarefas nas Comissões de Constituição e Justiça e de Segurança Pública e Contra o Crime Organizado, tenho me dedicado ao máximo à modernização dos aparelhos policiais, à revisão das leis do país e à tentativa de alçar a área de segurança pública à condição de prioridade nacional, acima de quaisquer divergências partidárias. Dentre as idéias que defendo, uma tem gerado grande polêmica: a redução da idade de ingresso na maioridade penal. Nesta minha tarefa de analisar a constitucionalidade das propostas que tramitam nesta Casa, tenho as avaliado detidamente e feito um estudo comparado de todos os Códigos Penais que já vigoraram no Brasil e em outros países. Para emitir o meu relatório final, tenho refletido profundamente, também, sobre as opiniões divergentes dos juristas.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Alguns deles afirmam tratar-se de cláusula pétrea a maioridade penal aos 18 anos, o que a tornaria inalterável por meio de emenda constitucional. Considero, assim como uma corrente de juristas, que pétreo poderia ser o estabelecimento da maioridade penal, mas não o seria a idade definida para o seu início.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Constatei que os critérios adotados em diversos países para o estabelecimento da maioridade penal estão embasados em princípios distintos. Em alguns deles prevalecem os fatores biológicos (a idade), enquanto em outros são mais relevantes os psicológicos, os sociais, os políticos ou até mesmo os filosóficos.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Tamanha diversidade inviabiliza uma padronização universal da norma jurídica a ser empregada para prevenir e punir a delinqüência juvenil. Verifica-se, porém, que um elemento essencial, o discernimento do acusado, permeia os princípios que sustentam as legislações, independentemente da idade definida como marco para a responsabilização criminal.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Vejo razoabilidade na tese segundo a qual o jovem de 16 anos deve ser responsabilizado criminalmente por seus atos. Afinal, ele não é o mesmo jovem que tinha 16 anos em 1940, quando foi sancionado o Código Penal que vige, anacronicamente, até hoje. Ao reconhecer a necessidade de a idade de 16 anos se tornar o início da imputabilidade penal, o saudoso jurista Miguel Reale considerou &#8220;a precocidade da consciência delitual resultante dos acelerados processos de comunicação que caracterizam o nosso tempo&#8221;.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Não é admissível que um jovem de 16 anos cometa um assassinato e cumpra, no máximo, três anos de privação da liberdade. Estou cada vez mais convencido de que ele deva receber as penas previstas no Código Penal e cumpri-las integralmente, uma parte em unidades destinadas a aqueles que tenham até 21 anos, e o restante, em presídios.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Estou cada vez mais convencido de que o Brasil precisa de uma legislação penal justa, forte e efetiva. E de um conjunto de medidas socioeconômicas que previnam o ingresso dos jovens no mundo do crime, com a oferta de educação, emprego e salários dignos.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Estou cada vez mais convencido de que no regime democrático do Estado de Direito as leis têm que ser duras para que a ordem esteja assegurada.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Estou cada vez mais convencido de que, embora muito se fale em reforma política, precisamos na verdade é reformar os políticos que praticam crimes de corrupção nos Três Poderes. Pois não há corrupção no Poder Legislativo sem a participação direta do Poder Executivo.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Estou cada vez mais convencido de que a maior mazela do nosso país é essa corrupção avassaladora, que corrói e desacredita as instituições nacionais, criando um caldo de cultura extremamente negativo, que gera a angústia e a desesperança na população.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Estou cada vez mais convencido de que os maiores criminosos deste país não são aqueles que estão armados nas esquinas das nossas cidades ceifando vidas. Os maiores criminosos deste país estão nas classes dominantes. Através da corrupção, que é um crime de mão dupla, com agentes corruptores e corrompidos, eles sangram os cofres públicos, desviam as verbas destinadas à saúde e, com isso, matam milhares de brasileiros, inclusive por doenças já erradicadas nos países mais avançados.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Por fim, estou também cada vez mais convencido de que o Brasil precisa investir em escolas, para não ter que gastar, cada vez mais, na construção de presídios.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Lugar de criança é na escola. E lugar de bandido é na cadeia.</p>
<p align="justify"> </p>
<p><em>Pronunciamento feito no plenário da Câmara dos Deputados na tarde do dia 11 de junho de 2007</em></p>
<p></font></p>
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		<title>Vladimir Palmeira deveria olhar para as entranhas do seu partido</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Sep 2006 15:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Combate à corrupção]]></category>

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		<description><![CDATA[É inadmissível o que fez o candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, Vladimir Palmeira, ao afirmar que “a PM hoje é uma fábrica de bandidos”. O candidato deveria reconhecer que os policiais militares do Rio colocam todos &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2006/09/12/vladimir-palmeira-deveria-olhar-para-as-entranhas-do-seu-partido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É inadmissível o que fez o candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, Vladimir Palmeira, ao afirmar que “a PM hoje é uma fábrica de bandidos”. O candidato deveria reconhecer que os policiais militares do Rio colocam todos os dias as suas vidas em risco para defender a população do estado e muitos deles morrem em cumprimento do dever. Antes de falar dos bravos policiais da corporação, o candidato deveria olhar para as próprias entranhas do seu partido. Para mim, o candidato acertou no P, mas errou na letra final, achincalhando a PM, uma instituição quase bicentenária.</p>
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		<title>A corrupção é um câncer a ser extirpado</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Aug 2006 21:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Combate à corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças estruturais]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meus mais de 23 anos de carreira como delegado da Polícia Federal, superintendente regional da PF e secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, sempre agi com a mão pesada contra aqueles que se envolveram em atos de &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2006/08/14/a-corrupcao-e-um-cancer-a-ser-extirpado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em meus mais de 23 anos de carreira como delegado da Polícia Federal, superintendente regional da PF e secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, sempre agi com a mão pesada contra aqueles que se envolveram em atos de corrupção. Não admito corrrupção. O  poder de destruição institucional de um ato de corrupção envolvendo um servidor público, seja ele de carreira, comissionado ou ocupante temporário de cargo eletivo, é devastador. Mas é preciso, também, prender o </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">corruptor, sem o qual o crime de corrupção não teria se consumado. Além disso, as autoridades encarregadas das investigações, tanto na esfera policial quanto na parlamentar, têm que desvendar os interesses escusos do corruptor ao &#8220;investir&#8221; no pagamento da propina, delinear a extensão econômica dos graves prejuízos causados aos cofres públicos e responsabilizar todos os envolvidos com punições cíveis e penais na dimensão correspondente aos danos sociais impingidos.</font></p>
<p><span id="more-9"></span></p>
<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As investigações empreendidas para apurar casos de corrupção, por meio de CPIs e inquéritos policiais, no mais das vezes, se restringiram àqueles flagrados negociando vantagens pecuniárias com corruptores &#8211; geralmente, representantes de empresas privadas -, que sangram a economia do Estado e a transfundem para o seu organismo financeiro particular. É preciso ampliar o raio de ação das investigações.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A CPI que investigou PC Farias, por exemplo, reuniu provas de que empresários lhe deram dinheiro para obter facilidades do Estado. Contudo, os empresários, que deveriam ter sido enquadrados no crime de corrupção ativa, figuraram no relatório final como meras vítimas de achacadores.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos, corrompidos e corruptores, sejam eles quem forem, devem ser postos na cadeia, a bem da preservação do tesouro público e, por conseqüência, do desenvolvimento nacional, do qual dependem milhões de brasileiros.</font></p>
<p><em><strong><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" /></strong><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" /></em></p>
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