(Coluna Radar online, às 15h36) – O deputado Marcelo Itagiba, que preside a CPI dos Grampos, vai começar a recolher amanhã assinaturas para a abertura de uma nova comissão parlamentar de inquérito. Desta vez, para investigar a fusão da Oi com a Brasil Telecom. O objetivo é apurar se houve irregularidades e favorecimentos ocorridos no processo que culminou com a venda da BrT antes mesmo de a lei permitir que a fusão ocorresse. Para a criação da nova empresa falta apenas a Anatel e o Cade darem o aval. Nem Itagiba acredita que a possibilidade de instalação da CPI atrapalhe o surgimento da nova empresa, mas o objetivo do deputado é responsabilizar futuramente os culpados:
- Não dá tempo de impedir a fusão, mas dá tempo de colocar todo mundo na cadeia depois do crime feito, justifica.
Com dinheiro público
Segundo Itagiba, que é ex-delegado da Polícia Federal, houve, no mínimo, crime de favorecimento a um grupo privado. Afinal, verbas do BNDES e do Banco do Brasil foram usadas para um negócio que era ainda ilegal quando foi selado meses atrás. Além da verba pública, houve explícita militância do governo para legitimar o negócio, que incluiu a substituição de diretores da Anatel e, por fim, a mudança no Plano Geral de Outorgas, que vigorava desde o governo FHC.
- O próprio Daniel Dantas, um condenado pela Justiça em primeira instância, vai receber mais de 1 bilhão de reais nessa negociação, diz Itagiba.