(JB Online, às 16h16) – O presidente da República em exercício, José Alencar, participa na noite desta quinta-feira (18 de março), às 18h30, no Grande Templo Israelita, na Rua Tenente Possolo nº 8, no Centro do Rio, da cerimônia em comemoração ao primeiro Dia Nacional da Imigração Judaica para o Brasil.
Arquivo da Categoria ‘De olho no Rio’
José Alencar vai à noite ao Templo Israelita no Centro do Rio
quinta-feira, 18 de março de 2010José Alencar vai à noite ao Templo Israelita no Centro do Rio
quinta-feira, 18 de março de 2010(O Dia online, às 16h32) – O presidente da República em exercício, José Alencar, participa na noite desta quinta-feira, às 18h30, no Grande Templo Israelita, no Centro do Rio, da cerimônia em comemoração ao primeiro Dia Nacional da Imigração Judaica para o Brasil.
A lei nº 12.124 que criou a data comemorativa é de autoria do deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) e foi sancionada por José Alencar, no dia 16 de dezembro de 2009, quando também ocupava interinamente a Presidência da República.
A iniciativa, segundo Marcelo Itagiba, é um reconhecimento à contribuição dos imigrantes judeus para a construção e o desenvolvimento do Brasil. A escolha da data de 18 de março se deveu ao fato de que, nesse dia, foi reinaugurada, após reforma, a primeira sinagoga fundada nas Américas, na Rua dos Judeus, em Recife (PE).
José Alencar vem ao Grande Templo Israelita do Rio
quarta-feira, 17 de março de 2010(Anna Ramalho / JB) – O presidente em exercício, José Alencar, vem ao Rio amanhã, como antecipado por esta coluna. Participa no Grande Templo Israelita, no Centro, da primeira comemoração do Dia Nacional da Imigração Judaica para o Brasil. A data foi criada tendo como base projeto do deputado Marcelo Itagiba (PSDB). A segurança da Presidência começou ontem a inspecionar os locais pelos quais Alencar vai passar.
(Ancelmo Gois / O Globo) – José Alencar será homenageado no Dia Nacional da Imigração Judaica, amanhã, no Grande Templo Israelita.
Em defesa do Estado do Rio de Janeiro
quarta-feira, 17 de março de 2010Indignados com a proposta de rompimento do pacto federativo, do ato jurídico perfeito e do contrato vigente que a famigerada Emenda Ibsen ameaça provocar nas finanças do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios produtores de petróleo e gás, os cidadãos fluminenses vão hoje à Candelária.
Vão protestar contra a calamitosa situação criada lá trás pelo presidente Lula – ao propor a substituição do sistema de concessão pelo de partilha – e apoiada, equivocadamente, naquele momento pelo governador Sergio Cabral.
Foi exatamente a proposta de mudança do regime vigente previsto na Constituição de 1988 que abriu brecha para a iniciativa que levou à revolta dos cidadãos do Rio de Janeiro. Sofremos uma amarga derrota no plenário da Câmara, onde 369 votavam a favor da Emenda Ibsen e somente 72 foram contra, numa violação flagrante dos direitos da minoria, a despeito da brava atuação da bancada fluminense em defesa do Rio.
De qualquer forma, hoje, na Candelária, o momento é de ação suprapartidária, acima dos pequenos interesses, em prol do Rio e com o propósito de reunir forças para promover as devidas correções de rumo. O nosso estado nunca recebeu nada de mão-beijada. Querem subtrair uma conquista.
Afinal, os pagamentos de royalties e participações especiais aos estados e municípios produtores são uma forma de compensar a não incidência do ICMS no local de origem da extração do petróleo e os gastos decorrentes das ações contra o impacto ambiental e social causado pela exploração.
A solução ideal que proponho é o estabelecimento de que a cobrança do ICMS seja feita para todos os produtos, invariavelmente, na origem. A mudança seria extremamente justa com os estados e municípios exploradores de petróleo – único produto que, excepcionalmente, tem o imposto cobrado nas regiões nas quais é distribuído. Se não for possível a solução ideal, lutemos contra a mudança do regime de concessão pelo de partilha.
Mas, de imediato, a prioridade é derrubar a emenda. Caso o Congresso Nacional não o faça, o Supremo Tribunal Federal (STF) o fará, pois é flagrante que a ela fere o artigo 20 da Constituição Federal, segundo o qual quem tem direito aos royalties são os estados e municípios em cujos territórios ocorre a extração.
Se a União está decidida a beneficiar ainda mais os estados e municípios não-produtores – que já recebem dividendos do petróleo, por meio de um fundo especial –, que o faça distribuindo o montante da parte que lhe cabe.
Temos que lutar pela manutenção do regime de concessão. Com ele, o Estado do Rio de Janeiro e os seus municípios que têm petróleo, mesmo sendo responsáveis por 85% da produção nacional e não sendo compensados de modo proporcional às riquezas que geram, receberam, de 1999 a 2008, 43% (R$ 21,8 bilhões) dos R$ 50,4 bilhões de royalties pagos naquele período de dez anos.
No mesmo período, 21% (R$ 10,7 bilhões) dos royalties foram pagos aos demais estados e municípios produtores. A União ficou com 28% (R$ 14,2 bilhões). Ao Fundo Especial, que repassa verbas para os estados e municípios não-produtores de petróleo, foram destinados 7% (R$ 3,7 bilhões).
Em relação à divisão dos pagamentos correspondentes às “participações especiais” nos lucros, o Rio e os seus municípios produtores (de 1999 a 2008) ficaram com 49% (R$ 24,4 bilhões) do montante de R$ 50,2 bilhões. A União ficou com 50% (R$ 25,1 bilhões). Os demais estados e municípios receberam 1% (R$ 0,7 bilhão).
Em resumo: mesmo recebendo aquém do que deveria, o Estado do Rio de Janeiro e seus municípios que respondem por 85% da produção nacional ficaram com 45% (R$ 46,2 bilhões) dos R$ 100,6 bilhões pagos durante uma década em royalties e participações especiais.
Ou seja, é inegociável a manutenção de um rendimento de quase R$ 5 bilhões/ano – a projeção o eleva ao patamar de R$ 7 bilhões/ano – do qual depende, vitalmente, a economia do nosso estado.
Vamos à Candelária em defesa do Rio e em protesto à emenda, cujo autor é do PMDB, mesmo partido do governador do Rio e do líder do governo na Câmara Federal que, estranhamente, momentos antes da votação, se declarou favorável à emenda, mesmo tendo, na condição de relator, apresentado parecer contrário.
Artigo de minha autoria publicado hoje no Jornal do Brasil
“Não tirem os direitos do petróleo do Rio de Janeiro”
terça-feira, 16 de março de 2010Conclamo os deputados que respeitam os direitos da minoria a estarem presentes amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, para repudiar a proposta que reduz do Estado do Rio de Janeiro e dos seus municípios produtores, principalmente os das regiões Norte e Noroeste, os royalties a que têm direito pela exploração de petróleo nos seus territórios. É uma violência que, amanhã, não se surpreendam, pode ocorrer contra os Estados aos quais os senhores pertencem.
A matéria ainda não está definida e iremos lutar neste Congresso, através da votação que se fará no Senado Federal, contra a proposta de alteração das regras vigentes. Esperamos também que o Supremo Tribunal Federal resgate o direito da minoria não ser massacrada por uma maioria que pensa que pode tirar aquilo que, por lei e por direito, pertence ao Estado do Rio de Janeiro.
A União, que tem uma parcela dos dividendos dos lucros decorrentes da exploração do petróleo no país poderia distribuí-la aos estados e municípios não-produtores, ao invés de tentar fazê-lo com as compensações pagas aos estados e municípios produzem petróleo. Convido todos os parlamentares para estarem presentes na manifestação em que o grito será “Não tirem os direitos do petróleo do Rio de Janeiro”.
Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal
Comemoração do 1º Dia Nacional da Imigração Judaica
segunda-feira, 15 de março de 2010Rastilho de pólvora
sexta-feira, 12 de março de 2010Garantir no texto da Constituição Federal salários dignos para os policiais militares, civis e bombeiros de todo o país, com a aprovação, pelo Congresso Nacional, da PEC 300, é um compromisso que todos os parlamentares deveriam ter, em respeito à população, que exige policiais bem remunerados e em condições de protegê-la, e aos profissionais incumbidos de combater a criminalidade e garantir a ordem e a paz.
Por isso, após a importantíssima aprovação da PEC 300 pelo plenário da Câmara, é inaceitável a paralisação do processo, ao não se votar os destaques apensados à proposta. A interrupção dos trabalhos frustra uma expectativa nacional de se ter uma polícia bem paga e estimulada para enfrentar os criminosos e gera indignação nas categorias que serão justamente beneficiadas.
Tamanho descaso oferece o risco de vermos, por todo o país, a repetição do que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1980. Naquele ano, em defesa de bons salários, o oficialato da PM cercou o Palácio Guanabara, sitiou o governador e cobrou respeito à classe. No dia seguinte, numa demonstração de que, mesmo numa situação de crise, a PM não ignora o princípio da disciplina, os oficiais se apresentaram no Quartel General para serem presos.
Ataque às riquezas do Rio
quinta-feira, 11 de março de 2010Não podemos nos exasperar nem perder a cabeça. É preciso fazer uma análise tranquila de tudo o que se passou. O Estado do Rio de Janeiro, hoje, perdeu algo que lhe foi concedido, em função de coisas que ocorreram durante a Assembleia Nacional Constituinte.
Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro que o ICMS do petróleo não é pago no local de origem, mas sim no local de destino. Se fosse pago no local de origem, como as demais mercadorias, não haveria nem motivo para a discussão que estamos fazendo agora, porque o Rio de Janeiro teria os recursos suficientes para continuar mantendo o Estado e os Municípios.
Por isso, é importante frisar que o que se está fazendo aqui hoje é, na verdade, um ataque às riquezas do nosso Estado, que estão sendo repartidas, de forma indevida, com outros Estados e outros municípios.
Hoje, estão fazendo isso com o Estado do Rio de Janeiro e com os seus municípios. Amanhã, os senhores, que estão fazendo assim, não se surpreendam quando lhes forem retirados os mesmos direitos que já foram assegurados a nós pela Constituição Federal e pelas leis do País. Quando lhe fizerem o mesmo, os senhores se lembrarão do que está sendo feito hoje de forma incorreta e indevida com o Estado do Rio de Janeiro.
Discurso feito no plenário da Câmara logo após a votação, nesta quarta-feira, da emenda que lesou o Estado do Rio em relação aos royalties do petróleo
O Governo do Rio e o pacto com o tráfico
quarta-feira, 10 de março de 2010Senhor Presidente,
Solicito que seja dada como lida a reportagem do jornal O Estado de São Paulo, de 8 de março, que demonstra — de forma cabal, paulatina e estruturada — o acordo feito com a criminalidade do Rio de Janeiro pelo atual Governo do Estado do Rio de Janeiro, para que as obras do PAC fossem realizadas no Complexo do Alemão.
Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal
Para ler a reportagem, clique aqui.
Em defesa do Estado do Rio de Janeiro
quarta-feira, 10 de março de 2010Venho a esta tribuna repudiar a denominada emenda Ibsen (Pinheiro), aqui apresentada. Não repudio, por certo, o seu autor, mas a proposta ali contida. E repudio porque ela faz um assalto ao Estado do Rio de Janeiro, principalmente ao norte e ao noroeste do nosso Estado, cujo petróleo explorado em suas regiões proporciona riquezas não só ao Estado do Rio de Janeiro, mas para todo o Brasil. Exatamente por isso, aqueles municípios foram agraciados, por lei, com royalties, para garantir que pudessem recompor suas estruturas em razão dos gastos que fazem. Por isso, repudio essa emenda e votarei contra ela.
Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal
Novo protesto na Lagoa contra a onda de assaltos
quarta-feira, 10 de março de 2010O programa De Olho no Rio levou ao ar, no último domingo, pela CNT, o segundo protesto do movimento “Por um Rio mais seguro” contra o aumento da criminalidade no estado que teve um crescimento de 183% no crime de roubo a transeunte, em comparação com os três primeiros anos do governo anterior.
Novo Tribunal de Contas será violação da Constituição
terça-feira, 9 de março de 2010Eu gostaria de chamar a atenção desta Casa para uma violação da Constituição que será cometida no Estado do Rio de Janeiro, com a tentativa de se criar o Tribunal de Contas dos Municípios. Existe o Tribunal de Contas do Estado, com atribuição própria, no Estado do Rio de Janeiro, que passa por alguns problemas que precisam ser sanados.
Mas não podemos concordar, nem podemos admitir que se constitua, violando a Constituição, um novo Tribunal de Contas para os Municípios. Aliás, este é um ensinamento do Professor Alexandre de Moraes, em sua obra Direito Constitucional: a Constituição recepciona aqueles que já foram constituídos, mas não admite a constituição de novos Tribunais de Contas para vários Municípios.
JB PERGUNTA
segunda-feira, 8 de março de 2010(Jornal do Brasil) - Cabe redução de maioridade penal no Brasil, que tem frágil sistema educacional?
O meu parecer apresentado na Câmara Federal favorável à redução da idade de ingresso na maioridade penal de 18 para 16 anos não é solução para a violência. O combate à criminalidade e a consequente redução da violência, que atinge gravemente não só o Rio de Janeiro mas todas as grandes metrópoles do país, dependem de um Código Penal forte e de uma Justiça efetiva. É necessária ainda a adoção de um conjunto de medidas socioeconômicas que previnam o ingresso, sobretudo dos jovens, no mundo do crime, com a oferta de educação, emprego e salários dignos. “Lugar de criança é na escola e lugar de bandido é na cadeia” é o princípio que defendo. Quanto mais investirmos em escolas, menos gastaremos em construção de presídios. Contudo, não se pode admitir que um jovem de 16 anos mate uma pessoa e fique, no máximo, três anos internado. O jovem de 16 sabe que usar uma arma para matar alguém é crime. Se ele é capaz de entender, deve, portanto, sofrer as consequências da lei, sendo responsabilizado criminalmente. A maioridade penal aos 18 anos não pode ser tratada como um dogma. Isso impede a discussão sobre novas políticas criminais.
Marcelo Itagiba, ex-secretário de Segurança Pública do Rio e deputado federal pelo PSDB
Blog Militar Legal repercute discurso na Câmara
sexta-feira, 5 de março de 2010O blog Militar Legal, o mais lido pelos policiais militares do Estado do Rio de Janeiro, disponibilizou o discurso que fiz esta semana em defesa da PEC 300, que garante um piso salarial digno para todos policiais militares, civis e bombeiros do país. Clique aqui para ler.
Deputado homenageia JB
sexta-feira, 5 de março de 2010(Jornal do Brasil) – O deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), em discurso feito na quarta-feira à tarde na tribuna da Câmara dos Deputados, saudou o novo presidente do Jornal do Brasil, Pedro Grossi, que assumiu o comando do veículo nesta semana.
– Quero fazer a defesa veemente da liberdade de expressão, da liberdade de opinião e, consequentemente, da liberdade de imprensa, que hoje mantém viva a democracia em nosso país. Por isso, parabenizo o Jornal do Brasil por designar Pedro Grossi para sua presidência. Ele é homem comprometido com o país, com a verdade, com a defesa da democracia e das liberdades. Por isso, tê-lo à frente do JB é motivo de júbilo para todo o Brasil.
Ontem, o deputado federal comentou a edição especial do JB sobre Tancredo Neves, e destacou que “não há nada mais atual do que as ideias de conciliação e construção de Tancredo Neves, que perduram no tempo, estampadas exatamente no Jornal do Brasil, o veículo de comunicação que tem tudo a ver com a História do Brasil”.
Foto: Saulo Cruz / Agência Câmara
Pedro Grossi, presidente do Jornal do Brasil
quinta-feira, 4 de março de 2010Senhor Presidente Inocêncio Oliveira,
Quero aqui fazer a defesa veemente da liberdade de expressão, da liberdade de opinião e, consequentemente, da liberdade de imprensa, que hoje mantém viva a democracia em nosso país. Por isso, parabenizo o Jornal do Brasil, nesta oportunidade, por designar Pedro Grossi para sua presidência.
Pedro Grossi, como todos nós sabemos, é um homem comprometido com o País, com a verdade, com a defesa da democracia e das liberdades. Por isso, ter Pedro Grossi à frente do Jornal do Brasil, como seu presidente, é, com certeza, motivo de júbilo para todo o Brasil. Temos a certeza de que, com ele, o Jornal do Brasil continuará sendo o veículo importante que sempre esteve à frente do seu tempo, defendendo o Brasil e as liberdades democráticas.
A democracia precisa de uma imprensa livre e independente. O Jornal do Brasil a terá, com a presença de Pedro Grossi na sua Presidência.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Presidente (Inocêncio Oliveira) – Eu faço minhas as palavras de V.Exa. Sou um grande amigo e admirador de Pedro Grossi. Realmente, é uma pessoa especial, é um grande executivo. Por certo, está de parabéns o nosso querido Jornal do Brasil.
Discurso feito na manhã de hoje no plenário da Câmara Federal
Barbárie na Cidade de Deus
quarta-feira, 3 de março de 2010Faroeste carioca
quarta-feira, 3 de março de 2010Psiquiatra defende tratamento compulsório de drogados
terça-feira, 2 de março de 2010(Correio do Brasil) – Em entrevista ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) para o programa De Olho no Rio, levado ao ar no último domingo, pela CNT, o psiquiatra Jorge Jaber, especialista no tratamento de dependência química, declarou ser favorável ao projeto de lei (nº 6.073) do parlamentar, quer promove mudanças na lei que, em 2006, instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad).
De acordo com o projeto de Marcelo Itagiba, todos os viciados em drogas que apresentarem elevado grau de dependência, a ponto de serem considerados, de acordo com laudos médicos, incapazes de tomar decisões pessoais, serão submetidos a tratamento de saúde especializado e obrigatório.
Ainda, segundo o projeto, também serão obrigados a se tratar todos aqueles que, mesmo não sendo totalmente dependentes, forem presos pela terceira vez por uso de drogas.
- Sou totalmente favorável ao projeto porque, comprovadamente, conforme demonstram dezenas de estudos realizados a respeito dessa questão, o tratamento compulsório destinado à recuperação de dependentes de droga dá mais resultados positivos do que os feitos voluntariamente, ou seja, com a concordância do paciente – afirmou Jorge Jaber.
População aprova projeto de Itagiba
Durante a entrevista, Marcelo Itagiba ressaltou que tem grande aceitação popular o seu projeto de lei, que, além do tratamento compulsório, prevê a possibilidade de o juiz poder determinar a prisão de até 30 dias para os condenados por porte de drogas que não cumprirem as penas alternativas imputadas. O Sisnad acabou com a pena de prisão para usuários e estabeleceu apenas multa e admoestação verbal (advertência) como sanções a serem aplicadas aos que não cumprirem as penas alternativas.
Enquete feita no blog Justiça e Cidadania, do jornal O Dia, em outubro do ano passado, revelou que a maioria aprova o projeto, sendo que 70,7% consideram que “os dependentes químicos ajudam a financiar o tráfico de drogas”, enquanto somente 29,3% acham que “os usuários devem receber apenas tratamento de saúde gratuito do estado”.
Na entrevista, o psiquiatra Jorge Jaber alertou para importância de o governo federal investir em campanhas publicitárias que esclareçam a população sobre os riscos oferecidos pelas drogas, principalmente o crack.
- A droga, sobretudo o crack, que está criando uma geração de perdidos, instaura o caos no âmbito familiar do dependente e o leva à morte, de forma humilhante – afirmou o psiquiatra.
Lei frágil estimula impunidade
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010Muito pior do que o desalento do policial que, rotineiramente, prende uma, duas ou três vezes o mesmo bandido, arriscando a sua vida, é o sentimento de impotência e revolta de um cidadão ao saber que o assassino do seu filho, o estuprador de sua irmã, o seqüestrador do seu sobrinho ou o assaltante que invadiu a sua casa já havia sido preso e ganhou a liberdade condicional antes de cumprir toda a pena.
O combate aos criminosos e a redução dos índices de violência, que neste momento estão elevadíssimos não somente no Rio de Janeiro, mas também em muitas das grandes metrópoles do país, exigem várias medidas. Uma delas é a adoção de uma legislação penal que seja justa, forte e efetiva.
Se já é inaceitável que as penas contra os piores crimes sejam frágeis e estimulem a impunidade, mais inadmissível ainda é constatar que perigosos bandidos encontram facilidades na lei para retornar às ruas e cometer os mesmos crimes.
Por isso, apresentei o projeto de lei nº 6285, alterando a Lei de Execução Penal e exigindo a realização de exame criminológico nos presos condenados antes que eles sejam autorizados a ingressar nos regimes semiaberto e aberto.
Hoje, eles voltam às ruas numa decisão quase que automática, sem qualquer avaliação psicológica e comportamental, depois de cumprirem o tempo mínimo necessário para deixar a cadeia e ficar em liberdade condicional. O noticiário tem mostrado casos de bandidos que saíram da prisão com a obrigação de retornar à noite e nunca mais voltaram.
Com o exame criminológico, muitos deles não teriam sido soltos, pois o juiz teria constatado que, quando presos, não apresentaram qualquer sinal de recuperação. E, no caso dos psicopatas, dificilmente poderiam ser contemplados com os benefícios da lei.
Artigo de minha autoria publicado hoje em O Dia




