Arquivo da Categoria ‘Foro privilegiado’

Denúncia privilegiada

sábado, 7 de novembro de 2009

(Por Luiz Orlando Carneiro / JB) – Na véspera do último dia 30, o decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, provocado por repórteres, reafirmou sua posição “radical” favorável à extinção do foro especial por prerrogativa de função – mais conhecido como foro privilegiado – do qual gozam, nas infrações penais comuns, o presidente da República, seus ministros, os membros do Congresso Nacional e o procurador-geral da República, para citar apenas as mais altas autoridades públicas que só podem ser processadas e julgadas pela Corte maior.

O ministro aproveitou a oportunidade para lembrar que naquela data, há 40 anos, o triunvirato militar de plantão outorgara a chamada Emenda Constitucional nº 1, com base na qual congressistas passaram a ter tal prerrogativa. Até então – desde a Carta de 1824 – os parlamentares eram processados e julgados, em se tratando de crimes comuns, pela Justiça de primeiro grau, como os demais cidadãos.

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Atividade policial e produção legislativa

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

(ADPF) – O quarto painel do IV Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal, no dia 5 de novembro, teve como tema “A atividade policial e a produção legislativa”. Participaram do debate o Deputado Federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), Delegado de Polícia Federal e Presidente da CPI das Escutas; Mauro Leite Filho, Assessor Jurídico do Deputado Federal Régis de Oliveira (PSC-SP); o Delegado de Polícia Carlos Eduardo Benito Jorge, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil); e o Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.

O Deputado Federal Marcelo Itagiba abordou o tema as funções constitucionais do Poder Legislativo de investigar e fiscalizar: as CPIs e o controle dos atos normativos. Itagiba defendeu o uso de algemas pelos policiais e ressaltou a importância do fim do foro privilegiado. “É importante que o foro privilegiado deixe de privilegiar aqueles que se desvirtuam na sua função. Não importa se é o Zé do banco ou o Zé do morro, o que importa é que todos os criminosos estejam ao nosso alcance”, afirmou.   

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Itagiba muda PEC para manter processo no STF

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

(Valor Econômico) – A proposta de emenda constitucional que acaba com o foro privilegiado foi alterada para evitar que o processo do mensalão saia do Supremo Tribunal Federal e vá para a 1ª instância da Justiça. A mudança foi feita pelo autor da PEC, deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ).

“Me disseram que a PEC beneficiaria os membros do mensalão. Então, eu fiz uma emenda ao texto original para estabelecer que o fim do foro não se aplica aos casos em tramitação na Justiça”, explicou Itagiba.

A mudança foi feita na noite de quarta-feira e obteve o apoio imediato do PSDB e do PPS. Esses partidos iriam votar contra a PEC original, mas, agora, se posicionaram a favor. O problema é que deputados do PT que apoiavam a PEC original, agora, podem se tornar contrários ao novo texto.

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Fim do foro privilegiado só valeria daqui para frente

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

(Blog do Noblat, às 15h) – Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara dos Deputados, combinou com os deputados Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) e Fernando Coruja (PPS-SC) para que apresentem emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que será votada esta noite e que acaba com o direito de autoridades só serem julgadas em segunda instância ou em instância superior.

A emenda dos dois deputados dirá que o fim do chamado foro privilegiado só valerá para processos que venham a ser abertos depois da aprovação da PEC.

Há o temor entre alguns políticos e vários juristas de que a PEC acabe beneficiando quem está sendo processado. Nesse caso, os processos poderiam ser remetidos para a primeira instância. Muitos deles acabariam por prescrever. O processo dos mensaleiros seria um deles. Se aprovada, a emenda de Itagiba e Coruja impedirá que isso ocorra.

Acabou a farra

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

(Coluna da Hildegard Angel / JB) – Promete bagunçar o coreto, ou melhor, o plenário da Câmara Federal, a votação hoje da PEC nº 130, que prevê a extinção de foro privilegiado, levando para a justiça comum todas as autoridades acusadas de crimes. Já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, a PEC foi criada pelo causídico deputado federal Marcelo Itagiba, para quem “no Brasil, todos são iguais perante a lei; menos os deputados, senadores, governadores, promotores, procuradores, juízes, desembargadores, ministros, presidentes e vice-presidentes da República”. Bravo, Itagiba! É injustificável a manutenção do foro privilegiado só para os bacanas. Programa imperdível, hoje, na TV Câmara.

Fim do foro privilegiado deve ser votado na Câmara

terça-feira, 15 de setembro de 2009

(Jornal do Brasil) – Os deputados devem votar na quarta-feira uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com o foro privilegiado nos julgamentos de autoridades. A proposta é polêmica e encontra resistência entre parlamentares que temem perder o privilégio. Os líderes de governo e oposição aceitaram analisar a matéria, mas não fecharam acordo. Pela proposta, o presidente da República, o vice-presidente, deputados federais, senadores, ministros de Estado e ministros de tribunais superiores deixam de ser julgados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). No caso de autoridades, o texto estabelece que o STF terá a atribuição de aceitar ou não a denúncia, em casos de crimes comuns e de responsabilidade. Se a PEC for aprovada, eles serão julgados pela Justiça comum.

O deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), autor da PEC, afirmou que a ideia de acabar com o foro privilegiado surgiu para acompanhar o avanço da sociedade em relação aos princípios igualdade e uma de suas funções seria combater a corrupção. “A sociedade brasileira espera ser tratada de forma igual. Não há nenhuma razão para que deputado, senador, ministros tenham privilégios na hora de serem julgados. Acredito até que o fim do foro é uma medida saneadora, tornando todas as pessoas mais acessíveis ao poder da Justiça”, disse.

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Vamos acabar com o foro privilegiado

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Todos são iguais perante a lei. Menos os deputados, senadores, governadores, promotores, procuradores, juízes, desembargadores, ministros, presidentes e vice-presidentes da República. Isso é inadmissível. Minha proposta de emenda à Constituição Federal (PEC nº 130) acaba com o foro especial para julgamento de crimes dos quais sejam acusadas autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Injustificável e inaceitável, o foro privilegiado transgride o princípio da igualdade e promove o desequilíbrio da cidadania. Não podemos mais continuar sendo, vergonhosamente, um país formado por milhões de pessoas que têm os seus direitos primordiais negados e uma minoria de “cidadãos especiais” cujos privilégios os aproximam da impunidade.

O Brasil nunca se transformará numa grande nação enquanto houver fome de comida e sede de justiça. Que futuro haverá para o país frente aos princípios que se enraizarão na cabeça de um menino pobre cujo pai, para alimentá-lo, após infrutíferas buscas por emprego e vida digna, foi preso e autuado, conforme prevê a lei, após ser flagrado furtando uma lata de leite num supermercado?

Que valores vão se arraigar na formação desse menino, se ele assistir na TV a uma reportagem sobre foro privilegiado com imagens que registram o exato momento em que um juiz, sem qualquer chance de defesa e por motivo torpe, atira mortalmente na cabeça de um desarmado vigilante de um supermercado repleto de milhares de latas de leite e sai andando impunemente?

Inúmeros exemplos de situações criminosas envolvendo autoridades dos Três Poderes poderiam ser igualmente relembrados. Somos um país em que a desigualdade vai do supermercado aos tribunais. Não é mais possível que, num país que tem fome e sede de justiça, autoridades continuem se alimentando do privilégio de responder em cortes especiais a acusações de crimes comuns.

Divisão sobre fim do privilégio

quinta-feira, 26 de março de 2009
(Correio Braziliense) – A discussão sobre a possibilidade de autoridades terem o mesmo tratamento dado pela Justiça a qualquer cidadão brasileiro voltou à tona. Mas ainda divide opiniões. A polêmica ressurgiu por causa de uma proposta de emenda à Constituição, em tramitação no Congresso Nacional, que prevê o fim do foro privilegiado. De autoria do deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), a PEC 130/2007 está pronta para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados. Atualmente, o texto constitucional diz que deputados e senadores, o presidente da República, ministros de Estado e o procurador-geral da República, entre outros, podem ser processados e julgados no Supremo Tribunal Federal (STF). E que cabe ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) traçar o futuro de governadores, desembargadores e de integrantes dos Tribunais de Contas dos estados, por exemplo.

O parlamentar quer acabar com essa diferença. Defende que processos criminais contra qualquer autoridade sejam analisados por juízes de primeira instância — a porta de entrada do Judiciário. Itagiba argumenta que a Constituição prevê igualdade para todos, independentemente do status ou cargo ocupado. “A prerrogativa de foro já se descaracterizou em sua essência mesma, estando hoje degradada à condição de inaceitável privilégio de caráter pessoal”, cita o deputado, na justificativa da PEC. “A Constituição Federal diz que todos são iguais. Ou todos são iguais ou não são. Por que tem que existir um tribunal de exceção?”, indaga.

De acordo com a proposta, cabe aos tribunais superiores decidir se mandam abrir ações penais contra as autoridades. Depois disso, compete aos magistrados de primeiro grau tocar os processos até o fim. Uma das principais queixas sobre o julgamento em tribunais superiores é a impunidade. Mais alta Corte de Justiça do país, o STF nunca condenou nenhuma autoridade. “O foro privilegiado virou sinônimo de privilégio e impunidade”, disse o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares. Para o deputado, o problema seria o despreparo para julgar processos como o gigante mensalão a tempo de evitar que os crimes prescrevam e que ninguém seja punido. “Acho que o STF não tem que cumprir esse papel”, diz Itagiba.

Tumulto

Por outro lado, a Justiça de primeira instância é apontada como a mais lenta do país de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Há quem diga que, com a medida, os processos contra autoridades poderiam acabar na vala comum e não seriam julgados em tempo hábil. Ou ainda que o excesso de recursos acabaria impedindo que os julgamentos chegassem ao fim.

Presidente do STF, o ministro Gilmar Mendes é contra o fim do direito concedido a autoridades e afirma que a proposta de Itagiba “não faz sentido”. Para ele, é preciso tomar medidas para agilizar o andamento de processos —o que, garante, já está sendo feito. “Talvez nós tenhamos mais tumulto processual”, afirma. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, também não quer acabar com o foro. Mas defende uma proposta intermediária. Na opinião dele, seria preciso, assim como na PEC em discussão no Congresso, entregar a instrução processual a juízes de instâncias inferiores. A decisão final caberia aos tribunais superiores. “Retirar o foro achando que a influência (de autoridades) vai ser menor na primeira instância é um raciocínio equivocado. A pressão existe em qualquer lugar. Esse não é um argumento convincente”, declara.

 

Foro privilegiado

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sou autor de proposta de emenda à Constituição que acaba com o foro privilegiado. Este é meu objetivo: fazer com que todos os brasileiros se tornem verdadeiramente iguais perante a lei, acabando com o privilégio de juízes, membros do Ministério Público, Governadores, Prefeitos, Ministros de Estado, Parlamentares. Ocorre que a proposição sofreu modificação considerável na Comissão Especial e alguns pretendem pautá-la para ser votada nesta Casa.

Sr. Presidente, não apresentei uma proposta para beneficiar aqueles que estão submetidos a processo no Supremo Tribunal Federal. Quero que ela se dê no futuro, mas que não alcance o passado. Não se trata de benefício para aqueles que hoje estão submetidos ao grau de jurisdição do Supremo Tribunal Federal. Não quero que se torne uma carta de alforria para aqueles que devem e têm de responder pelos seus atos.

Peço encarecidamente ao Plenário que esta proposta de minha autoria não seja votada este ano, a fim de que a justiça seja feita pelo foro próprio àqueles que já se encontram respondendo a processo perante o Supremo Tribunal Federal. Esgotada essa fase, vamos sim recomeçar os fatos, fazendo com que todos os brasileiros se tornem iguais perante a lei.

Por isso peço que não seja colocada em pauta e sequer seja votada essa PEC de minha autoria, para que não sirva de carta de alforria para aqueles que respondem a processo perante a Suprema Corte.

Muito obrigado.

Pronunciamento feito na tribuna do plenário no dia 2 de dezembro de 2008

Foro especial perde força

quinta-feira, 12 de junho de 2008

(Correio Braziliense) – Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou ontem proposta de emenda constitucional (PEC) que restringe o foro privilegiado de autoridades do Poder Executivo — entre elas o presidente da República — e parlamentares. Segundo o projeto, o Supremo Tribunal Federal (STF), hoje encarregado pela aceitação e julgamento dos detentores da prerrogativa, passará apenas a aceitar ou não a denúncia, transferindo aos juízes de primeiro grau a missão de processá-los e julgá-los.

Os deputados que compõem a comissão aprovaram por unanimidade o substitutivo do relator Régis de Oliveira (PSC-SP), indicado para analisar duas PECs que propunham o fim do foro privilegiado — de autoria de Marcelo Itagiba (PMDB) e José Fernando Aparecido de Oliveira (PV), ambos do Rio de Janeiro. A matéria, que já havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), segue agora para o plenário, onde precisará dos votos de 308 dos 513 deputados para ser aprovada.

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Comissão da Câmara aprova fim do foro privilegiado

quarta-feira, 11 de junho de 2008

(G1 – às 16h50) – A Comissão Especial sobre o Fim do Foro Privilegiado aprovou nesta quarta-feira (11) o fim do foro privilegiado para autoridades nos crimes comuns, ou seja, aqueles que não se referem a casos de improbidade administrativa, segundo informações da Agência Câmara. O substitutivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 130/07, de autoria do deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), segue agora para votação em dois turnos nos plenários da Câmara e do Senado.

A proposta fará com que todas as autoridades respondam a crimes comuns na Justiça de 1º grau. Atualmente, prefeitos são julgados pelo Tribunal de Justiça e governadores são julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Deputados federais, senadores e ministros no Supremo Tribunal Federal (STF).

No entanto, de acordo com a Câmara, as denúncias contra titulares dos cargos serão recebidas primeiro pelo tribunal competente e, em seguida, remetidas à Justiça do estado de origem da autoridade.

Os vira-toga

domingo, 1 de junho de 2008

(Informe JB) – Na audiência pública da comissão especial da Câmara que trata da PEC do Foro Privilegiado, o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Mozart Valadares, manifestou resistência ao fim do foro. Foi endossado pelo presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, José Carlos Consenzo. O autor da PEC, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), ficou constrangido. O antecessor de Valadares, Rodrigo Collaço, apoiava o projeto. Impunes do Legislativo, Executivo e Judiciário, tremei. A PEC passou na frente de 60 projetos, para a criação da comissão, e será prioridade assim que baixar no plenário, já disse o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.

Câmara instala comissão para analisar fim do foro privilegiado

quarta-feira, 7 de maio de 2008

(O Globo Online – às 17h26) – Foi instalada nesta quarta-feira na Câmara Federal a comissão especial que analisará a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue do texto constitucional todos os artigos que garantem a prerrogativa de foro privilegiado para o julgamento de crimes praticados por autoridades, incluindo parlamentares, prefeitos, juízes, desembargadores, ministros e o presidente da República. A PEC de autoria do deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Leia a matéria completa clicando aqui.

Paulo Paim diz que é preciso “fulminar” o foro privilegiado

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento na tribuna do plenário do Senado Federal, defendeu mudanças drásticas no instituto do foro privilegiado, por meio do qual detentores de mandatos eletivos e outras autoridades são julgados em tribunais específicos. Na opinião do parlamentar, tal sistema facilita a impunidade, o que pode ser provado pela instalação de inúmeras CPIs para investigar desvios de recursos públicos. “É preciso acabar com os privilégios constitucionais e a proteção dada aos mandatos”, afirmou o senador.

A manifestação do senador está disponibilizada, na íntegra, no site do Senado (clique aqui).

Contra a impunidade

quinta-feira, 10 de abril de 2008

(Coluna da Hildegard Angel – Jornal do Brasil) – SuperItagiba contra a impunidade. Em apenas um ano de sua luta incessante como deputado federal, Marcelo Itagiba, deputado de primeira viagem, conseguiu fechar sua trilogia pelo fim dos privilégios no país. Após conseguir aprovar na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal suas propostas pelo fim do foro privilegiado e para que a escolaridade do réu seja considerada pelo juiz na fixação da pena-base, Itagiba apresentou o Projeto de Lei nº 3.119, que acaba com o regime de prisão especial.

O fim da prisão especial?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

(Radar online – Lauro Jardim – às 13h53) – O deputado Marcelo Itagiba deu entrada na Câmara dos Deputados com um projeto de lei que vai dar o que falar – embora, com poucas chances de passar em plenário. O projeto acaba com a prisão especial, que vigora desde 1941 no Brasil. Desde então, todos os que possuem curso superior têm direito a cela especial. Assim como, governadores, deputados, jornalistas, professores do ensino médio, funcionários das polícias civis dos estados e segue num etcetera que ocuparia muitas e muitas linhas. O projeto agotra será analisado pela Comisão de Constituição e Justiça da Câmara. A mesma CCJ que há duas semanas decidiu botar em votação outro projeto de Itagiba no mesmo sentido: o que acaba com o foro especial para as autoridades – ou seja, se o projeto de Itagiba for aprovado os políticos poderiam voltar a ser julgados por juízes de primeira instância. Na Câmara o consenso é de que os dois projetos não chegarão ao plenário.

Os mais iguais

segunda-feira, 31 de março de 2008

O Globo publica em sua edição de hoje artigo de minha autoria sobre a proposta que elaborei e foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados pelo fim do foro privilegiado. 

Todos são iguais perante a lei. Menos os deputados, senadores, governadores, promotores, procuradores, juízes, desembargadores, ministros, presidentes e vice-presidentes da República. Minha proposta de emenda à Constituição Federal (PEC nº 130), elaborada com base nos preceitos também defendidos pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em seu seminário “Juízes contra a corrupção” e aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, se destina a acabar com o foro especial para julgamento de crimes dos quais sejam acusadas autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

É injustificável a manutenção da prerrogativa do chamado foro privilegiado nos ilícitos penais, em favor de quem quer que seja, perante o Supremo Tribunal Federal ou quaisquer outras cortes. Tal prerrogativa está degradada à condição de um inaceitável privilégio que transgride o princípio da igualdade e promove o desequilíbrio da cidadania, com enormes danos, próximos ao irreversível, à crença num país justo.

A despeito da decisão histórica do STF, que tornou réus os 40 acusados de operar o “mensalão”, enfrenta-se agora na mais alta corte do país, que recebe cerca de 100 mil ações por ano, uma corrida contra o tempo para que os graves crimes a eles atribuídos pela Procuradoria-Geral da República, como formação de quadrilha e corrupção passiva e ativa, não prescrevam.

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Extinção do foro privilegiado para políticos

sexta-feira, 21 de março de 2008

(A Voz da Serra) – A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ), em Brasília, iniciou esta semana a discussão para acabar com o foro privilegiado de autoridades dos três poderes. Por unanimidade, a CCJ aprovou a emenda que pode colocar fim aos privilégios de prefeitos, governadores, ministros, presidente da República e dos próprios deputados. A proposta ainda será votada duas vezes no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado Federal. Caso se torne lei, autoridades serão julgadas como qualquer cidadão brasileiro, respondendo a eventuais acusações na primeira instância da justiça. O fim do foro privilegiado é de autoria do deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB/RJ).

CCJ da Câmara aprova o fim do foro privilegiado

quarta-feira, 19 de março de 2008

(O Globo) – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deu ontem o primeiro passo em direção ao fim do foro privilegiado para autoridades dos três poderes. Por unanimidade, os deputados da comissão aprovaram a emenda que acaba com o privilégio dos próprios parlamentares, do presidente da República, de ministros de Estado e de tribunais superiores, juízes, governadores, prefeitos, procuradores, entre outras autoridades. A proposta ainda terá que ser aprovada em uma comissão especial e no plenário da Câmara em dois turnos, além do Senado. Segundo o autor da emenda, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), se aprovada a proposta, as autoridades serão julgadas como qualquer outro cidadão brasileiro, na primeira instância da Justiça. A CCJ também aprovou outra emenda que estabelece um limite mínimo de repasses federais para a segurança.

Fim do privilégio às autoridades

quarta-feira, 19 de março de 2008

(Diário Catarinense) – A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou ontem duas propostas que foram incluídas no pacote de combate à impunidade. Uma delas extingue o direito a foro privilegiado para autoridades dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e a outra sugere que quanto mais elevado o grau de escolaridade do réu, mais rigorosa deve ser a punição imputada a ele.

Tanto a PEC (proposta de emenda constitucional) que sugere o fim do foro privilegiado como também o projeto de lei que estabelece a avaliação do grau de escolaridade na pena do réu devem ser submetidos a mais uma fase de análises na Câmara. Ambas serão apreciadas por outras comissões e só depois remetidas ao plenário.

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