Arquivo da Categoria ‘Polícia e Cidadania’

Das pequenas infrações aos crimes hediondos

sábado, 9 de setembro de 2006

Quando a polícia é chamada para entrar em ação, já foram transpostos todos os obstáculos existentes no longo caminho que se percorre até se chegar à violação da lei. À polícia cabe, por dever constitucional, conter o avanço daqueles que numa escalada gradual e progressiva não tiveram os seus ímpetos freados pela família, a escola, a igreja e demais instituições tradicionalmente inseridas nos projetos de construção das chamadas civilizações. Por isso, além da prisão perpétua para os crimes verdadeiramente hediondos, por meio de um Código Penal enxuto, com poucos artigos e penas duras, defendo que se criem estágios anteriores de repressão aos pequenos delitos. Os moradores das grandes cidades do Brasil não suportam mais conviver com o desrespeito a regras básicas de convivência, com pessoas urinando em via pública, pixando muros e telefones públicos, ouvindo música em volume máximo após a chamada lei do silêncio, etc. Quero propor no Congresso Nacional punição imediata para as pequenas infrações. Flagrado urinando na rua, o infrator seria levado imediatamente à presença de um juiz que aplicaria um dos três tipos de pena: multa, prestação de serviços comunitários ou prisão por 24 horas. A desordem urbana não se dá somente com assaltos e outros crimes, mas também em decorrência das pequenas infrações.

A violência está em todas as regiões do país

domingo, 3 de setembro de 2006

As opiniões reunidas no caderno especial publicado hoje no Globo, a respeito do conjunto de medidas que devem ser tomadas para que a criminalidade nacional seja efetivamente combatida, confirmam o que venho falando exaustivamente nos últimos anos. As medidas não podem ser isoladas. O problema da criminalidade, que se alastra por todo o país, exige, em primeiro lugar, que a segurança pública se torne prioridade nacional. Para isso, precisamos de um Ministério da Segurança Pública e, também, que a Constituição Federal estabeleça um percentutal obrigatório de investimentos na área de segurança, como já existe para a saúde e a educação.

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Quem compra peças de carros roubadas estimula o crime?

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

No meu último comentário, tratei da questão do papel de financiadores do tráfico que, admitido ou não, é exercido pelos usuários de drogas, que dão o suporte financeiro necessário para que os criminosos comprem armas de guerra que oferecem riscos a todos.

Ontem, o “Fantástico” exibiu mais uma grande operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, a DRFA, que vem realizando um sério trabalho no combate a essas duas modalidades de crime no Rio de Janeiro. Após um minucioso trabalho de inteligência, aliás uma exemplar característica das equipes da DRFA, os policiais cercaram e desarticularam, na zona oeste do Rio, uma “feira” de vendas de peças de veículos de procedência não comprovada, ou seja, provavelmente fruto dos crimes de roubos e veículos. As imagens levadas ao ar mostravam as pessoas comprando peças como quem vai à feira comprar frutas e legumes, como se não houvesse nada demais nisso. Isso é inadmissível!! É um estímulo ao crime!!

Imagine, você, como se sentiu, ao assistir à reportagem, uma pessoa que sofreu a violência praticada por um ladrão de carros que levou o seu patrimônio? E a reação de quem teve um parente ferido ou morto por um ladrão de carros, capaz de extirpar uma vida, para se apoderar do bem material?

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O consumo de drogas e sua relação com a violência

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

É ingenuidade acreditar que o consumo drogas não contribui para a violência praticada pelos traficantes. Uma violência que, em princípio, visa à morte dos criminosos rivais com os quais disputam o controle dos pontos de venda; que também é praticada contra os policiais que lutam pela defesa da sociedade; e, por fim e muito pior, vitima inocentes que moram nas comunidades mais pobres e são atingidos por disparos feitos por facínoras em confronto. É com o dinheiro deixado nas bocas-de-fumo pelos usuários que os traficantes de drogas se capitalizam para reabastecer os seus pontos de venda de drogas e comprar armas de guerra contrabandeadas. Com essas armas, eles expõem a riscos as populações das principais metrópoles do país, onde o tráfico e o consumo de drogas são mais intensos. 

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