<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marcelo Itagiba &#187; Pronunciamentos</title>
	<atom:link href="http://www.marceloitagiba.com/category/pronunciamentos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.marceloitagiba.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 29 Jan 2012 11:39:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Hipocrisia e cinismo</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/21/hipocrisia-e-cinismo/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/21/hipocrisia-e-cinismo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 01:21:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3377</guid>
		<description><![CDATA[A palavra hipocrisia tem sido muito utilizada no meu estado pelo Governador, que chama de hipócritas aqueles que condenam o uso das drogas, por ser ele a favor da liberação das drogas. Ele chama de hipócritas aqueles que são contra &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/12/21/hipocrisia-e-cinismo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra hipocrisia tem sido muito utilizada no meu estado pelo Governador, que chama de hipócritas aqueles que condenam o uso das drogas, por ser ele a favor da liberação das drogas.</p>
<p>Ele chama de hipócritas aqueles que são contra o aborto, por ser ele favorável ao aborto, ou seja, ao homicídio do nascituro.</p>
<p>Ele chama de hipócritas aqueles que são contra a legalização da contravenção, quando, na verdade, a hipocrisia é muito pior quando acobertada por uma dose de cinismo do Governador do Estado do Rio de Janeiro, porque sabemos que por trás das milícias e do crime organizado está a contravenção que ele pretende legalizar.</p>
<p>Sabemos que a vida é o bem maior. Por isso, não podemos concordar com o aborto.</p>
<p>Na questão das drogas, se as estamos combatendo, como podemos fazer um discurso de liberação dessas substâncias entorpecentes que aniquilam a nossa juventude?</p>
<p>Então, acho que a palavra correta para ser utilizada no Rio de Janeiro não é hipocrisia, mas sim cinismo, pois é um cínico quem defende a tese de liberação das drogas, da contravenção e da morte do nascituro.</p>
<p><em>*Discurso feito hoje no plenário da Câmara</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/21/hipocrisia-e-cinismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Combati o bom combate</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/21/combati-o-bom-combate/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/21/combati-o-bom-combate/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 19:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3370</guid>
		<description><![CDATA[Entrei para esta Casa como deputado federal eleito com 70.057 votos, após uma carreira de quase 30 anos no Departamento de Polícia Federal, onde tive a oportunidade de trabalhar nas cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e de &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/12/21/combati-o-bom-combate/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrei para esta Casa como deputado federal eleito com 70.057 votos, após uma carreira de quase 30 anos no Departamento de Polícia Federal, onde tive a oportunidade de trabalhar nas cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Brasília.</p>
<p>Sempre atuando contra o crime organizado e contra o tráfico de drogas, dirigi a Inteligência do Departamento de Polícia Federal para todo o país durante quase três anos e estive à frente da Superintendência da Polícia Federal no meu Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Posteriormente, fui Secretário de Segurança Pública do Rio e promovi uma série de ações para colocar o crime organizado, tanto o tráfico de drogas quanto as milícias, no seu devido lugar, ou seja, acuado pelo Estado.</p>
<p>Realizei as operações Asfixia, Pressão Máxima e Inteligência, Massa e Força, levando as polícias do Rio a bater todos os recordes, até hoje não superados, de apreensão de armas e prisão de criminosos. Com a inteligência bem empregada, retiramos de circulação as chamadas 80 lideranças do tráfico de drogas.</p>
<p>Na minha gestão como secretário de Segurança do Rio, as estruturas de trabalho das polícias foram modernizadas, com a compra, então inédita, de armamentos modernos, coletes à prova de balas, veículos blindados, lanchas, helicópteros, novas delegacias e batalhões da PM, além de um aumento real de 17% para todos os policiais e bombeiros, inclusive os aposentados.</p>
<p>Após lutar por quase 30 anos contra os criminosos e ver muitos deles voltarem às ruas, após terem sido presos em investigações que, em alguns casos, levaram até alguns anos, decidi tentar me tornar deputado federal, para ajudar na produção de leis mais rigorosas contra os criminosos.</p>
<p>Com 70.057 votos cheguei a esta Casa e nos quatro anos do meu mandato, defendi o Estado do Rio de Janeiro, lutei por medidas voltadas para o crescimento econômico do Brasil e dignifiquei a atividade parlamentar.</p>
<p><span id="more-3370"></span></p>
<p>Aqui nesta Casa, discuti os grandes temas de interesse da sociedade brasileira, votei contra a prorrogação da CPMF e a favor do Ficha-Limpa, presidi a Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas e apresentei propostas destinadas a manter os criminosos mais tempo na cadeia.</p>
<p>A CPI das Escutas Telefônicas, em seus catorze meses de funcionamento, deu uma contribuição histórica ao Brasil, ao revelar à sociedade as obscuras irregularidades, ilegalidades e crimes que estavam sendo cometidos dentro da chamada caixa-preta dos grampos.</p>
<p>A CPI chamou a atenção da nação para os riscos que estavam sendo oferecidos contra os direitos individuais garantidos pela nossa Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros.</p>
<p>Além disso, as autoridades competentes, diante da gravidade dos fatos trazidos à luz pela CPI, começaram a tomar as devidas providências para combater o que passou a ficar conhecido como Grampolândia. Prova disso é que, após a CPI, houve uma redução significativa do volume de interceptações telefônicas, cuja aplicação indiscriminada estava banalizando um instrumento de fundamental importância de combate ao crime organizado e ao crime de colarinho branco.</p>
<p>Em meu mandato, busquei a igualdade entre todos. Propus por meio de uma PEC o fim do foro privilegiado, para que todas as autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, sem exceção, sejam julgadas pelos mesmos juízes de primeira instância aos quais todos os cidadãos brasileiros são submetidos.</p>
<p>Propugnei também pelo fim da prisão especial. Nada justifica prisão especial para aqueles que são detentores de cargo ou diploma.</p>
<p>Apresentei proposta para que aqueles que têm mais instrução, por possuírem mais discernimento, recebam penas superiores às daqueles que tiveram menos chance de estudar. Aquele que tem mais escolaridade tem mais juízo e sabe mais. Portanto, deve arcar com as consequências mais pesadas. Essa é uma forma também de se fazer a igualdade.</p>
<p>Outras iniciativas legislativas que julgo importantes tramitam nesta casa, como a PEC pela qual proponho a reestruturação do sistema repressivo penal brasileiro. Sugiro atribuição específica às guardas municipais, para que elas saibam qual é a sua atividade e tenham seu trabalho exercido em defesa da sociedade.</p>
<p>As guardas municipais ficariam responsáveis por cuidar dos atos chamados antissociais, levando os infratores imediatamente à presença de um juiz, para uma rápida punição com duas possibilidades de pena: serviços à comunidade ou até mesmo uma multa pecuniária.</p>
<p>A reestruturação do sistema repressivo-penal implicaria, ainda, um Código Penal enxuto, com somente o que é verdadeiramente violência: a violência praticada contra os cofres públicos, pelos corruptos do Estado; a violência praticada contra as pessoas; a violência do crime do colarinho branco, que muitas vezes não tira sangue, mas sangra toda uma população com esquemas de propinas, de corrupção e de manipulação dos mercados.</p>
<p>Nessa reestruturação, a investigações dos crimes realmente graves continuarão a cargo das Polícias Civis e da Polícia Federal, naquilo que for da sua competência.</p>
<p>Neste momento em que se finda o meu mandato, não poderia deixar de citar também a minha luta para que este Governo não retire aquilo que foi concedido ao Estado do Rio de Janeiro e aos Municípios produtores de petróleo. Inclusive, impetrei um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para impedir o saque dos cofres públicos do meu estado e dos demais estados produtores.</p>
<p>Tomei essa medida porque o projeto de lei voltado para a transformação do sistema de concessão para o de partilha não poderia sequer ter tramitado nesta Casa, pois tinha como base o Fundo de Participação dos Estados, considerado inconstitucional pelo STF.</p>
<p>Aqui nesta casa lutei, incansavelmente, pela aprovação da PEC 300. O texto aprovado acabou não sendo aquele que nós idealizamos como necessário, a fim de dar dignidade aos policiais militares, aos bombeiros e também aos policiais civis, que, aliás, foram por mim incluídos na Comissão Especial para que também tivessem seu piso reconhecido.</p>
<p>De qualquer forma, mesmo não tendo sido o texto ideal, conseguimos aprovar, em primeiro turno, o projeto em defesa daqueles que dão o seu sangue no dia a dia, em defesa de cada um de nós que vivemos neste País.</p>
<p>Mas o Governo do PT impediu que votássemos em segundo turno a PEC 300, numa demonstração clara do seu desinteresse pela melhoria do sistema de segurança pública do país e pelo reconhecimento dos profissionais que arriscam as suas vidas para proteger a sociedade brasileira.</p>
<p>Quero falar, ainda, sobre uma questão que me parece também fundamental: o Ficha-limpa. No ano passado, propus um projeto de lei, em que, a partir da condenação de primeiro grau, o indivíduo não poderia voltar à vida pública.</p>
<p>Durante quase 30 anos exerci o cargo de delegado, mas, quando ingressei, por concurso público, nos quadros do Departamento de Polícia Federal, fui obrigado a apresentar todas as certidões negativas para poder exercer minha atividade.</p>
<p>Não entendo porque aqueles que pretendem representar o povo brasileiro não têm a obrigatoriedade de ter a sua ficha limpa. É por isso que apresentei um projeto nesse sentido, mais duro do que esse que foi aprovado.</p>
<p>Entendo que ficha limpa é uma necessidade fundamental. Não há procurador, não há representante que possa representar quando não traz em si as condições para fazê-lo, e as primeiras condições devem ser aquelas de caráter ético e moral.</p>
<p>Foram muitas as iniciativas legislativas que tomei neste meu mandato, das quais duas foram transformadas em lei: o Dia Nacional da Imigração Judaica e o reconhecimento da Feira Nordestina de São Cristóvão como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.</p>
<p>Gostaria de citar mais algumas iniciativas importantes, dentre muitas, como: enquadramento no crime de racismo de todos aqueles que pregarem a negação do Holocausto e outros Crimes contra a Humanidade, com a finalidade de promover e propagar o racismo; redução da idade de ingresso na maioridade penal;  tipificação do crime de sequestro-relâmpago no Código Penal;  unificação das polícias estaduais; ao emprego de algemas em todos os presos, sem quaisquer privilégios para os que detêm maior poder econômico; obrigatoriedade do exame criminológico no preso ao ingressar no sistema e no momento em que pleitear a progressão de regime; tipificação como crime hediondo para o porte de arma de uso restrito; vedação do efeito suspensivo aos recursos extraordinário e especial; o início do cumprimento da pena a partir da confirmação da sentença pela segunda instância; e alteração na lei que instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, para que haja a previsão de pena de prisão para quem não cumprir a pena alternativa.</p>
<p>E, também, o projeto de lei que regulamenta a profissão de taxista e acaba com a figura do explorado diarista; o que garante o registro de legitimação de posse para que as pessoas que moram em áreas de risco sejam devidamente indenizadas em caso de remoção e tenham prioridade nos projetos governamentais de habitação; a defesa da reintegração dos 12 mil soldados especialistas demitidos da Aeronáutica; a garantia de salários dignos para os militares de todas as patentes das três Forças Armadas; a isenção do imposto de renda para militares inativos e pensionistas; a isenção de tarifa de pedágio os veículos automotores de duas rodas; a regulamentação profissional das artes marciais e o reconhecimento da SAARA, área de comércio popular do Rio de Janeiro, e do Jiu Jitsu como Patrimônios Culturais Imateriais do Brasil.</p>
<p>Esse foi um resumo do trabalho que desenvolvi em meu mandato como deputado federal.</p>
<p>Deixo esta Casa consciente de que muito aprendi no debate travado com os meus pares na defesa de ideias e ideais. Muito aprendi com a discussão de teses, algumas vitoriosas, outras não. Mas, em momento algum, deixei de combater o bom combate e guardei a fé.</p>
<p><em>*Discurso dado como lido hoje no plenário da Câmara Federal</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/21/combati-o-bom-combate/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bingos a céu aberto no Rio</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/15/bingos-a-ceu-aberto-no-rio/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/15/bingos-a-ceu-aberto-no-rio/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 21:28:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3355</guid>
		<description><![CDATA[Esta Casa deu ontem uma resposta à população brasileira: afastou qualquer possibilidade de retorno dos bingos que já estiveram incluídos na Lei Zico, na Lei Pelé e que serviram apenas de instrumento para institucionalizar a corrupção das federações. Hoje leio &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/12/15/bingos-a-ceu-aberto-no-rio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta Casa deu ontem uma resposta à população brasileira: afastou qualquer possibilidade de retorno dos bingos que já estiveram incluídos na Lei Zico, na Lei Pelé e que serviram apenas de instrumento para institucionalizar a corrupção das federações.</p>
<p>Hoje leio a respeito da redução dos investimentos na área de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro e fico muito preocupado.</p>
<p>Chamo a atenção dos Senhores Parlamentares para a necessidade de se investir mais em segurança pública, não menos, e de informar ao Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro que esta Casa enterrou definitivamente os bingos, para que ele determine às suas polícias que façam o devido combate e acabe com o conluio existente entre o Governo e os bingos que estão funcionando a céu aberto na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p><span id="more-3355"></span></p>
<p>Esses bingos só estão sendo combatidos pelo Departamento de Polícia Federal, por meio de várias ações, que inclusive estão levando à cadeia vários contraventores, alguns deles pertencentes à força policial. Isto já aconteceu no passado. Eu mesmo já tive de tomar as medidas necessárias, no âmbito da Polícia Federal, para retirar da ativa os maus policiais, que estavam tentando explorar esse tipo de atividade criminosa no Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>É importante que tenhamos em mente que o combate ao crime e à corrupção tem de ser permanente. Não adianta sermos imediatistas.</p>
<p>Como sabemos, durante três anos, foram realizadas obras do PAC no Complexo do Alemão e na Rocinha. Se os bandidos lá estavam e dominavam o território, como o Estado realizou essas obras sem dialogar com eles e sem empregar pessoas vinculadas à estrutura criminosa? E por que a cidade do Rio de Janeiro virou epicentro do terror durante praticamente duas semanas? O que levou a isso? Não me venham dizer que foram as UPPs, porque não foram. É preciso ir a fundo para verificar se não estavam sendo praticadas extorsões contra familiares desses famigerados bandidos que se encontram dentro do sistema carcerário federal.</p>
<p>Portanto, é importante investir, sim, e cada vez mais, para que os policiais sejam bem remunerados. E é importante que o Governador, ao invés de mandar emissários a Brasília para impedir a votação da PEC 300, venha ele próprio, mas para pedir que seja votada a PEC 300. Desta forma, os policiais poderão efetivamente receber o que é justo, o que é correto.</p>
<p>Nesse sentido, apelo a todos para que estejamos juntos nessa luta por mais segurança pública para o Estado do Rio de Janeiro e a sua população. Mas a forma de fazer isso é aumentando os investimentos, ampliando o sistema carcerário, concluindo as obras das delegacias legais e, no mínimo, dobrando os efetivos das Polícias Militar e Civil, a fim de que tenham pessoal suficiente para tomar posse de todas as comunidades que precisam ser ocupadas.</p>
<p>Estou vendo que o Governo Federal segue o plano que a ele encaminhei há mais de quatro anos, o Plano 01, de 2005, que preconizava todas essas salutares ações que, agora, estão sendo realizadas e não feitas à época, quando estive à frente da Secretaria de Segurança Pública.</p>
<p><em>*Discurso feito hoje no plenário da Câmara</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/15/bingos-a-ceu-aberto-no-rio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Leis Zico e Pelé viraram antro de corrupção</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/14/leis-zico-e-pele-viraram-antro-de-corrupcao/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/14/leis-zico-e-pele-viraram-antro-de-corrupcao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 23:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3342</guid>
		<description><![CDATA[Venho com muita tranquilidade dizer que a questão do bingo já não deu certo no passado, continuará não dando certo no presente e não dará certo no futuro. Todos se esquecem de que já foi instrumento de corrupção das federações &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/12/14/leis-zico-e-pele-viraram-antro-de-corrupcao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Venho com muita tranquilidade dizer que a questão do bingo já não deu certo no passado, continuará não dando certo no presente e não dará certo no futuro. Todos se esquecem de que já foi instrumento de corrupção das federações esportivas. Todos se esquecem da Lei Zico e no que resultou a Lei Zico. Posteriormente, com os mesmos argumentos hoje aqui apresentados, votou-se a Lei Pelé e todo mundo viu no que se transformou a Lei Pelé: mais um antro de corrupção.</p>
<p><span id="more-3342"></span></p>
<p>E aqui nós falamos de corrupção com muita tranquilidade, sabe por quê? Porque isso está comprovado até por uma CPI desta Casa da qual muitos parlamentares aqui presentes participaram, constataram e verificaram. E isso praticamente atingiu inclusive o gabinete próximo do Presidente da República. Todo mundo se esqueceu do Waldomiro Diniz, das ligações dele com um determinado contraventor.</p>
<p>O que nós estamos observando é mais do mesmo. Quando se fala que é muito bom, porque vai aumentar o controle, verificamos que esse controle não existe. Os próprios órgãos de controle dizem que não há como fazer esse controle proposto. Então, se não há como realizar esse controle, não há como fazer a aprovação desse tipo de jogo.</p>
<p>Por isso, tem que ficar claro: houve ou não houve corrupção durante o processo da Lei Zico? Respondam os senhores. Houve ou não houve corrupção durante a Lei Pelé? Houve, isso ficou claro. As Federações foram dominadas por quem? Pelos mesmos, por aqueles que exploram essa atividade criminosa. E essa norma se destina única e exclusivamente a eles.</p>
<p>Eu sei que a maioria aqui vai votar porque acredita que o jogo é bom para os seus filhos, para as suas mulheres, para as suas mães. Mas têm outros que vão votar não porque entendem que isso é bom para as suas famílias, mas porque talvez isso seja bom para as suas famílias de uma outra maneira.</p>
<p>É por isso que eu tenho uma emenda. Quero ver e desafio os senhores a votarem a minha emenda, para que esse jogo seja explorado exclusivamente pela Caixa Econômica Federal, sem possibilidade de delegação e não vá para a mão desse capital de 200 mil reais, em que qualquer um desses contraventores monta uma empresa, como já fez no passado, e vai explorar essa jogatina.</p>
<p>Essa é a proposta que faço aos Senhores. Querem aprovar? Estão de peito aberto para essa aprovação que não tem corrupção, que não tem lobby, que não tem nada disso, como os Senhores estão cansados de dizer?</p>
<p>Então, vamos aprová-la dessa forma, fazendo com que a Caixa Econômica Federal, que é quem de uma maneira geral explora o jogo no Brasil, explore com exclusividade o bingo, sem poder delegar.<br />
Desafio os Senhores a votarem desta maneira para que isso não vá para a mão da contravenção, para que isso não vá para a mão dos criminosos. É uma proposta que me parece correta. Votem e tenham a coragem de dizer que não estão votando para o bingo, estão votando também pelas máquinas caça-níqueis que estão colocadas em todos os lugares.Tenham a coragem de assumir isso aqui.<br />
Vamos aos votos. Espero que os Senhores sejam derrotados.</p>
<p><em>*Discurso feito hoje no plenário da Câmara</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/14/leis-zico-e-pele-viraram-antro-de-corrupcao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bingos somente sob o controle da CEF</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/14/bingos-somente-sob-o-controle-da-cef/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/14/bingos-somente-sob-o-controle-da-cef/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 20:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3338</guid>
		<description><![CDATA[Ficou claro agora na Comissão de Constituição e Justiça que o Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Governo do PT, não deseja e não quer que os policiais do Brasil sejam correta e devidamente remunerados. Acabei de &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/12/14/bingos-somente-sob-o-controle-da-cef/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ficou claro agora na Comissão de Constituição e Justiça que o Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Governo do PT, não deseja e não quer que os policiais do Brasil sejam correta e devidamente remunerados.</p>
<p>Acabei de relatar a PEC do Deputado Neilton Mulim, que justamente cria condições para que exista na Constituição Federal um número que seja destinado à segurança pública, como já se faz com a saúde e com a educação.</p>
<p>E quem pediu vista, minhas senhoras e meus senhores? O PT. Depois de pedir vista, o que fez? Apresentou um requerimento de retirada de pauta, quando não há nenhuma violação de cláusula pétrea nessa PEC apresentada pelo Deputado Neilton Mulim.</p>
<p>Por isso, quero deixar claro ao País que o Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Governo do Partido dos Trabalhadores, não quer que os policiais do Brasil sejam correta e devidamente remunerados.</p>
<p>Os policiais militares, os policiais civis, os bombeiros militares não terão seus salários aumentados. Porque agora, quando já estávamos prontos para aprovar a PEC 300 e a PEC do Deputado Neilton Mulim, que estabelece quem são os servidores de segurança pública, bem como um percentual inscrito na Constituição para ser investido na segurança pública, somos impedidos de votar pela Liderança do Partido dos Trabalhadores, por recomendação do próprio Governo.</p>
<p>Aqui, vejo os companheiros da Polícia Ferroviária Federal para os quais tomei a iniciativa que deverá ser encaminhada a esta Casa, reconhecendo a eles o direito de serem, como está na Constituição, policiais ferroviários federais, até porque recebem dos cofres da União. Da mesma forma, temos que regulamentar a questão dos delegados de polícia e reconhecer a atividade de polícia penitenciária.</p>
<p>Contudo, o que vejo nesta Casa é a vergonha de ter querer votar a legalização dos bingos. Ver que parte desta Casa deseja, no apagar das luzes, como uma medida de urgência, aprovar a ilegalidade do jogo de azar neste País, a partir de um projeto que tinha por objetivo criminalizar a atividade. E aqui se fazem mágicas, Presidente Inocêncio, transformando aquilo que pretendiam criminalizar em algo que permite o seu funcionamento.</p>
<p>Por isso, espero que, caso isso venha a ser aprovado, mas acredito que não será, que eles coloquem em votação e aprovem a minha Emenda nº 12, que estabelece que, de forma indelegável e exclusiva, a exploração desse jogo será da Caixa Econômica Federal, como são dos demais jogos no País.</p>
<p>Assim, não permitiremos que o jogo volte para as mãos da criminalidade organizada, volte para as mãos da contravenção, volte para as mãos daqueles bandidos que todos nós sabemos quem são e com quem eles se relacionam.</p>
<p>Por isso, como também quer o Ministério Público e a Polícia Federal, temos que votar contra a aprovação de qualquer legalização desse tipo de jogo em nosso País.</p>
<p><em>*Discurso feito hoje no plenário da Câmara</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/14/bingos-somente-sob-o-controle-da-cef/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jogo de corrupção</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/07/jogo-de-corrupcao/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/07/jogo-de-corrupcao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 23:39:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3309</guid>
		<description><![CDATA[Existem votações que enobrecem uma legislatura e outra que a envergonham. Colocar em votação uma lei autorizativa dos bingos, dos caça-níqueis e da regularização da contravenção e da lavagem de dinheiro, com certeza, deixará uma mácula indelével nesta legislatura que &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/12/07/jogo-de-corrupcao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem votações que enobrecem uma legislatura e outra que a envergonham. Colocar em votação uma lei autorizativa dos bingos, dos caça-níqueis e da regularização da contravenção e da lavagem de dinheiro, com certeza, deixará uma mácula indelével nesta legislatura que está por se encerrar.</p>
<p>Fui procurado hoje por representantes do Ministério da Justiça, que pediram meu concurso para impedir essa votação nesta Casa. Perguntei a esse representante por que o Governo, então, não fala com a sua bancada para que isso não seja aprovado? Foi me dito por esse representante do Ministério da Justiça que muito dinheiro está correndo para que se vote e para que se aprove ainda nesta semana matéria referente à legalização dos bingos e dos caça-níqueis nesta legislatura.</p>
<p>É por isso que devemos impedir essa votação. E se ela vier, por ventura, a ser admitida, envergonhando esta Casa e todos os Parlamentares que fazem parte desta legislatura, é importante que a votação seja feita de forma nominal, para que possamos explicitar quem é quem nesse jogo de corrupção na Câmara dos Deputados, aqui no Congresso Nacional.</p>
<p><em>*Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/07/jogo-de-corrupcao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não aos bingos, e sim à PEC 300!</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/01/nao-aos-bingos-e-sim-a-pec-300/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/01/nao-aos-bingos-e-sim-a-pec-300/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 21:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3293</guid>
		<description><![CDATA[Minha posição é clara: sou favorável à votação da PEC 300. É preciso ter respeito à posição dos Parlamentares que defendem essa tese. Por essa razão, sou daqueles que se posicionam pela não votação de nada em sessão extraordinária que &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/12/01/nao-aos-bingos-e-sim-a-pec-300/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha posição é clara: sou favorável à votação da PEC 300. É preciso ter respeito à posição dos Parlamentares que defendem essa tese. Por essa razão, sou daqueles que se posicionam pela não votação de nada em sessão extraordinária que não seja aquele compromisso assumido pelos Parlamentares de votar a PEC 300. Ela já foi votada e aprovada em primeiro turno, razão pela qual não se trata aqui de discutir uma questão ou outra.</p>
<p>O que me causa estranheza é verificar que a questão dos bingos se torna mais importante do que a relativa à remuneração dos profissionais de polícia.</p>
<p>Estamos vendo no Rio de Janeiro que são os policiais que estão lá de peito aberto, enfrentando a criminalidade, por isso merecem um piso nacional.</p>
<p>Esse piso nacional não é nenhuma invencionice. Esse piso nacional já foi aprovado por este Parlamento no que diz respeito aos professores. Essa é a questão. Mas há quem não deseja aprovar um salário justo e honrado para as polícias do Brasil, como fizeram para os professores.</p>
<p><em>*Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/12/01/nao-aos-bingos-e-sim-a-pec-300/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Força-tarefa já!</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/30/forca-tarefa-ja/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/30/forca-tarefa-ja/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 18:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3274</guid>
		<description><![CDATA[Há anos venho defendendo a integração de todas as instituições policiais e militares que têm corresponsabilidade pela segurança pública e nacional, para a realização de ações conjuntas contra o tráfico de drogas. Em 2002, à frente da Superintendência da Polícia &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/11/30/forca-tarefa-ja/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há anos venho defendendo a integração de todas as instituições policiais e militares que têm corresponsabilidade pela segurança pública e nacional, para a realização de ações conjuntas contra o tráfico de drogas.</p>
<p>Em 2002, à frente da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, consegui fazer com que a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Polícia Militar do Estado se unissem, trocassem informações e realizassem a operação conjunta denominada “Camisa Preta” contra traficantes do Complexo do Alemão.</p>
<p>A operação resultou na desarticulação da quadrilha do traficante Uê, líder da facção criminosa incrustada numa das comunidades daquela região.</p>
<p>Naquele ano de 2002, publiquei um artigo no Jornal do Brasil, no dia 16 de maio, defendendo a constituição de uma força-tarefa, com missão delimitada e específica, composta por todos aqueles que fazem parte do aparato de segurança do Estado.</p>
<p>Propus que, com o respaldo legal de inquéritos policiais regularmente instaurados, a força-tarefa fosse integrada pela Polícia Federal, pela Polícia Civil, pela Polícia Militar e pelas Forças Armadas, para, em conjunto, de forma coordenada, apurarem na esfera de suas atribuições os crimes praticados pelas quadrilhas.</p>
<p>A Operação Camisa Preta contra o tráfico do Complexo do Alemão foi uma ação conjunta pioneira, mas a formação da força-tarefa em caráter permanente, incluindo a participação das Forças Armadas, não foi à frente em razão de inaceitáveis obstáculos político-partidários postos no caminho pelo governo do PT no Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 2004, à frente da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, publiquei no jornal O Globo o artigo intitulado “Legitimidade para agir”. Demonstrei que não havia qualquer impedimento constitucional para que as Forças Armadas atuassem, nos campos logísticos e operacionais, no combate ao crime organizado, em parceria com as forças policiais.</p>
<p>Naquele artigo, em 2004, expus que as Forças Armadas já dispunham dos instrumentos legais para realizar tarefas de cunho policial para investigar crimes militares, como é o caso dos armamentos de guerra extraviados de unidades militares e usados pelos traficantes.</p>
<p>Mostrei naquele artigo que o inquérito policial militar, o IPM, já oferece aos militares os mesmos dispositivos legais dos quais se utilizam as polícias judiciárias estaduais para investigar os crimes comuns.</p>
<p>Esclareci que, a partir da abertura do IPM, os militares encarregados da apuração de um crime militar podem investigar, tomar depoimentos, promover acareações, realizar interceptações telefônicas mediante autorização concedida pela Justiça Militar, solicitar mandados de prisão e de busca e apreensão, e realizar incursões nos locais relacionados à elucidação do crime, com o emprego da força policial-militar adequada à operação.</p>
<p>Com base neste princípio, no Rio de Janeiro as forças estaduais e o Exército promoveram, em 2005, várias ações conjuntas, inclusive em favelas, destinadas a recuperar – no que tivemos êxitos – fuzis roubados de unidades militares na capital do estado.</p>
<p>As episódicas operações com o Exército se deram, de forma concomitante, às deflagradas regularmente pelas forças estaduais, por determinação minha. Naquele momento, o tráfico de drogas foi duramente combatido pelas Polícias Civil e Militar nas Operações Pressão Máxima, Asfixia e, por fim, inclusive com troca de informações com a área de inteligência da PF, a Operação Inteligência, Massa e Força, que foi a primeira ação a reunir mais de mil policiais numa só incursão policial.</p>
<p>Os excelentes resultados já são de conhecimento público: 64 mil prisões e 45 mil armas apreendidas – recordes até hoje não superados – além das prisões ou mortes em confrontos dos chamados 80 chefes do tráfico de drogas no Rio.</p>
<p>No mesmo ano de 2005, em janeiro, ou seja, um mês após assumir o cargo de secretário de Segurança Pública, elaborei e levei a Brasília o Plano 001, que previa uma série de ações conjuntas entre as forças estaduais e federais contra o tráfico no Rio. Apenas uma operação nesses moldes foi realizada – ainda que com pequenos contingentes da PF e das Forças Armadas –, mas novamente os obstáculos político-partidários impediram que houvesse a continuidade necessária.</p>
<p><span id="more-3274"></span></p>
<p>Ainda como secretário de Segurança, para garantir a integridade dos policiais e permitir que eles avançassem no terreno sem ter que revidar de longa distância os ataques dos traficantes – situação que aumenta os riscos para os moradores inocentes – comprei dez blindados para incursões nas comunidades.</p>
<p>Houve muitas críticas injustas à aquisição dos veículos que batizei de “Pacificadores”. Mas a redução dos casos de policiais e moradores feridos ou mortos em operações demonstram que compra dos blindados foi acertada. Tanto foi que grande parte do sucesso da ocupação do Alemão é atribuída à presença decisiva dos blindados da Marinha, que são ainda mais poderosos do que os Pacificadores que comprei para as polícias do Rio.</p>
<p>Aquelas operações em parceria com o Exército, em 2005, foram a prova incontestável de que as Forças Armadas poderiam e deveriam ajudar as polícias estaduais, não somente impedindo a entrada de armas e drogas pelas nossas fronteiras, como também atuando efetivamente no combate urbano aos traficantes de drogas.</p>
<p>Contudo, obstáculos político-partidários impediram novamente que a força-tarefa de caráter permanente se concretizasse. Por isso, hoje vejo com grande felicidade que, enfim, houve o apoio político e o respaldo da mídia e da opinião pública às ações conjuntas que permitiram que o braço-armado do Estado, agora com todas as suas forças disponíveis, voltasse ao Complexo do Alemão e dominasse aquele território sob o jugo dos traficantes.</p>
<p>Eu tenho sido um dos maiores críticos do Governo do Estado, por entender que não há efetivo suficiente para atuar nas duas pontas, ou seja, nas UPPs e no policiamento ostensivo. É preciso dobrar o efetivo da Polícia Militar, que é de 38 mil, para que o envio de policiais para as UPPs não deixe desguarnecido o policiamento ostensivo, como está ocorrendo e propiciando o aumento dos crimes de rua.</p>
<p>Há muito tenho dito que entrar em qualquer comunidade em que o tráfico está presente não é difícil. Difícil é permanecer lá, sem diminuir o policiamento nas ruas.</p>
<p>Mas, independentemente das críticas ao Governo do Estado, faço questão de aplaudir a ação do último domingo.</p>
<p>Como carioca e delegado da Polícia Federal, dou os meus parabéns a todos os policiais civis, militares e federais e os militares da Marinha e do Exército investidos na operação e recebidos de braços abertos pela população, como também aos bombeiros que combateram nas ruas o fogo e socorreram as vítimas das ações terroristas que incendiaram centenas de veículos.</p>
<p>Parabenizo o secretário de Segurança Pública e meu colega de profissão, José Mariano Beltrame, que foi o terceiro delegado da Polícia Federal a assumir o posto. Beltrame foi precedido pelo delegado Roberto Precioso Júnior, que me sucedera no cargo de secretário de Segurança.</p>
<p>Beltrame fez o que devia ser feito e que venho defendendo nos últimos anos: integração de todas as forças de segurança e ação conjunta para livrar os moradores das áreas mais pobres do terror promovido pelos traficantes.</p>
<p>A cúpula da Segurança Pública atual conta com um delegado de polícia e um coronel PM que tiveram funções de grande relevância na minha gestão como secretário de Segurança Pública.</p>
<p>O chefe de Polícia Civil, delegado Allan Turnovisky, na minha administração foi o Chefe do Departamento de Polícia Especializada.</p>
<p>O Comandante-Geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, foi comandante do Batalhão da Maré – primeiro quartel da PM erguido dentro de uma comunidade – e, principalmente, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, a Tropa de Elite da PM do Rio.</p>
<p>Aliás, foi na minha gestão que os policiais do Bope passaram a receber a justa gratificação especial, que, naquele momento, representava mais de 50% do salário de um PM.</p>
<p>O que eu desejo neste momento, e que certamente também é o desejo de todos os cariocas e brasileiros, é que a mobilização policial e militar não se desfaça, e que se crie já a força-tarefa permanente, conforme venho conclamando há anos.</p>
<p>A força-tarefa permanente é imprescindível para que o Complexo do Alemão se torne definitivamente um lugar de paz para os moradores e, também, para que esta mesma ação conjunta continue a percorrer toda a cidade, para livrar todas as outras quase 600 favelas existentes que ainda estão sob o controle de traficantes e milicianos.</p>
<p>O que eu também desejo, e que certamente também é o desejo de todos os cariocas e brasileiros, é que o governador do Rio, Sergio Cabral, em reconhecimento aos policiais civis, militares e bombeiros que arriscaram as suas vidas para garantir a paz aos moradores do Complexo do Alemão e do Rio de Janeiro, vá ao Congresso Nacional e preste apoio à aprovação da PEC 300.</p>
<p>Antes da operação no Complexo do Alemão, o governador Sergio Cabral enviou seus emissários a Brasília, para tentar derrubar a PEC 300, que garante salários dignos aos policiais civis, militares e bombeiros de todo o país.</p>
<p>Querer derrubar a PEC 300 é uma manifestação de desrespeito aos policiais.</p>
<p>PEC 300 já!<br />
Força-tarefa já!<br />
E ocupação já de todas as outras quase 600 comunidades pobres do Rio dominadas por traficantes e milicianos!</p>
<p><em>*Discurso dado como lido hoje no plenário da Câmara Federal</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/30/forca-tarefa-ja/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vamos ao combate!</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/25/vamos-ao-combate/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/25/vamos-ao-combate/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 23:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3266</guid>
		<description><![CDATA[Quero dizer àqueles que compõem a Comissão de Direitos Humanos, da qual também faço parte, que a primeira barreira de defesa de direitos humanos da população e da sociedade são as forças policiais, que contêm a barbárie como, por exemplo, &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/11/25/vamos-ao-combate/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero dizer àqueles que compõem a Comissão de Direitos Humanos, da qual também faço parte, que a primeira barreira de defesa de direitos humanos da população e da sociedade são as forças policiais, que contêm a barbárie como, por exemplo, a que estamos vendo ser praticada na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>Mas não venho aqui apenas para a crítica que faço, de forma reiterada, ao Governador do Rio de Janeiro pela má condução de algumas situações no que diz respeito à segurança pública. Até porque a população do Rio de Janeiro é sabedora de que a primeira milícia organizada no Estado está presente em todas as esquinas, que é a milícia da contravenção.</p>
<p>Ou seja, para que ela esteja funcionando, tem de haver pelo menos a possibilidade de estar presente com bombas explodindo nas ruas, matando pessoas em atentados. Essa contravenção só funciona porque o Estado do Rio de Janeiro permite.  Mas eu vou dar a solução para o problema, que, aliás, já venho falando há mais de sete anos, desde a época em que fui Superintendente da Polícia Federal naquele Estado. Há a necessidade premente de que as Forças Armadas se integrem ao esforço da Polícia Militar e da Polícia Civil do Rio de Janeiro nesse combate.</p>
<p>Permitiu-se que grupos se instalassem e tomassem conta do Complexo do Alemão e do Complexo da Rocinha. Isso foi permitido, autorizado e, inclusive, integrado com as próprias obras do PAC.</p>
<p>Chegou a hora de contarmos com os fuzileiros navais, que são tropas profissionais, a brigada paraquedista e as Forças Especiais do Exército, para cercarem essas duas localidades, entrarem, desarmarem e prenderem os criminosos, em conjunto com o COT da Polícia Federal e com as Polícias Militar e Civil do nosso Estado.</p>
<p>Essa é a forma de trabalhar. Esse é o momento de se fazer o enfrentamento, porque as armas que se encontram nas mãos desses criminosos são de calibre restrito. São armas que estão sob o controle das Forças Armadas, subtraídas, muitas vezes, de dentro dos quartéis. Para tanto, há legitimidade para agir. Eu escrevi um artigo no jornal O Globo, há alguns anos, justamente sob esse título: Legitimidade para Agir. Então, o momento é agora.</p>
<p>Se há inteligência na polícia do Rio de Janeiro, ela deve saber onde estão localizados os bandidos no Complexo do Alemão e no Complexo da Rocinha. Agora é fazer o cerco, entrar, desarmar e prender. E aqueles que confrontarem a polícia tombarão, porque essa foi a opção que vieram a fazer, a partir do momento em que enfrentaram as forças de resistência da sociedade brasileira.</p>
<p>Portanto, vamos ao combate! Vamos, de peito aberto, enfrentar a criminalidade no Estado do Rio de Janeiro!</p>
<p><em>Discurso feito hoje na tribuna do plenário da Câmara Federal<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/25/vamos-ao-combate/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mino Carta não passa de uma hiena</title>
		<link>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/25/mino-carta-nao-passa-de-uma-hiena/</link>
		<comments>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/25/mino-carta-nao-passa-de-uma-hiena/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 12:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itagiba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atividades parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[Pronunciamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marceloitagiba.com/?p=3259</guid>
		<description><![CDATA[A vassalagem não cria o bom jornalismo. É por isso que talvez Maurício Dias tenha se equivocado com as informações que publicou em sua coluna, na pseudorrevista CartaCapital, quando diz que Marina Maggessi nunca teria recebido uma ordem minha para &#8230; <a href="http://www.marceloitagiba.com/2010/11/25/mino-carta-nao-passa-de-uma-hiena/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vassalagem não cria o bom jornalismo. É por isso que talvez Maurício Dias tenha se equivocado com as informações que publicou em sua coluna, na pseudorrevista CartaCapital, quando diz que Marina Maggessi nunca teria recebido uma ordem minha para combater as milícias.</p>
<p>De fato, em primeiro lugar, Marina Maggessi não é delegada, como ele informa. Segundo, nunca foi minha subordinada direta; ela respondia ao Chefe da Polícia Civil. Em terceiro lugar, os votos que obtive junto à localização de Rio das Pedras se deveram ao fato de eu ter colocado ali um Posto de Policiamento Comunitário, o que hoje se chama UPP.</p>
<p>Em quarto lugar, os meus votos nunca foram 18% em áreas de milícias, porque nunca compactuei com nenhum criminoso, muito menos com as milícias. Em quinto lugar, a Comissão Parlamentar de Inquérito, na Assembleia Legislativa, através de alguns de seus personagens, falseou a verdade e não registrou os documentos enviados à CPI que demonstravam as atitudes tomadas contra esse tipo de atividade criminosa.</p>
<p>Por fim, vou responder ao patrão de Maurício Dias.</p>
<p>O pseudojornalista Mino Carta sabe bem da sua própria história. Sabe dos acordos e concessões que fez e continua fazendo para publicar a sua revista, que não deveria se chamar “CartaCapital”, e sim “Não Descarta o Capital”. Sabe que tem uma história que não se pode chamar de honesta, digna e correta. Pensa que é dono da verdade, mas não é capaz de assumir os seus enganos e erros. Não foi, não é e nunca será digno da qualificação de jornalista, pois o jornalismo deve ser cunhado na verdade, nos fatos, e não em versões jamais comprovadas. Não faz jornalismo, é mero empresário malsucedido na prática detratorial. Basta olhar a história de suas várias empresas através dos tempos. Hoje em muito deve envergonhar o seu nonno Luigi, que foi perseguido pelo fascismo, por ter um neto que é fascista da notícia.</p>
<p>Mino Carta, na verdade, não passa de uma hiena, que passa a vida reproduzindo gritos histéricos e se alimentando do próprio excremento. É um rufião que vive de satisfazer a lasciva de outrem. É um prostituto da notícia, fabricando-as à sua conveniência ou à daqueles que pagarem mais, pois faz notícia por encomenda, mediante pagamento, não podendo contrariar os seus patrões de ocasião. Basta verificar os anúncios publicados pelo Governo em seu folhetim semanal e a linha editorial cumprida com subserviência.</p>
<p>Não falo por ninguém, a não ser por mim mesmo, na justa medida dos agravos que me foram feitos, através dos tempos, por essa revista. Chegou a hora de se dar um basta e de enfrentar um canalha.<br />
Por fim, fica a pergunta: se o ex-Presidente João Baptista Figueiredo disse que Mino não tem o rabo preso, como ele mesmo diz no seu editorial, isso significa dizer que ele teria o rabo de que forma? Talvez seja bom perguntar aos seus amigos de São Paulo.</p>
<p><em>*Discurso proferido hoje na tribuna do plenário da Câmara Federal</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marceloitagiba.com/2010/11/25/mino-carta-nao-passa-de-uma-hiena/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

