Arquivo da Categoria ‘Remuneração dos militares’

Repúdio pela não-votação da PEC 300

terça-feira, 9 de março de 2010

Votei pela aprovação da PEC 300, mas nesse momento, embora contrariando o posicionamento do meu partido, o PSDB, eu gostaria de externar a minha manifestação de repúdio pela não-votação dos destaques da PEC 300, razão pela qual vou me abster de fazer os votos orientados, porque entendo que não poderia ter sofrido solução de continuidade o processo de votação estabelecido.

Portanto, em defesa dos policiais civis e militares e dos bombeiros, e também das demais PECs que aqui tramitam, como a da Polícia Penal e a de minha autoria que devolve dignidade salarial a todos os militares das Forças Armadas, eu me abstenho de qualquer votação. Farei aquilo que denomino obstrução pessoal.

Espero que me acompanhem todos os que estiverem a favor da PEC 300. Não participem das votações, porque o que está se fazendo com a segurança pública deste País é um crime. Aprovar a matéria e não votar um destaque é um total desapreço demonstrado por esta Casa aos policiais do Brasil, ao processo de segurança pública e ao desejo da população brasileira de ter uma polícia bem remunerada que lhe garanta tranquilidade.

Muito obrigado.

Discurso feito às 17h20 de hoje na Câmara em protesto pela não-votação de destaque da PEC 300

Dignidade a todos os militares

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Estado brasileiro tem o dever de remunerar com dignidade todos os militares das três Forças Armadas do nosso país.  Com esse propósito, está em tramitação a PEC que equipara o salário de todos os integrantes das Forças Armadas e cria uma verticalização até as mais baixas patentes, a partir da referência dos vencimentos dos ocupantes dos mais altos postos militares em 95% do que recebem os ministros militares do Superior Tribunal Militar. Dessa forma, iremos recompor a política salarial das nossas Forças Armadas, que tem prestado, desde sempre, relevantes serviços a este País.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal

Projeto de Itagiba anula norma que licenciou militares concursados

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

(Agência Câmara) – A Câmara analisa o Projeto de Decreto Legislativo 2131/09, do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), que anula o capítulo relativo ao tempo de permanência no serviço militar do Decreto 3.690/00, referente ao Regulamento do Corpo do Pessoal Graduado da Aeronáutica. O objetivo é beneficiar os aprovados em concursos públicos de admissão ao Curso de Especialização de Soldados (Cesd), entre 1994 e 2001, que foram licenciados do serviço ativo devido a esse decreto.

Itagiba ressalta que a Associação Nacional de Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica o procurou para mostrar que os alunos do Cesd foram prejudicados, pois não há norma que autorize o licenciamento de militares concursados sem justo motivo. Dessa forma, o deputado argumenta que o decreto “invade” as atribuições legislativas do Congresso Nacional. Além disso, cabe ao Parlamento analisar a legalidade dos atos de admissão de pessoal na administração direta e sustar a execução de atos dessa natureza.

“O curso realizado semestralmente, denominado Cesd, tinha o objetivo de formar soldados com especialização específica para executar diversos cargos dentro da instituição. Contudo, após seis anos de valorosos serviços prestados à pátria, 12 mil jovens em todo o Brasil foram injustamente licenciados do serviço ativo”, afirma Itagiba.

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Luta chega ao Congresso

sábado, 21 de novembro de 2009

(Força Militar / O Dia) – A briga dos 12 mil soldados especialistas da Aeronáutica pela reintegração à Força Aérea chegou ao Congresso Nacional. Eles foram dispensados ao completar seis anos de atividades, mesmo tendo ingressado na carreira após o serviço militar inicial e tendo sido aprovados em concurso público. Agora, são tema do Projeto de Decreto Legislativo 2.131, que começou a tramitar esta semana. 

De autoria do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), o projeto, na prática, susta o licenciamento dos aprovados em concursos públicos de admissão ao Curso de Especialização de Soldados promovidos de 1994 a 2001. Com isso, beneficia os 12 mil homens que hoje circulam pelo País com dois certificados de reservistas: um pelo serviço militar inicial e outro pela atividade como soldados especializados.

Na justificativa, o projeto carrega sentença de segunda instância da Justiça Federal que reintegrou à Força Aérea um dos soldados. Traz ainda escrita a resposta a um estranhamento já relatado pela Coluna há um ano. Por que os 12 mil homens insistem pela reintegração se o Decreto 3.690, de 2000, estabelece que soldados especializados só podem obter prorrogação de serviço até o limite máximo de seis anos? Ora, porque os rapazes não foram avisados em edital que prestavam serviço militar temporário. Tal resposta é a bandeira da Anese (Associação Nacional de Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica), agora hasteada no Congresso.

Ainda na Justificativa, o decreto catuca a Aeronáutica, destacando que a Força “demitiu” os jovens sob a justificativa “absurda” de que estavam prestando o serviço militar inicial, apesar de no concurso ter sido exigido deles prova que estavam quites com essa obrigação.

A posição da FAB sobre os ex-soldados é conhecida. A Força Aérea não reconhece que eles deveriam ficar mais de seis anos, “salvo a aprovação em concurso” para sargento ou para o oficialato. A Aeronáutica se fundamenta no tal Decreto 3.690, de 2000.

Reintegração dos 12 mil soldados especialistas da Aeronáutica

terça-feira, 17 de novembro de 2009

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº   2.131, DE 2009
(Do Sr. Marcelo Itagiba)

Susta o Decreto nº 3.690, de 19 de dezembro de 2000, que “aprova o Regulamento do Corpo do Pessoal Graduado da Aeronáutica, e dá outras providências”, em seu efeito autorizativo de licenciamento de aprovados em concursos públicos de admissão ao CESD – Curso de Especialização de Soldados.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Fica sustado o Capítulo V – Do Tempo de Permanência no Serviço Militar – do Decreto nº 3.690, de 19 de dezembro de 2000, que “aprova o Regulamento do Corpo do Pessoal Graduado da Aeronáutica, e dá outras providências”, em seu efeito autorizativo de licenciamento de aprovados em concursos públicos de admissão ao CESD – Curso de Especialização de Soldados.

Parágrafo único.  A proibição de que trata o caput estende-se aos concursos públicos de admissão ao CESD, realizados nos anos de 1994 a 2001, na vigência do Decreto nº 880, de 23 de julho de 1993.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

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Consignado mais caro na Marinha

sábado, 14 de novembro de 2009

(Força Militar / O Dia) – Após a Coluna ter revelado semana passada que o pessoal da Marinha paga juros mais altos que os colegas das outras Forças no empréstimo consignado, o deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) encaminhou ofício ao ministro Nelson Jobim pedindo explicações. No pedido de explicações, Itagiba chama de “absurda falta de isonomia” a justificativa, apresentada pelos bancos, sobre uma “pretensa” diferença no custo da captação. O deputado pede para se “apurar possível irregularidade, revestida de legalidade”.

Conversa afiada

terça-feira, 20 de outubro de 2009

(Coluna Vida PúblicaGazeta do Povo (PR) – 18/10/09) – O deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) é o autor da PEC que isenta do Imposto de Renda militares inativos e pensionistas.

Por que criar mais esse benefício aos militares?

Os militares vivem uma situação salarial dramática que se arrasta há décadas e que atinge uma categoria responsável pela segurança nacional e pela soberania do nosso país. Quando vão para a reserva, os militares perdem várias vantagens da ativa que poderão ser compensadas com a isenção do Imposto de Renda.

A proposta não cria uma diferenciação entre os militares e a população comum?

Não se pode desconsiderar que, de acordo com a Constituição Federal, os militares formam uma categoria à parte de todo o funcionalismo público. Primeiro, porque estão impedidos de se sindicalizar e se filiar a partidos políticos. Em segundo lugar, porque a escolha pela vida militar é uma opção profissional para a toda a vida em um único emprego, o que, por implicar mudanças periódicas de domicílio, também dificulta aos cônjuges dos militares o investimento em carreiras com vínculos trabalhistas.

Não é incoerente se falar em isenção quando o governo está segurando a restituição o IR?

Não há incoerência alguma. O que há é o desrespeito por parte do governo, pois, além de praticar uma voraz política tributária, ainda pretende reter a restituição de milhares de pessoas, incluídos os militares.

fotonagazetadopovo

PEC isenta militares inativos e pensionistas do Imposto de Renda

sábado, 3 de outubro de 2009

(Coluna Força Militar O Dia) – Proposta de Emenda Constitucional (PEC) isentando militares da reserva e pensionistas do Imposto de Renda reacendeu a discussão sobre os baixos soldos das Forças Armadas. Trata-se de resultado da impressão, cada vez mais forte dentro do Congresso, de que salário dos militares da Marinha, Exército e Aeronáutica é mesmo questão para ser tratada dentro da Estratégia Nacional de Defesa.

Essa certeza chegou ao Congresso antes mesmo das medidas que viabilizarão o reaparelhamento das Forças Armadas. Após as PECs que indexam soldos aos vencimentos dos juízes do Superior Tribunal Militar,  a que isenta inativos do Imposto de Renda vem a se somar ao projeto de lei que permite que taifeiros da Aeronáutica cheguem ao posto de suboficial. Nesse clima, a votação da MP sobre a remuneração militar ganha força para enfim virar lei, devolvendo anuênios e auxílio-moradia. As PECs da indexação (números 245 e 249) devem entrar em votação no plenário no início de 2010, bem como a PL dos taifeiros (número 5.919).

A PEC da Isenção do Imposto de Renda para militares inativos e pensionistas é do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) e levou o número 413. Na argumentação da proposta, ele expõe o que a categoria vive: a carreira é peculiar pelas transferências de local de trabalho e perda de direitos na reserva remunerada. “É forma de compensar esta efetiva redução remuneratória”, diz o deputado na PEC.

Para ler PEC 413 na íntegra, clique aqui.

Carta aos militares III

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Diante de um comunicado distribuído no dia 10 de setembro último por um parlamentar que mostra preocupação com os milhares de e-mails que os deputados federais têm recebido em apoio à PEC nº 245 (de minha autoria), ao invés de juntar forças e lutar para aprovar, independentemente de quem sejam os autores, as propostas que tramitam na Câmara Federal com o objetivo de conferir aos militares do Brasil uma remuneração digna, faço mais um esclarecimento sobre o assunto, para que não pairem inverdades sobre os fatos:
 
A PEC nº 245 fixa definitivamente a remuneração dos militares na Constituição Federal, acaba com a passagem de pires a cada governo em busca de aumentos, vincula o salário mais alto da carreira ao dos ministros do Superior Tribunal Militar e estabelece um escalonamento vertical até a menor patente, não deixando nenhum militar das três Forças Armadas de fora das vantagens que serão conquistadas.
 
O meu objetivo, ao redigir a PEC 245, foi o de acabar com a inadmissível e vexatória situação remuneratória em que se encontram os militares do nosso país.

Está escrito na PEC 245:

VIII – A remuneração dos Almirantes de Esquadra, Generais de Exército e Tenentes Brigadeiros, fixada na forma do § 4º do art. 39, corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal pago aos Ministros do Superior Tribunal Militar, e a remuneração dos demais integrantes da carreira militar será fixada em lei e escalonada conforme os respectivos postos e graduações, não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a trinta por cento ou inferior a cinco por cento, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, inciso XI.” (NR)

Duas coisas muito importantes:
1 – É inconstitucional estabelecer numa PEC percentuais para faixas salariais. Isso só pode ser feito por meio de lei de iniciativa do Poder Executivo, no caso, o Presidente da República. Na PEC cabe apenas o estabelecimento dos parâmetros nos quais a lei de autoria do Executivo deverá se basear.

2- No caso da PEC 245, os parâmetros – 5% (mínimo) e 30% (máximo) de diferença entre as patentes – foram definidos após uma série de estudos realizados pela minha assessoria jurídica e com base em projeções feitas pelo Centro de Pagamento do Exército Brasileiro (veja ao final do texto uma delas). Estabelecer um percentual único, de 5%, por exemplo, de diferença entre todas as patentes, certamente agradaria, e muito, aos esperançosos militares brasileiros que estão recebendo salários que não lhes dão dignidade. Mas não passaria de pura demagogia e irresponsabilidade, simplesmente porque tornaria a proposta inviável. Seria jogar para a torcida, sem ter chances reais de êxito.

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PEC 245: dê sua contribuição cidadã para o aumento dos militares

terça-feira, 11 de agosto de 2009

(www.forte.jor.br) – A PEC (Projeto de Emenda Constitucional) 245, cujo autor é o Deputado Marcelo Itagiba, do PMDB-RJ, propõe que a remuneração de Almirante de Esquadra, General de Exército e Tenente-Brigadeiro tenha o valor correspondente ao subsídio pago ao Ministro do Superior Tribunal Militar – STM; os demais militares terão a remuneração fixada por lei federal e escalonada conforme os postos e graduações. Altera a Constituição Federal de 1988.

O TEXTO DA PEC FOI APROVADO POR UNANIMIDADE PELA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA.

 Graças ao grande número de e-mails enviados à Câmara, essa primeira etapa foi vencida. O esforço de e-mails para deputados e senadores deve ser intensificado e constante, se possível diário, caso contrário não haverá a mínima possibilidade do assunto ser aprovado. Repasse às pessoas interessadas: esposas, parentes, vizinhos, amigos, etc. Para ler a matéria completa, clique aqui.

Em prol dos servidores militares brasileiros

terça-feira, 23 de junho de 2009

Não há como não apoiar uma moção dessa importância, que visa reconhecer os relevantes serviços prestados pelas nossas Forças Armadas nas ações de resgate desencadeadas na região marítima onde ocorreu a tragédia com o avião da AirFrance. Mas não é suficiente apenas essa moção de apoio que hoje aqui estamos votando. É necessário, presidente Michel Temer, que sejam postos em votação os projetos de Emenda Constitucional que dão condições para que os militares sejam correta e devidamente remunerados. A PEC 245, de minha autoria, e a PEC 249, do deputado Laerte Bessa, ambas subscritas pelo deputado Jair Bolsonaro, foram aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça e estão prontas para passar pelo crivo da comissão especial, que ainda não foi instalada, e levadas à votação em plenário. Temos que oferecer a justa remuneração a todos os militares das três Forças Armadas do país. Não adianta dar equipamento, condições de trabalho e missão, se não garantirmos a remuneração digna aos abnegados servidores da pátria brasileira. Portanto, eu espero que, o quanto antes, nós possamos votar o projeto que faz com que o salário do oficial militar da ativa tenha como paradigma o dos ministros do STM, que são militares que permanecem na ativa até os 70 anos, e estende os ganhos até as mais baixas patentes, verticalmente, sem deixar nenhum militar de fora. A partir do momento em que nós fizermos isso, estaremos atuando em defesa dos militares brasileiros.  E estaremos acabando com essa situação de penúria que faz com que os militares, de pires nas mãos, tenham que todo ano tentar buscar uma equiparação salarial.  Por isso, presidente Michel Temer, eu peço a V. Excelência que constitua a comissão especial para que, além da moção que hoje estamos votando, sirvamos aos grandes servidores brasileiros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Brasil acima de tudo, senhor presidente.

Discurso feito na tribuna do plenário da Câmara Federal no dia 23 de junho de 2009 durante a votação da moção de apoio às Forças Armadas pelas ações de resgates decorrentes do acidente com a aeronave da AirFrance

Mobilização dos militares pela dignidade salarial

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Chegou a hora de todos os militares brasileiros se mobilizarem democraticamente. A proposta de emenda constitucional (nº 245), de minha autoria, que resgata a dignidade salarial de todas as patentes das três Forças Armadas, já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e está dependendo apenas de uma decisão da Presidência da Câmara Federal, para que seja instalada a comissão especial que vai analisá-la antes da votação em plenário.

Temos que inserir, em caráter definitivo na Constituição Federal, os novos patamares salariais dos militares, para acabarmos, de uma vez por todas, com a humilhante passagem de pires que, a cada governo, a categoria se vê submetida, na busca por reajustes. Uma grande nação precisa de Forças Armadas bem equipadas – e esta é uma questão que também precisa ser resolvida – e integradas por militares bem remunerados e motivados em defender a soberania do país.

Cinco requerimentos de parlamentares já foram encaminhados à Presidência da Câmara, pedindo que a PEC 245 seja posta em votação, o mais rápido possível. Por isso, essa é a hora de os militares se mobilizarem para que a proposta se torne realidade e acabe com a absurda situação de penúria a que a categoria vem sendo submetida nos últimos anos.

A minha proposta vincula os salários das mais altas patentes das Três Forças em 95% do que ganham os ministros militares do Superior Tribunal Militar – o que garantirá aumento para todos quando houver reajustes no Poder Judiciário – e estende os ganhos até as mais baixas patentes, não deixando nenhum militar de fora.

É falsa a tese de que a fixação dos salários na Constituição desestimulará o ingresso em cursos que hoje servem para aumentá-los. É óbvio que, em busca da promoção para obter melhores salários, ninguém deixará de fazer os cursos que elevam o militar na hierarquia.

Proposta de pé

sábado, 2 de maio de 2009

(Força Militar – O Dia) – A proposta de emenda constitucional (nº 245, do deputado Marcelo Itagiba, PMDB-RJ) que eleva o teto dos vencimentos nas Forças Armadas dos atuais R$ 16 mil para R$ 22 mil passou a acumular cinco pedidos para formação de comissão especial na Câmara, etapa necessária para ir a plenário. O pedido de formação de comissão mais recente foi do deputado Carlos Alberto Canuto (PMDB-AL), da base governista. Do jeito que vai, a proposta deve ir a plenário no primeiro semestre de 2010. A PEC atrela o salário de almirante ao de ministro do Superior Tribunal Militar. (e verticaliza os ganhos até as patentes mais baixas, não deixando de fora nenhum militar).

P.S.: a informação complementar foi inserida por mim.

Três questões importantes

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Uma questão que me traz a esta tribuna é solicitar ao Presidente desta Casa, Deputado Michel Temer, que tem bastante sensibilidade para o tema, que instale a Comissão Especial destinada a PEC, de minha autoria, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e que dá justa e devida remuneração aos militares neste País. A minha PEC, assim como a de autoria do Deputado Laerte Bessa, faz com que os militares tenham uma remuneração justa e digna, tendo como paradigma os vencimentos dos Ministros do Superior Tribunal Militar.

A segunda questão, igualmente importante, se refere à Lei de Execuções Penais, em relação à qual proponho, por meio de projeto de lei, uma alteração para que seja possível a execução da pena a partir do momento da decisão condenatória em 2º grau, não permitindo que os criminosos voltem às ruas, enquanto couberem recursos, conforme decisão recente do Supremo Tribunal Federal. Por essa razão, peço que esta Casa dê urgência urgentíssima a esse projeto, para que possamos manter os criminosos na cadeia.

Por último, Sr. Presidente, muito me cobraram, ontem, o nome completo daquele que hoje manipula inteiramente as licitações de mão-de-obra no meu Estado do Rio de Janeiro. Chama-se Arthur César de Menezes Soares Filho. Essa pessoa, hoje, detém poder absoluto nas contratações de mão-de-obra, nos serviços de locação de veículos e, principalmente, na questão relativa ao lixo hospitalar.

Por essa razão, faço um apelo ao Governador Sérgio Cabral, no sentido de investigar de fato essa situação, para que, amanhã, seu governo não seja manchado, conspurcado, por questões que possam levar à alta indagação de corrupção na Administração Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Não é possível que essa situação permaneça como está, com os serviços entregues única e exclusivamente a uma pessoa ou a várias empresas pertencentes à mesma pessoa. Todos nós exigimos uma pronta-resposta a essa questão para que, amanhã, não sejamos surpreendidos por ações de investigação do Tribunal de Contas e da Polícia do que pode ser a ponta do iceberg de um grande crime praticado no âmbito do nosso Estado.

Discurso feito no plenário da Câmara Federal às 11h18 do dia 18 de fevereiro de 2009

O lugar da ESG é no Rio

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

São dois breves registros. Primeiramente, para dizer da importância da PEC nº 245, que, embora tenha sido contestada pelo deputado Jair Bolsonaro, garante aos militares remuneração honrada e justa. Quando o deputado Jair Bolsonaro fala em fanfarrão, acredito que deva estar se referindo à sua própria pessoa, porque ele é um dos signatários da PEC nº 245. Então, a nossa obrigação é trabalharmos juntos, a favor de todos os militares do País.

A outra questão é a falada retirada da Escola Superior de Guerra da cidade do Rio de Janeiro. Faço um apelo ao presidente da República de que não caia nessa retórica do ministro da Defesa. Precisamos manter a escola lá, porque temos quadros técnicos e profissionais de instrutores e professores naquela escola, além de todas as acomodações necessárias para que ali possam exercer sua atividade e para que os alunos se dirijam para lá.

Fica aqui nosso protesto para que não fique demonstrado que o ministro da Defesa e o presidente da República não gostam da cidade do Rio de Janeiro. Acredito que o presidente goste do Estado do Rio de Janeiro e da cidade do Rio de Janeiro, e que de lá não vai retirar a Escola Superior de Guerra.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Pronunciamento feito na tribuna do plenário no dia 9 de dezembro de 2008

Soldo à altura do Brasil

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

(O Dia) – As Propostas de Emenda Constitucional (PECs) 245 e 249, que tramitam na Câmara dos Deputados e indexam os soldos pagos pelas Forças Armadas aos vencimentos do Judiciário, vão elevar, por exemplo, a remuneração bruta de um terceiro sargento dos atuais R$ 2.545 para R$ 5.746. Os valores fazem parte de projeção que acaba de ser concluída pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), autor da PEC 245.Os valores foram levantados em resposta a desafio feito na coluna Força Militar, de O DIA, pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), um dos autores da PEC 249. Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, apostou seu salário de parlamentar (R$ 16.512, fora os benefícios) contra R$ 1 de Itagiba, caso o deputado do PMDB apresentasse a projeção.

“Não fiz esse levantamento para ganhar a aposta. Para mim, o objetivo das duas PECs é o mesmo: dar dignidade aos militares e, quanto mais propostas nesse sentido, melhor”, afirmou Itagiba. O autor da PEC 245 disse ainda que a principal motivação para a elaboração da proposta é que as carreiras de Estado devem ser melhor remuneradas e no caso dos militares — impedidos de ter outras atividades remuneratórias — pode por fim ao constrangimento de ter de passar o pires todos os anos, na busca de pequenos reajustes dos soldos.

“Não adianta para um país ter Forças Armadas bem equipadas, mas com militares mal remunerados. Os militares devem ganhar melhor para trabalhar com maior motivação”, lembrou.

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Dignidade já!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Diante da absurda situação de penúria dos nossos militares, tomei a decisão de elaborar uma proposta de emenda constitucional (nº 245) para resgatar a dignidade salarial de toda a categoria. Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, a PEC 245 tem recebido apoio de todas as patentes, será analisada por uma comissão especial e posta em votação.

Ela incluirá em caráter definitivo na Constituição Federal os novos patamares salariais dos militares, acabando com a humilhante passagem de pires, a cada governo, por reajustes.

A PEC 245 estabelece que os ocupantes dos mais altos cargos das Forças Armadas passarão a receber 95% (R$ 21 mil) do que ganham os ministros militares do Superior Tribunal Militar, que permanecem na ativa até os 70 anos – razão pela qual os considero o verdadeiro paradigma da carreira. Com o vínculo, quando houver aumento para o Judiciário, os militares serão beneficiados.

A proposta não deixa nenhum militar de fora. A partir da nova referência (R$ 21 mil), haverá um escalonamento vertical até as mais baixas patentes. Sugiro que a diferença salarial entre cada graduação seja de, no mínimo, 5% e, no máximo, 30%. Uma lei específica fixará os percentuais.

É falsa a tese de que a fixação dos salários desestimulará o ingresso em cursos que hoje servem para aumentá-los. É óbvio que, em busca da promoção para obter melhores salários, ninguém deixará de fazer os cursos que elevam na hierarquia.

Uma semana após apresentar a PEC 245, apareceu uma quase igual, apenas com percentuais diferentes, que foi apensada à minha. Como a aprovação de projetos exige margens de negociação, a 245 é a mais viável. O meu desejo é que prevaleça o que for o melhor para a família militar. Brasil acima de tudo!

Publicado no O Dia, em 24 de outubro de 2008

Emenda reestrutura soldos

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

(O Dia) – Os salários dos militares das três Forças Armadas serão reestruturados com base no Judiciário. A vinculação está prevista na PEC 245/08 (Proposta de Emenda Constitucional), aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Todas as patentes, incluindo a reserva, serão beneficiadas, caso a PEC passe em plenário.

De acordo com o texto, generais-de-Exército, almirantes-de-esquadra e tenentes-brigadeiros passarão a ter vencimentos fixados em 95% do salário de ministro do STM (Superior Tribunal Militar), que é de R$ 24.500. Assim, o soldo de um general-de-Exército, que hoje é de R$ 16.163,64, deverá subir para R$ 23.275, um aumento de 43,99%. No caso de general-de-Divisão, os rendimentos saltariam de R$ 15.204 para R$ 21.893. E o salário de um general-de-Brigada poderá passar de R$ 14.196 para R$ 20.441.

O pagamento, segundo a proposta aprovada na CCJ, será feito em parcela única. As gratificações e vantagens, que reforçam os contracheques atuais, seriam eliminadas. Os percentuais de reajuste das demais patentes só serão definidos após a aprovação final da emenda constitucional, por meio de nova lei de remuneração própria das Forças Armadas.

Nesse caso, as diferenças entre os soldos básicos de uma patente para outra não poderá ficar abaixo de 5% nem ultrapassar os 30%.

A aprovação da CCJ indica que há grandes chances de a emenda ser aprovada pelo Poder Legislativo. Autor da PEC, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) informa que a próxima etapa da luta pela recuperação dos soldos dos militares, antes da votação em plenário, é a criação de uma comissão especial.

“A primeira vitória nós tivemos, que foi o texto ter sido considerado constitucional. Agora, é preciso mobilizar os integrantes das Forças Armadas para que tudo saia como o esperado”, afirmou. Itagiba acrescentou que o governo federal tem recursos suficientes para arcar com o pagamento desse novo reajuste aos militares.

Projeto aumenta soldo de generais em 209%

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

(O Globo) – A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou ontem a admissibilidade de uma proposta de emenda à Constituição que vincula os vencimentos dos oficiais generais das Forças Armadas ao salário de ministros do Superior Tribunal Militar. A proposta ainda tem de ser votada em outras comissões, antes de ir a plenário. Se for aprovada, almirantes, brigadeiros e generais terão direito a 95% do salário de um ministro do STM. Seus atuais soldos saltariam de R$7.143 para R$22.111 (aumento de 209%).

A proposta ainda beneficia todas as demais patentes das Forças Armadas, inclusive da reserva. A emenda pode provocar um efeito cascata de aumentos na folha dos militares toda vez que houver reajuste no Judiciário. A remuneração de ministro do STM, que passaria a ser a referência nas Forças Armadas, está vinculada ao teto dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

A emenda, do deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), foi anexada a outros dois projetos, dos parlamentares Laerte Bessa (PMDB-DF) e Jair Bolsonaro (PP-RJ). A criação de uma comissão especial para discutir e votar o assunto depende da boa vontade e do interesse do governo, que tem maioria na Câmara.

Hoje a remuneração é composta pelo soldo básico mais gratificações por cursos, indenizações e outros adicionais. Pela proposta, o militar receberia somente seu salário, sem extras.

A proposta dividiu os militares: a Marinha é a favor, a Aeronáutica não tem posição, o Comando do Exército e o Ministério da Defesa são contra. Oficiais do Exército e da Defesa argumentam que as medidas poderão provocar impactos negativos, porque a remuneração constituída de parcela única, além de não admitir acréscimos, será um desestímulo na busca do aperfeiçoamento profissional. Ou seja, com o salário garantido, praças, tenentes, coronéis e capitães não se empenhariam por fazer cursos, critério utilizado hoje para estabelecer salário.

O governo já olha com desconfiança para o projeto. O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), cuidadoso, disse que é preciso ter muito cuidado com vinculação de salário:

- Essas vinculações precisam ser bem mensuradas. Não podemos assumir despesas que desestruturem o equilíbrio fiscal, ainda mais neste momento de incertezas no mercado. Agora é que não podemos emitir sinais de desvio da rota fiscal.

Itagiba afirmou que o projeto resolve o impasse de todo ano sobre reajuste dos militares. Ele afirmou que o governo vive um bom momento de arrecadação de impostos e tem sim recursos para pagar esse reajuste:

- O governo está com superávit de caixa fantástico. Tem dinheiro para tanta coisa e não vai ter para nossos militares?

Aumento dos militares em discussão

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

(Coluna Força Militar – O Dia) – A PEC 245, que fixa a remuneração dos generais a valor correspondente a 95% do salário dos ministros do STM (Superior Tribunal Militar) e estende a vantagem proporcionalmente às demais patentes, deve voltar a ser discutia na Câmara esta semana. O autor, deputado Marcelo Itagiba, enviou ofício à Comissão de Constituição e Justiça pedindo a inserção na pauta. A PEC tem parecer favorável do relator, deputado Zenaldo Coutinho.