Psiquiatra defende tratamento compulsório de drogados

2 de março de 2010

(Correio do Brasil) – Em entrevista ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) para o programa De Olho no Rio, levado ao ar no último domingo, pela CNT, o psiquiatra Jorge Jaber, especialista no tratamento de dependência química, declarou ser favorável ao projeto de lei (nº 6.073) do parlamentar, quer promove mudanças na lei que, em 2006, instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad).

De acordo com o projeto de Marcelo Itagiba, todos os viciados em drogas que apresentarem elevado grau de dependência, a ponto de serem considerados, de acordo com laudos médicos, incapazes de tomar decisões pessoais, serão submetidos a tratamento de saúde especializado e obrigatório.

Ainda, segundo o projeto, também serão obrigados a se tratar todos aqueles que, mesmo não sendo totalmente dependentes, forem presos pela terceira vez por uso de drogas.

- Sou totalmente favorável ao projeto porque, comprovadamente, conforme demonstram dezenas de estudos realizados a respeito dessa questão, o tratamento compulsório destinado à recuperação de dependentes de droga dá mais resultados positivos do que os feitos voluntariamente, ou seja, com a concordância do paciente – afirmou Jorge Jaber.

 População aprova projeto de Itagiba

Durante a entrevista, Marcelo Itagiba ressaltou que tem grande aceitação popular o seu projeto de lei, que, além do tratamento compulsório, prevê a possibilidade de o juiz poder determinar a prisão de até 30 dias para os condenados por porte de drogas que não cumprirem as penas alternativas imputadas. O Sisnad acabou com a pena de prisão para usuários e estabeleceu apenas multa e admoestação verbal (advertência) como sanções a serem aplicadas aos que não cumprirem as penas alternativas.

Enquete feita no blog Justiça e Cidadania, do jornal O Dia, em outubro do ano passado, revelou que a maioria aprova o projeto, sendo que 70,7% consideram que “os dependentes químicos ajudam a financiar o tráfico de drogas”, enquanto somente 29,3% acham que “os usuários devem receber apenas tratamento de saúde gratuito do estado”.

Na entrevista, o psiquiatra Jorge Jaber alertou para importância de o governo federal investir em campanhas publicitárias que esclareçam a população sobre os riscos oferecidos pelas drogas, principalmente o crack.
- A droga, sobretudo o crack, que está criando uma geração de perdidos, instaura o caos no âmbito familiar do dependente e o leva à morte, de forma humilhante – afirmou o psiquiatra.

O psiquiatra Jorge Jaber e Marcelo Itagiba

Eles são capazes

1 de março de 2010

Apresentei na Câmara Federal parecer favorável às propostas destinadas a reduzir de 18 para 16 anos a idade de ingresso na maioridade penal. Os Códigos Penais adotados por diferentes nações foram baseados em princípios diversos para o estabelecimento da idade que encerra o período da inimputabilidade e inaugura o da maioridade penal. Contudo, a capacidade de discernimento do acusado é o elemento essencial das legislações, independentemente da idade definida como marco para o início da responsabilização criminal.

A maioridade penal pode vigorar a partir dos 18 anos (Brasil, Dinamarca, Áustria e França, entre outros), 16 (Argentina, Bélgica, Portugal, Espanha e Cuba), 14 (Alemanha e na Itália), 12 (Hungria e a Romênia) ou 7 (EUA), dependendo das leis estaduais americanas. No Brasil, a maioridade já se deu aos 14 anos, com o Código Criminal do Império, de 1830.

Alguns juristas consideram a maioridade penal aos 18 anos uma cláusula pétrea de nossa Constituição Federal, o que a tornaria, na opinião deles, inalterável por meio de emenda constitucional. No entanto, considero que pétreo poderia ser o estabelecimento da diferença entre maioridade e menoridade penal, mas não o seria a idade definida para o seu início, já que essa é discricionária e depende da capacidade de compreensão do ato ilícito praticado.

Há razoabilidade na defesa da tese de que o jovem de 16 anos, nos tempos atuais, deve ser responsabilizado criminalmente por seus atos. Afinal, ele não é mais o mesmo jovem que tinha 16 anos em 1940, quando foi sancionado o Código Penal. Hoje, ele é capaz de discernir e de responsabilizar-se.

Exatamente por conta dessa evolução, o novo Código Civil reduziu de 21 para 18 anos a maioridade civil, permitindo até que o cidadão, aos 16, constitua empresa, responsabilizando-se por todas as obrigações do negócio, se for emancipado pelos pais. O CP também precisa estar conectado à realidade.

Discernimento é a capacidade de compreender o ato criminoso praticado. O jovem de 16 sabe muito bem que usar uma arma para matar alguém é crime. E que para este crime existe pena. Se ele é capaz de entender, deve, portanto, sofrer as conseqüências da lei, sendo responsabilizado criminalmente.

Entendo, ainda, que ele deva cumprir a pena integralmente. Inicialmente, em unidades destinadas àqueles que tenham até 21 anos. O restante, em presídios. A separação sugerida segue o mesmo princípio da lei que impede primários de serem encarcerados com reincidentes. No Brasil, a lei trata o jovem de 16 anos como inimputável e, ao mesmo tempo, o considera com suficiente maturidade para influenciar na vida política brasileira, dando-lhe o direito de votar na escolha de deputados, senadores, prefeitos, governadores e, até, do presidente da República.

Não é uma solução para violência, mas apenas o reconhecimento da capacidade de discernimento do jovem de 16 anos. A maioridade penal aos 18 anos não pode ser tratada como um dogma. Isso impede a discussão sobre novas políticas criminais.

Artigo de minha autoria publicado hoje no O Globo

À força

26 de fevereiro de 2010

(Informe JB) – Depois de propor um cadastro nacional para dependente de drogas, o deputado Marcelo Itagiba optou por uma nova polêmica: apresentou projeto na Câmara propondo a internação forçada dos usuários de elevada dependência ou que tenham sido presos pela terceira vez.

Lei frágil estimula impunidade

26 de fevereiro de 2010

Muito pior do que o desalento do policial que, rotineiramente, prende uma, duas ou três vezes o mesmo bandido, arriscando a sua vida, é o sentimento de impotência e revolta de um cidadão ao saber que o assassino do seu filho, o estuprador de sua irmã, o seqüestrador do seu sobrinho ou o assaltante que invadiu a sua casa já havia sido preso e ganhou a liberdade condicional antes de cumprir toda a pena.

O combate aos criminosos e a redução dos índices de violência, que neste momento estão elevadíssimos não somente no Rio de Janeiro, mas também em muitas das grandes metrópoles do país, exigem várias medidas. Uma delas é a adoção de uma legislação penal que seja justa, forte e efetiva.

Se já é inaceitável que as penas contra os piores crimes sejam frágeis e estimulem a impunidade, mais inadmissível ainda é constatar que perigosos bandidos encontram facilidades na lei para retornar às ruas e cometer os mesmos crimes.

Por isso, apresentei o projeto de lei nº 6285, alterando a Lei de Execução Penal e exigindo a realização de exame criminológico nos presos condenados antes que eles sejam autorizados a ingressar nos regimes semiaberto e aberto.

Hoje, eles voltam às ruas numa decisão quase que automática, sem qualquer avaliação psicológica e comportamental, depois de cumprirem o tempo mínimo necessário para deixar a cadeia e ficar em liberdade condicional. O noticiário tem mostrado casos de bandidos que saíram da prisão com a obrigação de retornar à noite e nunca mais voltaram.

Com o exame criminológico, muitos deles não teriam sido soltos, pois o juiz teria constatado que, quando presos, não apresentaram qualquer sinal de recuperação. E, no caso dos psicopatas, dificilmente poderiam ser contemplados com os benefícios da lei.

Artigo de minha autoria publicado hoje em O Dia

O Rio não é só UPP

25 de fevereiro de 2010

Gostaria de chamar a atenção deste Plenário e da população brasileira para a manchete de hoje do jornal Extra, que traz imagens gravíssimas de fatos ocorridos no meu Estado: traficantes fortemente armados percorrendo as ruas no entorno da Comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio.

Infelizmente, a política de segurança pública do Rio de Janeiro não é uma política para o Estado como um todo, mas apenas uma política elitista voltada para a Zona Sul da capital e destinada a um processo eleitoral que se avizinha. O governo tenta, eleitoralmente, fazer com que as UPPs tenham nas urnas, este ano, o mesmo impacto que as UPAs, unidades de saúde, tiveram nas últimas eleições municipais.

Ontem, o jornalista Zuenir Ventura chamou a atenção para que as UPPs não sejam episódicas e tenham continuidade no seu processo. É por isso que alerto a todos: não podemos olhar o Estado do Rio de Janeiro focando apenas a Zona Sul da cidade, até porque na própria Zona Sul começa um movimento de mães que têm tido seus filhos assaltados diariamente no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ou seja, a pregação de que a segurança está melhorando é uma falácia. No governo Sérgio Cabral aumentou em 183% o crime de roubo a transeuntes, segundo os dados da própria Secretaria de Segurança Pública. Isso é decorrente da falta de policiamento ostensivo, já que os contingentes policiais estão sendo concentrados, sem planejamento, nas UPPs.

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Prorrogação criminosa de concessão

24 de fevereiro de 2010

Quero chamar a atenção deste Plenário e, principalmente, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para a situação calamitosa em que se encontra o metrô em nossa cidade do Rio de Janeiro. O deputado Miro Teixeira bem sabe que, hoje, a população não consegue mais andar de metrô em nossa cidade, pois o caos está instalado no transporte público coletivo no Rio de Janeiro.

E pasmem: a concessão do metrô foi prorrogada criminosamente por mais 20 anos pela atual administração. Há que se investigar com profundidade essa questão, inclusive para verificar a que escritório de advocacia está vinculada a empresa que explora o metrô em nossa cidade. Ao que parece, está vinculada a um escritório onde trabalha a esposa do Governador.
Portanto, essa denúncia deve ser apurada.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal

Fortalecer as polícias para combater a corrupção

24 de fevereiro de 2010

Volto mais uma vez a esta tribuna para defender aqueles que têm de ser defendidos, porque todos os dias colocam suas vidas em risco em defesa da sociedade. Ouvimos discursos, a todo momento, em todos os Estados da Federação. Todos querem resolver os problemas da segurança pública, mas não há como resolver se não investirmos nos profissionais da segurança pública.

Tramitam aqui nesta Casa PECs de suma importância. Elas, sim, podem resgatar a dignidade dos servidores da segurança pública em nosso País.
Por isso, temos que dar salários justos e dignos aos policiais militares em todos os Estados, equiparando-os ao salário justo e digno pago no Distrito Federal. E, da mesma forma, a todos os policiais civis do país, no nível em que são remunerados os policiais federais e os policiais do Distrito Federal.

Temos que dar condições de trabalho e dignidade àqueles que cuidam da segurança no sistema penitenciário.

Por isso, temos que votar, e votar já, a PEC da Polícia Penitenciária, para ter aquilo que todos desejamos: uma segurança pública para todos, e não apenas para a elite. Segurança pública também para aqueles que se encontram dentro do sistema carcerário.

Precisamos remunerar esses servidores de forma correta e digna, para que possam levar sustento para suas casas e se sentir seguros no exercício da sua profissão.

Temos que votar aqui também, o quanto antes, a concessão do porte de armas aos agentes penitenciários, que serão transformados em policiais penitenciários. Hoje lhes é negado o porte de armas, um direito que eles deveriam ter para se defender e defender suas famílias.

Temos que atuar de forma definitiva no combate ao crime do colarinho branco, aos crimes praticados por alguns que se enraízam no poder, seja no meu Estado, seja em âmbito federal.

A cada dia, acompanhamos notícias que nos trazem preocupação, notícias de manipulação de mercado e de corrupção. Vimos estampada, lamentavelmente, uma fotografia no jornal O Globo, na qual o Governador do meu Estado se senta no colo do Vice-Governador.

Precisamos restabelecer a dignidade do cargo, para que as pessoas exerçam suas atividades de forma correta, honrada e digna.

Por isso, precisamos de uma polícia bem preparada, bem remunerada e bem equipada para combater não apenas os bandidos de rua mas, principalmente, os bandidos de colarinho branco e a corrupção encastelada nos Poderes da República e dos Estados. 

É por isso que eles não querem uma polícia forte. Nós, porém, lutaremos nesta Casa para que todas as polícias tenham a força e os recursos suficientes para fazer o justo e o bom combate em defesa da sociedade brasileira, contra a corrupção, contra os desmandos e contra tudo aquilo com que nós não concordamos e vemos acontecer em nosso País.

Muito obrigado.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal

João Massot: 100 anos

24 de fevereiro de 2010

Gostaria que constasse dos anais desta Casa a celebração, hoje, junto com sua família, dos 100 anos do nosso grande João Massot, um homem público de grande responsabilidade, de envergadura, integridade e competência exemplares, que também deu ao país um grande filho, que é o nosso Embaixador do Brasil na Grécia. Por isso, acho que o Brasil e esta Casa devem se congratular com a família Massot pelos 100 anos, hoje, do Dr. João Massot. Os nossos parabéns a ele e à sua família. Que Deus o conserve com muita saúde, para a glória deste país.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal

Protesto na Lagoa contra a onda de assaltos

24 de fevereiro de 2010

O programa De Olho no Rio levou ao ar no último domingo, pela CNT (às 12h15), uma entrevista com as organizadoras do protesto realizado no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas contra a onda de assaltos que assusta os moradores e frequentadores do local. O grupo fará um novo protesto, no próximo domingo, às 10h, cobrando medidas das autoridades do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Segurança Pública.

Turistas: segurança foi o segundo pior ponto negativo do carnaval do Rio

23 de fevereiro de 2010

Pesquisa realizada com 1.000 turistas estrangeiros entre 14 e 17 de fevereiro, ou seja, durante o carnaval, pela Univercidade-Bayard Boiteux-Cesgranrio-Planet Work relevou que, na opinião deles, a segurança pública, com 23%, ficou em segundo lugar no ranking dos pontos mais negativos da cidade. Perdeu apenas para o quesito sujeira, que liderou as insatisfações com 29%. Os demais pontos negativos mais votados foram, nesta ordem, informação turística (18%), sinalização turística (12%), ingressos do sambódromo (9%), metrô (7%) e táxis (2%).

Apesar do descontentamento manifestado pelos turistas estrangeiros aos pesquisadores da Univercidade-Bayard Boiteux-Cesgranrio-Planet Work, em sua edição de hoje o jornal O Globo, que nos últimos anos vinha recorrendo às apurações de campo da Univercidade em suas reportagens sobre o turismo na cidade, optou por publicar dados divulgados pela Riotur, com base em pesquisa feita pelo Núcleo de Pesquisas da ESPM Rio.

Os números divulgados no jornal discrepam dos colhidos pela Univercidade. De acordo com a ESPM Rio, numa escala de 0 a 10, os turistas estrangeiros ouvidos no Sambódromo e nas suas imediações deram a maior nota (8,8) para os restaurantes, deixando em segundo e terceiro lugares, diversão noturna (8,4) e segurança pública (7,6), respectivamente.

Afinal, o que acharam realmente os turistas estrangeiros da segurança pública durante o último carnaval no Rio?

Novo Tribunal de Contas e maioridade penal

23 de fevereiro de 2010

Causa-me muita estranheza a iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em constituir um novo Tribunal de Contas para os municípios, quando já existe no estado um tribunal com essa responsabilidade. Criar um novo tribunal é aumentar as despesas, além de entregar na mão do governante a nomeação para os cargos de conselheiros e dar poder político àqueles que irão fazer as indicações.

Se existe algum problema no âmbito do Tribunal de Contas do Estado, ele deve ser apurado pelos canais competentes, dentro do devido processo legal, pelas polícias, pelo Ministério Público e pela Justiça. O que não se pode é tentar criar um novo tribunal sob o argumento de que o existente tem problemas. O novo tribunal também poderá tê-los.

Portanto, precisamos refletir inclusive sobre o aumento das despesas que decorrerão dos novos concursos públicos que, forçosamente, terão que ser realizados, já que os atuais funcionários não poderiam ser deslocados para um novo tribunal sem a devida prestação de concurso específico.

A descabida proposta, a julgar pelo entendimento dos membros da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, é equivalente a hipótese de se cogitar a criação de um novo Tribunal de Justiça em um estado para cuidar de causas específicas, porque o existente não teria condições de julgá-las. Ora, isso não é possível, nem desejável. Vai servir única e exclusivamente para manipulação política desse novo tribunal. Daí o meu protesto contra essa iniciativa.

Uma segunda questão que se apresenta e que me traz a esta tribuna é a da maioridade penal. Temos que reduzi-la o quanto antes. Há 100 anos, a maioridade civil era de 21 anos. Com o novo Código Civil, passou a ser de 18 anos. Na década de 40, o Código Penal estabelecia 18 anos como a idade a maioridade penal, ou seja, a idade em que já há a capacidade de ter um entendimento do cometimento de um ato delituoso.

Hoje, no século XXI, no ano de 2010, o jovem de 16 anos já tem discernimento para saber que pegar em uma arma e atirar em alguém é tirar a vida dessa pessoa. E que, ao fazer isso, estará sujeito ao rigor da lei, à punibilidade.

Portanto, temos de reduzir para 16 anos a idade de ingresso na maioridade penal.

Discurso feito no plenário da Câmara Federal no dia 23 de fevereiro de 2009

O que faz a lentidão

23 de fevereiro de 2010

(Justiça e Cidadania / O Dia) – Há dois anos, o Congresso debate a redução da maioridade penal para 16 anos. Bandeira do tucano Marcelo Itagiba, impediria que menores envolvidos em homicídio – como o caso João Hélio – ficassem só três anos apreendidos.

Proteção a jovem na mira do MP

20 de fevereiro de 2010

(O Dia) – O Ministério Público Estadual vai pedir a retirada de Ezequiel Toledo Lima, 19 anos – um dos assassinos do menino João Hélio, 7, há três anos – do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), do governo federal. As promotoras Denise de Mattos Martinez e Maria Cristina Magalhães alegam não haver, no processo, elementos que comprovem a necessidade de inclusão do jovem no programa.

Redução da maioridade para 16 anos

O caso Ezequiel trouxe à tona a discussão sobre a redução da maioridade penal no Brasil. Relator de 21 propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam do assunto, o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) defende que jovens com idade a partir de 16 anos respondam pelos seus crimes. “A redução não é uma solução para violência, é apenas o reconhecimento da capacidade de o jovem de 16 anos ter o discernimento do ato ilegal que praticou”.

Alencar in Rio

14 de fevereiro de 2010

(Anna Ramalho / JB) – Com o presidente Lula de viagem marcada para Israel, caberá ao vice-presidente, José Alencar, participar da primeira comemoração pelo Dia Nacional da Imigração Judaica, em 18 de março. O convite, aceito semana passada, foi feito pelo deputado Marcelo Itagiba, autor do projeto de criação da data.

Aliás

A lei foi sancionada pelo próprio vice-presidente, em dezembro, quando também ocupava interinamente a Presidência.

VISITA VINDOURA - Autor do projeto que cria o Dia Nacional da Imigração Judaica, Marcelo Itagiba é recebido pelo vice-presidente, José Alencar, que vem ao Rio para a celebração

Concessões questionáveis, estatísticas duvidosas e relações perigosas

11 de fevereiro de 2010

Estou sentindo a falta da ação do Ministério Público em todos os meus encaminhamentos que dizem respeito aos desmandos, às irregularidades e até aos crimes que podem estar sendo cometidos no Estado do Rio de Janeiro.

É preciso verificar a legalidade do decreto da lavra do Governador Sérgio Cabral, a chamada APA dos Tamoios em Angra dos Reis, que altera, para favorecer a apenas alguns, o percentual de possibilidade de construção naquela região.

É também preciso apurar as estatísticas criminais, porque ficou comprovada esta semana a manipulação dos dados, principalmente no que diz respeito aos índices de homicídios. Por isso, peço que o Ministério Público Federal dê encaminhamento às representações que fiz, para que tudo seja efetivamente investigado.

Nós não podemos continuar nesse caos em que hoje se vive no Estado do Rio de Janeiro e que envolve também outras questões, como a prorrogação criminosa da concessão à exploração do metrô, quando não há investimentos que o tornem um transporte que atenda com qualidade a população do nosso estado.

Registre-se, ainda, nesse contexto de desmandos, irregularidades e possíveis crimes, o fato de o escritório de advocacia do qual faz parte a esposa do governador advogar contra os interesses do próprio Estado.

Espero que as providências sejam adotadas o quanto antes.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal

Dignidade a todos os militares

11 de fevereiro de 2010

O Estado brasileiro tem o dever de remunerar com dignidade todos os militares das três Forças Armadas do nosso país.  Com esse propósito, está em tramitação a PEC que equipara o salário de todos os integrantes das Forças Armadas e cria uma verticalização até as mais baixas patentes, a partir da referência dos vencimentos dos ocupantes dos mais altos postos militares em 95% do que recebem os ministros militares do Superior Tribunal Militar. Dessa forma, iremos recompor a política salarial das nossas Forças Armadas, que tem prestado, desde sempre, relevantes serviços a este País.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal

Remuneração justa para os policiais

11 de fevereiro de 2010

O que me traz a esta tribuna é a necessidade de estabelecermos uma remuneração correta e justa para todos os policiais do Brasil, sejam eles policiais militares, policiais civis ou policiais federais. Se existe no Distrito Federal um salário reconhecidamente correto e justo para a atividade policial, o mesmo deve ser pago a todos os policiais dos demais estados do país, para que tenhamos órgãos de segurança pública cada vez melhores e profissionais mais capacitados e estimulados para o combate ao crime. Por isso, esta Casa tem a responsabilidade de votar a PEC da Polícia Civil, a PEC dos delegados e a PEC da Polícia Militar.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal

200 anos da imigração dos judeus sefarditas

11 de fevereiro de 2010

Quero registrar os 200 anos da imigração dos judeus sefarditas para o Amazonas e prestar minhas homenagens a todos os que vieram para ajudar na construção do nosso País e, principalmente, no desenvolvimento da região amazônica.

Discurso feito hoje no plenário da Câmara Federal

Homicídios aumentam no Rio

10 de fevereiro de 2010

Foram cometidos 5.794 homicídios no Estado do Rio de Janeiro em 2009, o que representa um aumento de 1,3% em relação ao ano de 2008, quando ocorreram 5.717 assassinatos, de acordo com os números divulgados esta semana pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Contudo, numa tentativa tresloucada e desesperada de minimizar o impacto negativo do anúncio do aumento dos casos de assassinatos, a Secretaria de Segurança lançou mão de um critério extremamente perigoso para a credibilidade de um órgão público: ela recorreu a dados projetados, ou seja, fictícios até que se confirmem, e os apresentou como reais, para tentar relativizar o recrudescimento comprovado dos homicídios e apresentar uma queda flagrantemente irreal.

A Secretaria informou que embora, em números absolutos, tenha havido crescimento (5.717 mortes em 2008 e 5.794 em 2009) dos casos de assassinatos, ao se levar em consideração a população existente no ano de 2008 – o quantitativo, incrivelmente, não foi divulgado pelo órgão – e a projetada (?) para o de 2009, houve uma redução proporcional da taxa de homicídios.

De acordo com o cálculo artificioso da Secretaria de Segurança, a taxa de homicídios em 2008 foi 34,7 casos por 100 mil habitantes, enquanto a de 2009 foi de 34,6 mortes por 100 mil habitantes. No entanto, as autoridades da pasta não informam os contingentes populacionais dos dois anos estatisticamente comparados, ou seja, o de 2008 e o projetado para 2009.

Porém, para que os 5.794 homicídios ocorridos em 2009 representassem uma taxa de 34,6 por 100 mil habitantes, teríamos que ter uma população de 16.745.664, quando, na verdade, segundo o IBGE, a população do Estado do Rio estimada para 2009 era de 16.010.429 habitantes. Por isso, a taxa de homicídios para 100 mil habitantes não foi, em 2009, de 34,6, mas sim de 36,2 – superior inclusive aos 34,7 registrados em 2007.

Também é importante consignar que o aumento da criminalidade, de 2008 para 2009, não ficou restrito ao homicídio. O total de ocorrências aumentou de 654.745 para 669.716, por conta do crescimento nos crimes de tentativa de homicídio (4.055, em 2008, e 4.472, em 2009), lesão corporal dolosa (73.474 / 79.244), estupro (1.471 / 2.338), roubo ao comércio (4.894 / 4.944), roubo a residência (1.493 / 1.662), sequestro (8 /11), sequestro-relâmpago (63 / 78), pessoas desaparecidas (5.095 / 5.425), roubos (141.175 / 138.280) e furtos (168.945 / 170.245).

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Projeto de Itagiba anula norma que licenciou militares concursados

9 de fevereiro de 2010

(Agência Câmara) – A Câmara analisa o Projeto de Decreto Legislativo 2131/09, do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), que anula o capítulo relativo ao tempo de permanência no serviço militar do Decreto 3.690/00, referente ao Regulamento do Corpo do Pessoal Graduado da Aeronáutica. O objetivo é beneficiar os aprovados em concursos públicos de admissão ao Curso de Especialização de Soldados (Cesd), entre 1994 e 2001, que foram licenciados do serviço ativo devido a esse decreto.

Itagiba ressalta que a Associação Nacional de Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica o procurou para mostrar que os alunos do Cesd foram prejudicados, pois não há norma que autorize o licenciamento de militares concursados sem justo motivo. Dessa forma, o deputado argumenta que o decreto “invade” as atribuições legislativas do Congresso Nacional. Além disso, cabe ao Parlamento analisar a legalidade dos atos de admissão de pessoal na administração direta e sustar a execução de atos dessa natureza.

“O curso realizado semestralmente, denominado Cesd, tinha o objetivo de formar soldados com especialização específica para executar diversos cargos dentro da instituição. Contudo, após seis anos de valorosos serviços prestados à pátria, 12 mil jovens em todo o Brasil foram injustamente licenciados do serviço ativo”, afirma Itagiba.

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