Guarda Portuária e vigilante federal poderão ter bolsa-formação

(Agência Câmara) – A Câmara analisa o Projeto de Lei 454/11, da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), que autoriza a concessão de bolsa-formação para os agentes das guardas portuárias e os agentes de vigilância federal de instituições federais de ensino. O benefício, que hoje corresponde a R$ 443, foi instituído pela Lei 11.530/07, que criou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Andreia Zito lembra que o ex-deputado Marcelo Itagiba apresentou, na legislatura anterior, projeto que inseria a Guarda Portuária no Pronasci (PL 7171/10). Esse projeto, no entanto, não foi votado por nenhuma comissão e foi arquivado ao final da legislatura passada.

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Dispara no Rio número de mortes a esclarecer

(O Estado de S. Paulo) – O número de mortes por causas externas sem razão determinada – cujo motivo pode ter sido suicídio, assassinato ou acidente – disparou nos últimos anos no Rio. O movimento é inverso à redução no total de homicídios – que virou propaganda da gestão do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) – e fez o Ministério da Saúde pedir ao Estado que reveja suas estatísticas.

Segundo o Datasus, banco de dados do ministério, o Estado teve 1.676 mortes violentas sem causa especificada em 2006 – último ano do governo Rosinha Garotinho. Em 2007, primeiro da gestão de Cabral, elas subiram 90,4% (para 3.191). Em 2008, o indicador passou a 3.261 (alta de 2,19%).

Em 2009, esse tipo de registro cresceu 73%, para 5.647 casos. Os dados daquele ano ainda são provisórios – os números oficiais só serão fechados no fim de junho. Mas, se as informações se confirmarem, o número de mortes não explicadas vai superar o total de homicídios (4.198).

Um dado que se destaca no Rio é o crescimento de algumas categorias de mortes sem causa determinada. O economista Daniel Cerqueira, doutor pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ) com tese sobre violência no Brasil, verificou aumento atípico em pelo menos dois tipos: as provocadas por armas de fogo e os envenenamentos. Entre 2006 e 2007, o primeiro tipo cresceu 197% (de 148 para 440); o segundo aumentou 82,24% (de 1.425 para 2.597).

Cerqueira também calculou taxas por 100 mil habitantes de mortes indeterminadas nas duas categorias, de 1996 a 2008. No Rio, a taxa de mortos a tiro de um ano para o outro mais que dobrou no triênio com dados disponíveis: de 0,951 em 2006 para 2,796 em 2007 e 2,90 em 2008. Muito acima da média do Brasil (0,437, 0,456 e 0,601).

Nos envenenamentos, a história se repete: o Rio registrou 9,157, 16,501 e 16,078 casos por 100 mil habitantes em 2006, 2007 e 2008. O País teve 2,581, 2,729 e 2,843 casos.

Outros Estados. São Paulo, Minas, Bahia, Rio Grande do Norte e Roraima também preocupam o Ministério da Saúde, que também pediu a revisão de números.

São Paulo apresentou, na contagem por 100 mil habitantes, comportamento oscilante, com taxas de 5,495 em 2006, 5,273 em 2007 e 5,418 em 2008. São consideradas baixas frente ao Rio (que teve 10,751 por 100 mil, 20,167 e 20,532, no mesmo período), mas ainda assim chamam a atenção do Datasus.

Nas categorias de mortes indeterminadas por arma de fogo e envenenamento, no mesmo triênio, também houve sobe e desce no Estado, no mesmo cálculo: 0,351, 0,245 e 0,297 (na primeira categoria) e 3,256, depois 2,791 e 2,848 (nos envenenados).

Minas apresentou evolução semelhante à de São Paulo no mesmo período. Já a Bahia teve, de 2006 a 2008, aumento nas taxas por 100 mil habitantes de mortes por causas externas indeterminadas: 8,143, depois 11,929 e por fim 14,439 e nas mortes indeterminadas por armas de fogo.

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Tratamento compulsório para dependentes de drogas em último grau

Diante dos cenários terríveis que estão sendo mostrados pela mídia de grandes grupos de pessoas, muitas delas menores, consumindo drogas, principalmente em capitais como o Rio de Janeiro, em locais que são chamados de “cracolândia”, registro aqui o teor do projeto de lei nº 6.073 que apresentei na Câmara Federal, em 2009, para combater esse grave problema de saúde pública, e, consequentemente, de segurança pública que afeta a sociedade brasileira.

Pelo meu projeto de lei, todos os dependentes de drogas que apresentarem elevado grau de dependência, a ponto de serem considerados, de acordo com laudos médicos, incapazes de tomar decisões pessoais, serão submetidos a tratamento de saúde especializado e obrigatório. Esta é uma das alterações que defendo na Nova Lei de Drogas (Lei 11.343/06) que, em 2006, instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad).

A nova lei acabou com a pena de prisão para quem for preso por porte de drogas e a substituiu pelas penas alternativas. Propus a prisão, de até 30 dias, para quem não cumprir as penas alternativas, pois somente a previsão de admoestação verbal e multa, como instrumentos de coerção aos que não cumprirem as penas alternativas enfraquece a lei e o poder do juiz.

Foi um grande avanço na nova lei tratar o usuário e o dependente de drogas como casos de saúde pública, mas como lidar com aqueles que não cumprirem as penas alternativas que substituíram as de prisão?

Sugeri também que todos os usuários e dependentes de drogas do país sejam cadastrados no Registro Nacional de Dependentes de Drogas Ilícitas (Renadi) — órgão a ser criado dentro da estrutura do Ministério da Saúde — para receber gratuitamente os tratamentos de saúde.

O cadastro, porém, não poderá ser usado para efeito de antecedentes criminais e será destinado exclusivamente a promover políticas públicas de tratamento de saúde e de reinserção social de usuários e dependentes.

Além disso, o cadastro, que terá acesso restrito, trará o nome do usuário ou dependente, a droga usada e a pena aplicada. Os nomes serão excluídos da lista um ano após a sua inclusão ou a do registro de reincidência, ou ao término do tratamento.

Em relação aos traficantes, defendi que as drogas sejam classificadas pelo Ministério da Saúde por seu grau de dependência física e psíquica. Considero que as penas para o crime de tráfico devam ser aumentadas de acordo com a gravidade dos danos causados pelas substâncias por eles comercializadas.

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Protesto dos ex-soldados da Aeronáutica no DF

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara Federal analisa o Projeto de Decreto Legislativo 2131/09, de minha autoria, que anula o capítulo relativo ao tempo de permanência no serviço militar do Decreto 3.690/00 referente ao Regulamento do Corpo do Pessoal Graduado da Aeronáutica. O meu objetivo foi beneficiar os aprovados em concursos públicos de admissão ao Curso de Especialização de Soldados (Cesd), entre 1994 e 2001, que foram licenciados do serviço ativo por força do referido decreto e ontem realizaram novos protestos em Brasília.
 
A Associação Nacional de Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica (Anese) me procurou para mostrar que os alunos do Cesd foram prejudicados, pois não há norma que autorize o licenciamento de militares concursados sem justo motivo.
 
O decreto invade as atribuições legislativas do Congresso Nacional. Cabe ao Parlamento analisar a legalidade dos atos de admissão de pessoal na administração direta e, se for o caso, sustar a sua execução.
 
O Cesd, realizado semestralmente, tinha o objetivo de formar soldados com especialização específica para diversos cargos dentro da instituição. Contudo, após seis anos de valorosos serviços prestados à Pátria, 12 mil jovens em todo o Brasil foram injustamente licenciados do serviço ativo. O Comando da Aeronáutica devia tê-los reconhecido como militares de carreira.

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Sensibilidade judaica à justiça e à caridade norteará ação de Luiz Fux

(Conib) – “No judaísmo, justiça, além de ser um valor, significa também caridade. Pela Torá, o povo judeu tem o dom da caridade, o dom da doação. (…) Na Torá, estes valores também significam verdade, integridade e independência. Encontrei uma tríplice identidade nestes pilares”, declarou Luiz Fux, primeiro judeu a ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele foi homenageado pela comunidade judaica neste domingo, dia 3 de abril, na Sinagoga Beit Lubavitch, no Rio. O evento teve a presença de Claudio Lottenberg, presidente da Conib, Osias Wurman, cônsul honorário de Israel no Rio e Sarita Schaffel, presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, além de empresários, autoridades e juristas ligados à comunidade judaica, como o advogado Marcelo Itagiba, ex-deputado federal.

Doutor em Direito Processual Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e professor titular na mesma universidade, Fux tem 21 livros publicados e participou da comissão de elaboração do novo Código de Processo Civil. Ele é filho de imigrantes judeus da Romênia, que fugiram da perseguição nazista.

Marcelo Itagiba e Daniel Klabin

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux

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José Alencar, um dos maiores da nossa República

O Brasil perde um dos seus maiores exemplos de dignidade na vida e na política. O ex-vice-Presidente da República, José Alencar, sai da vida, após lutar com todas as suas forças por 13 anos contra o câncer, para entrar para a história como uma das figuras mais importantes da República brasileira.

No dia 16 de dezembro de 2009, no exercício da Presidência da República, José Alencar, numa emocionante cerimônia realizada em Brasília, sancionou o meu projeto de lei que estabeleceu, por meio da lei nº 12.124, a data de 18 março como o Dia Nacional da Imigração Judaica para o Brasil. Foi o meu primeiro projeto transformado em lei. Razão de muito orgulho.

No dia 18 de março de 2010, José Alencar, novamente como presidente interino do País, compareceu ao Grande Templo Israelita, Centro do Rio, para participar da cerimônia em comemoração ao primeiro Dia Nacional da Imigração Judaica para o Brasil.

O presidente em exercício José Alencar sanciona o projeto de lei que cria o Dia Nacional da Imigração Judaica

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Dia da Imigração Judaica foi inspirado em mandamento bíblico, diz Itagiba

(Conib) – “Meu nome é Marcelo Zaturansky Itagiba. Tenho origem judaica. O quinto mandamento bíblico – “Honrarás teu pai e tua mãe” – foi minha inspiração para criar o Dia Nacional da Imigração Judaica”, declarou o ex-deputado federal na cerimônia de abertura da exposição “Imigração Judaica – Cronologia e Origens”, na noite de 19 de março na Hebraica – SP.

A exibição marcou na capital paulista o segundo ano em que a data – criada por projeto de lei de Itagiba e sancionada em 2009, pelo então presidente em exercício José Alencar – é comemorada.

“O número 18, em hebraico, corresponde à palavra chai (vida). Em 18 de março de 2002, foi reinaugurada no Recife a Sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), a primeira das Américas. Assim, não haveria data mais apropriada para uma que lei representa o reconhecimento do povo brasileiro à contribuição judaica ao País”, afirmou Itagiba.

Claudio Lottenberg, presidente da Conib, definiu o ex-deputado como “nosso legitimo representante, destemido, que assumiu papéis que nenhum judeu assumiu”.

Lottenberg lembrou a multifacetada participação judaica na sociedade brasileira, sempre caracterizada por sua “solidariedade e espírito público”. Ele citou ações humanitárias da comunidade, como o projeto Itinga, que promove o desenvolvimento do setor de saúde no vale do Jequitinhonha, Minas Gerais; o auxílio no combate à dengue, no Rio de Janeiro; a missão enviada ao Haiti, pós-terremoto. “O 18 de março espelha nossa identidade e documenta nossa contribuição”, reiterou.

Ricardo Berkiensztat, vice-presidente executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, afirmou que a data homenageia todos os imigrantes deste “caleidoscópio étnico” que é o Brasil. Mauricio Serebrinic, presidente do Arquivo Histórico Judaico Brasileiro (AHJB), que organizou a exposição, lembrou o discurso de Dilma Rousseff na solenidade do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em Porto Alegre: ‘O dever de memória não deve se confundir com a passividade da simples lembrança. Ele expressa a firme determinação de impedir que a intolerância e a injustiça se banalizem no caminho da humanidade. A memória é a arma humana para impedir a repetição da barbárie’. Serebrinic ressaltou o cuidado com que é tratado no AHJB o rico acervo da comunidade.

Marcelo Itagiba discursa na abertura da exposição sobre a imigração judaica, em São Paulo

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Dia da Imigração Judaica será celebrado em São Paulo, Rio e Porto Alegre

(Conib) – O Dia da Imigração Judaica homenageia a contribuição dos judeus para a formação da sociedade brasileira. A celebração, no dia 18 de março, foi criada por um projeto de lei do então deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), sancionado em 2009 pelo então presidente em exercício, José Alencar.

No Rio de Janeiro, a Federação Israelita (Fierj) e a Associação Religiosa Israelita (ARI) farão uma cerimônia especial de Shabat, no dia 18, às 18h30, na sinagoga da ARI, com a presença de Marcelo Itagiba. Em Porto Alegre, na mesma data, será organizada pela Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firs) uma homenagem ao ministro Ari Pargendler, presidente do Superior Tribunal de Justiça, às 19h30, na Sinagoga Centro Israelita Porto Alegrense, e a Henry Chmelnitsky, ex-presidente da Firs, às 11 horas, no auditório da entidade.

Em São Paulo, será aberta em 19 de março, às 18h30, no clube A Hebraica, a exposição “Imigração Judaica – Cronologia e Origens”, que conta a história da imigração judaica para a capital paulista. São apresentadas as características e as singularidades de cada onda migratória, a situação dos judeus no país de origem, a organização da vida comunal e as contribuições à cultura de São Paulo e do Brasil. A mostra é organizada pelo Arquivo Histórico Judaico Brasileiro e tem o apoio da Conib, da Federação Israelita do Estado de São Paulo e da Hebraica. Marcelo Itagiba também estará presente neste evento.

A data de 18 de março marca o dia da reinauguração, em 2002 no Recife, da Sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), a primeira das Américas.

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Verdade oculta

A revolução de 1964 apeou do poder um governo democraticamente eleito. Como a toda ação corresponde uma reação, organizaram-se vários grupos de oposição ao regime militar; uns agindo mediante atos de protesto, outros com o enfrentamento por meio de armas.

Atentados, assaltos, sequestros e mortes foram cometidos por grupos de oposição, o que resultou na ação igualmente criminosa por parte de agentes do Estado. Prisões, sequestros, torturas, assassinatos e ocultação de cadáveres foram praticados pela chamada repressão política, inclusive contra quem contestava pacificamente.

Em 1979, no processo de distensão política, foi editada pelo Congresso Nacional a Lei de Anistia, cuja interpretação ideológica, de acordo com aquele momento político, considerou que ela abrangia os dois lados da luta – tanto os que combateram o regime, quanto os que atuaram em nome dele.

Anistia não exprime misericórdia, clemência ou perdão. Tem caráter real e impessoal, pois visa extinguir a punibilidade em relação a determinados fatos e a um número indeterminado de pessoas. É medida de natureza política inspirada em razões de Estado e de exclusiva competência do Congresso. É decretada em prol da paz.

A Lei de Anistia não considera puníveis os ilícitos do passado sobre os quais incide exclusivamente. Mas não estão ao alcance da anistia os crimes que, por sua natureza, por serem permanentes, prosseguem com sua ação no tempo até que sejam elucidados.

O Código Penal Brasileiro, de 1940, em seu artigo 211, estabelece que é crime “destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele”. A figura típica “ocultar cadáver” é crime permanente e seu efeito só cessa quando são encontrados os restos mortais.

Em 1990, no cemitério de Perus (SP), foram encontradas as ossadas de Frederico Mayr e de Denis Casemiro. No Araguaia, em 1991, foi exumado o corpo de Maria Lucia Petit da Silva. São fatos que demonstram a vontade dirigida dos agentes do Estado para ocultar os corpos de pessoas que se insurgiram.

A despeito de ter sido considerada irrestrita até mesmo para os crimes bárbaros, de acordo com a interpretação ideológica da época de sua edição, a Lei da Anistia não pode atingir os crimes permanentes, que se protraem no tempo, como a ocultação de cadáver. Portanto, cabe a instauração de inquérito policial para apuração da responsabilidade criminal dos casos de ocultação de cadáver, bem como para obtenção dos devidos meios legais destinados ao encontro da verdade real ocultada.

A Lei 9.140/95 criou a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, que vem trabalhando na busca dos fatos e poderá passar a contar com um processo judicial criminal para chegar onde deseja. Além do direito formal, existe também um direito natural de chorar, honrar e enterrar os seus mortos, que se encontra acima de qualquer outra razão e precisa ser respeitado.

*Artigo de minha autoria publicado hoje no O Globo.

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Camarote

(Coluna da Hildegard Angel) – De frente para palco do Golden Room, desde o primeiro baile e gala decorado por  Zéka Marquez para o Hotel Copacabana Palace,  fica o camarote desta colunista carioca que vos fala, conhecida por sempre declamar seu amor pelo Rio, pelo carnaval carioca e pela beleza do Baile do Copa. Ao longo desses anos todos da festa, por ali têm passado celebridades estrangeiras e nacionais, a imprensa local e a do mundo todo, socialites maravilhosas, empresários de porte, amigos, gente das artes, da moda, do samba. O camarote de Hildezinha é tipo uma ONU da festa, uma parada obrigatória dos bacanas, um ponto de referência para os foliões que querem ver de pertinho as celebridades que passam pelo baile, além das mulheres, dos homens e das fantasias mais bonitas. Enfim, meu camarote, meus amores, é um território livre para amigos e convidados do baile, e disso muito me orgulho. Lá, como na Pasárgada de Manuel Bandeira, sou amiga do rei, o champagne é geladíssimo e interrupto, o savor faire é geral, a alegria contagiante. Um marco, enfim, das boas memórias do baile…

Gabriela e Marcelo Itagiba

 

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Operação Guilhotina afia lâminas para mais cabeças

(Coluna da Hilde) – O ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Marcelo Itagiba, escreveu em seu twitter, dois dias antes da invasão na polícia:  “Todos aguardam a operação da PF que vai desarticular uma quadrilha de venda de armas para o tráfico…”.  Em seguida, continuou: “Talvez na operação da PF, tão necessária, apareça policial da cúpula na parada”… E não deu outra…

Ontem, Itagiba voltou a tuitar: “Lamentavelmente a crise na Segurança Publica está apenas começando.Vai haver disputa entre os grupos que buscam o poder”. O tempo vai fechar no Rio, melhor sair de casa de armadura…

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Investigações da PF no Rio

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Federal, no dia 29 de junho de 2010, eu disse:

Em recente reunião havida entre o senhor governador, o secretário de Segurança e autoridades da Polícia Federal, o governador perguntou se estava sendo investigado pela Polícia Federal e recebeu a seguinte resposta: Se o senhor estiver, não será informado.

A partir daí foi dito que não está havendo combate contra a convenção por parte do atual Governo do Estado, enquanto na administração anterior houve recordes de apreensões das máquinas como de prisões daqueles que protegiam esse tipo de atividade criminosa.

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As filas andam

(Coluna da Hilde) – Escrevam o que eu digo: vai ter fila na porta da agência esportiva do jogador Ronaldo, e também da sua fundação Criando Fenômenos, de jovens esportistas…

Outra fila deverá ser na Av. Beira Mar, diante do escritório de advocacia criminal que o ex-deputado federal Marcelo Itagiba acaba de inaugurar, associado ao conceituado Joyce Roysen Advogados, indicado como um dos escritórios mais admirados na esfera penal em São Paulo, conforme a Revista Análise, especializada em direito.

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PF age na omissão do desgoverno Cabral

Nos últimos quatro anos, em meu mandato como deputado federal, por diversas vezes fui à tribuna da Câmara denunciar a omissão do governo Sergio Cabral no combate à criminalidade do Estado do Rio de Janeiro. Principalmente em relação à contravenção e suas atuações mafiosas na exploração das máquinas de caça-níqueis em cada esquina, como também ao crescimento das milícias.

Alertei que, diante da omissão do governo estadual, o Departamento de Polícia Federal, por meio da Superintendência da PF no Rio, vinha investigando e prendendo criminosos, muitos dos quais policiais, envolvidos com a contravenção, o tráfico e as milícias.

O resultado não poderia ser outro: a PF acabou prendendo, recentemente, uma grande leva de policiais, dentre os quais o ex-subchefe operacional da Polícia Civil, cuja missão era, conforme a designação do cargo, a de realizar operações contra as quadrilhas, o que, segundo o inquérito instaurado pela PF, não era cumprido por conta da corrupção policial.

O aumento das milícias no atual governo é a mais forte demonstração da omissão do governo Cabral no combate ao crime. De acordo com um relatório confidencial produzido pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, encaminhado à CPI das Milícias e vazado à imprensa, o número de comunidades submetidas às quadrilhas de milicianos aumentou no atual governo de 42 para 171.

A baixa produtividade policial também é um inquestionável indicativo do fracasso da política de segurança do governo Cabral. Comparando com o governo anterior, no atual houve redução de 20,2% no total de prisões, de 33,56% na apreensão de armas e 13,87% na de drogas.

O governo deixa a população à mercê do aumento dos índices de criminalidade, como o roubo a ônibus, que cresceu 53,91%, e a transeuntes, que aumentou em 183,1%, em função da diminuição do número de policiais no patrulhamento ostensivo.

A redução da produtividade é decorrente da ausência de uma política de estímulo aos bons policiais, da descontinuidade do processo de afastamento dos maus policiais e da falta de planejamento no combate ao crime organizado.

A Polícia Federal, ao perceber isso, resolveu agir, em defesa da população do Rio de Janeiro.

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Terrorismo não está tipificado na legislação brasileira

Em meu mandato como deputado federal, tomei várias iniciativas legislativas, que ainda podem e devem ser discutidas e votadas pelo Congresso Nacional. Dentre as quais, a tipificação do crime de terrorismo ainda ausente na legislação brasileira. No final do ano de 2008, apresentei à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal o meu relatório favorável ao projeto de lei (PL) 6.764, de 2002, que inclui o crime de terrorismo em nossa legislação penal.

Contudo, o Poder Executivo, sob a administração do presidente Lula, com ampla maioria no Congresso Nacional, não esboçou nenhuma movimentação política – muito comum quando queria aprovar os projetos que eram realmente de seu interesse – para dar celeridade à tramitação do PL elaborado, em 2002, por um grupo de renomados juristas nomeados pelo então ministro da Justiça, Miguel Reale Jr.

O desinteresse do governo Lula pela aprovação do projeto que trata de um tema de extrema importância para o mundo contemporâneo distancia o Brasil do posicionamento assumido pelas grandes potências. Foi uma atitude que, indubitavelmente, nos deixa enfraquecidos no cenário geopolítico internacional.

Após os ataques de 11 de setembro de 2001, os países mais desenvolvidos se viram forçados a rever, em caráter de urgência, as suas legislações e estratégias de combate ao avanço do terror no mundo.

O governo Lula, porém, priorizou a busca desmedida por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, mesmo ao custo da manutenção de relações amistosas com representantes de Estado lenientes com o terrorismo, como o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Para alcançar tal objetivo, o governo brasileiro preferiu, por exemplo, apoiar o ministro da Cultura egípcio, Farouk Hosny – defensor da insana ideia de queimar todos os livros escritos em hebraico – ao cargo de secretário-geral da Unesco, em detrimento da candidatura do brasileiro Márcio Barbosa, ocupante da segunda posição na hierarquia do órgão da ONU para Cultura e Educação.

O apoio ao egípcio, que acabou sendo derrotado na disputa pela embaixadora búlgara na França, Irina Bokova, teria como contrapartida o voto do Egito, comandado há mais de 30 anos por um ditador – e dos países aliados deste no Oriente Médio – para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

Meses antes da derrota na Unesco, o governo brasileiro já amargara também o dissabor das manifestações contrárias à vinda oficial ao nosso território de Mahmoud Ahmadinejad.

Com se não bastassem o desinteresse pela aprovação da lei contra o terrorismo e a relação cordial com representantes de Estado ligados ou, ao menos, simpáticos à prática criminosa, o governo Lula e a sua área de inteligência não observaram, com a devida atenção, a movimentação dos grupos terroristas pelo mundo e as suas novas formas de atuação.

Em 2008, um integrante da alta hierarquia da organização terrorista Al Qaeda foi preso pela Polícia Federal em São Paulo. Mas o governo se limitou a tentar minimizar o risco da presença do terrorista em nosso país.

Em relação ao Brasil, o terrorismo internacional encontra um terreno fértil para as suas ações, por conta da inexistência de lei específica que responsabilize duramente os seus integrantes e, também, pela eventual disponibilidade de integrantes das quadrilhas que fazem parte do chamado crime organizado.

Fortemente armados, eles hoje lucram principalmente com o tráfico de drogas, os sequestros milionários e os roubos cinematográficos de caixas-fortes de bancos. Mas não se pode afastar a possibilidade de, estimulados por motivações financeiras, virem a aceitar a execução de atos de terror, em dimensão muito superior às ações deflagradas que pararam São Paulo em maio de 2006.

A área de inteligência do governo brasileiro não deveria desprezar, também, a possível cooptação – neste caso, por motivações preponderantemente ideológicas – de membros dos grupos neonazistas existentes em vários estados.

Investigações policiais detectaram as ligações interestaduais entre os grupos neonazistas e indícios de que eles estariam por trás do ataque à bomba que deixou 21 feridos na Parada Gay, de São Paulo, em 2008.

Os ataques de 11 de setembro de 2001 assombraram o mundo e inauguraram uma nova fase do combate ao terrorismo internacional, tendo como uma de suas principais mudanças o endurecimento da legislação penal contra tais criminosos. O Brasil, porém, ainda não tem sequer uma lei específica que trate de um crime tão hediondo.

Com a palavra o novo governo.

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Hipocrisia e cinismo

A palavra hipocrisia tem sido muito utilizada no meu estado pelo Governador, que chama de hipócritas aqueles que condenam o uso das drogas, por ser ele a favor da liberação das drogas.

Ele chama de hipócritas aqueles que são contra o aborto, por ser ele favorável ao aborto, ou seja, ao homicídio do nascituro.

Ele chama de hipócritas aqueles que são contra a legalização da contravenção, quando, na verdade, a hipocrisia é muito pior quando acobertada por uma dose de cinismo do Governador do Estado do Rio de Janeiro, porque sabemos que por trás das milícias e do crime organizado está a contravenção que ele pretende legalizar.

Sabemos que a vida é o bem maior. Por isso, não podemos concordar com o aborto.

Na questão das drogas, se as estamos combatendo, como podemos fazer um discurso de liberação dessas substâncias entorpecentes que aniquilam a nossa juventude?

Então, acho que a palavra correta para ser utilizada no Rio de Janeiro não é hipocrisia, mas sim cinismo, pois é um cínico quem defende a tese de liberação das drogas, da contravenção e da morte do nascituro.

*Discurso feito hoje no plenário da Câmara

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Combati o bom combate

Entrei para esta Casa como deputado federal eleito com 70.057 votos, após uma carreira de quase 30 anos no Departamento de Polícia Federal, onde tive a oportunidade de trabalhar nas cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Brasília.

Sempre atuando contra o crime organizado e contra o tráfico de drogas, dirigi a Inteligência do Departamento de Polícia Federal para todo o país durante quase três anos e estive à frente da Superintendência da Polícia Federal no meu Estado do Rio de Janeiro.

Posteriormente, fui Secretário de Segurança Pública do Rio e promovi uma série de ações para colocar o crime organizado, tanto o tráfico de drogas quanto as milícias, no seu devido lugar, ou seja, acuado pelo Estado.

Realizei as operações Asfixia, Pressão Máxima e Inteligência, Massa e Força, levando as polícias do Rio a bater todos os recordes, até hoje não superados, de apreensão de armas e prisão de criminosos. Com a inteligência bem empregada, retiramos de circulação as chamadas 80 lideranças do tráfico de drogas.

Na minha gestão como secretário de Segurança do Rio, as estruturas de trabalho das polícias foram modernizadas, com a compra, então inédita, de armamentos modernos, coletes à prova de balas, veículos blindados, lanchas, helicópteros, novas delegacias e batalhões da PM, além de um aumento real de 17% para todos os policiais e bombeiros, inclusive os aposentados.

Após lutar por quase 30 anos contra os criminosos e ver muitos deles voltarem às ruas, após terem sido presos em investigações que, em alguns casos, levaram até alguns anos, decidi tentar me tornar deputado federal, para ajudar na produção de leis mais rigorosas contra os criminosos.

Com 70.057 votos cheguei a esta Casa e nos quatro anos do meu mandato, defendi o Estado do Rio de Janeiro, lutei por medidas voltadas para o crescimento econômico do Brasil e dignifiquei a atividade parlamentar.

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Banda Kadima

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Parlamentares aumentam o salário em 62% e vão receber R$ 26.723,13

(O Estado de S.Paulo) – No último dia do ano de trabalho efetivo da Câmara e do Senado, os parlamentares aprovaram em votação relâmpago aumento de 61,83% nos próprios salários, de 133,96% nos vencimentos do presidente da República e de 148,63% nos do vice-presidente e dos ministros de Estado. A partir de 1.º de fevereiro, quando os parlamentares eleitos em outubro tomarem posse, todos passarão a receber R$ 26.723,13, mesmo salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal e teto do funcionalismo. De fevereiro de 2007 a novembro de 2010, o IPCA, índice oficial de inflação, foi de 20,9%.

O presidente ganha, atualmente, R$ 11.420,21, menor salário entre os chefes dos três Poderes. Os deputados e os senadores recebem R$ 16.512 mil – ao todo, são 15 salários por ano -, e o vice-presidente e os ministros de Estado ganham R$ 10.748. O aumento salarial provocará um efeito cascata nas Assembleias Legislativas dos Estados e nas Câmaras Municipais.

O projeto foi aprovado em votação simbólica, sem registro da posição individual dos parlamentares no painel eletrônico. Alguns deputados se manifestaram contra, como Chico Alencar (PSOL-RJ), Luiza Erundina (PSB-SP), Fernando Gabeira (PV-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP) e Marcelo Itagiba (PSDB-RJ).

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Aumenta o salário dos parlamentares, a partir de 62%.

(Diálogo externo) – Deputados Federais e Senadores aprovaram em regime de urgência o reajuste de seus próprios salários, o do presidente da República e de seu vice, e os dos ministros de Estado, a saber:

O PSol foi o único partido que tentou impedir a aprovação, e nas palavras do seu deputado Chico Alencar, “Essa decisão aprofunda o abismo entre a sociedade e o parlamento. É uma demasia.

Do PSB, a deputada Luiza Erundina (SP) discursou contra a aprovação do projeto, questionando a falta de discussão sobre a proposta de reajuste e de não haver a transparência necessária para a sua aprovação, já que o projeto foi apresentado pela Mesa Diretora da Casa no momento da sessão. Outros deputados se manifestaram contra, como Fernando Gabeira (PV-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP) e Marcelo Itagiba (PSDB-RJ).

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